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Ex-jogadores paraguaios são presos em operação contra tráfico internacional ligado ao futebol

24. fevereiro. 2026
4. Min. de leitura
Ex-jogadores paraguaios são presos em operação contra tráfico internacional ligado ao futebol

Uma grande operação policial no Paraguai revelou uma rede de tráfico internacional de drogas que envolve ex-jogadores e dirigentes do futebol local. Entre os presos estão nomes conhecidos do esporte paraguaio, como Víctor Hugo Centurión, ex-goleiro do Club Olimpia, e Luis Miguel Molinas Brítez, ex-jogador de futsal do Cerro Porteño. A ação, batizada de Operação Nexus II, mira uma organização criminosa com ramificações em vários países, incluindo conexões com narcotraficantes de alto escalão.

O caso chama a atenção não apenas pela participação de figuras do futebol, mas também pelo esquema complexo que envolve logística, transporte e lavagem de dinheiro. Se você quer entender todos os detalhes dessa investigação que abala o esporte paraguaio, continue a leitura.

Ex-jogadores e dirigentes no centro da investigação

Segundo informações do Ministério Público do Paraguai, Víctor Hugo Centurión é apontado como peça-chave na estrutura da organização criminosa. O ex-goleiro teria sido responsável por coordenar o transporte de drogas, incluindo a logística de aeronaves, combustível e manutenção de veículos utilizados no tráfico. Além disso, Centurión usava sua trajetória no futebol para criar contatos com outros grupos criminosos e facilitar negociações internacionais de entorpecentes.

Outro nome de peso é Luis Miguel Molinas Brítez, conhecido como “Moli”, que atuava como elo entre os membros do grupo dentro e fora do sistema prisional. Ele foi detido em Assunção e enfrenta acusações relacionadas à movimentação e coordenação das atividades ilícitas.

Dionisio Manuel Cáceres, ex-diretor esportivo do Rubio Ñu, também está envolvido, mas permanece foragido. A denúncia aponta que ele organizava reuniões para negociar grandes quantidades de drogas, aproveitando a influência de Centurión, que ajudava a dar credibilidade aos encontros por sua reputação no futebol. Investigadores relataram ainda que parte das negociações ocorria em Capitán Bado, local conhecido pela presença de facções criminosas rivais.

Outros nomes ligados à operação e o impacto no futebol paraguaio

A Operação Nexus II ainda prendeu Julio César Manzur, ex-jogador da seleção paraguaia e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, que também teve passagem pelo Santos Futebol Clube. Manzur e Centurión foram companheiros no Olimpia que chegou à final da Copa Libertadores em 2013, o que ressalta a proximidade entre os envolvidos.

Além dos atletas, o ex-dirigente Diego Benítez, ligado ao Olimpia, aparece nas investigações como participante de esquemas de tráfico internacional e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de conexões com apreensões de grandes quantidades de cocaína em portos europeus e continua foragido.

A operação tem como foco desmantelar a estrutura liderada por Sebastián Marset, um uruguaio procurado em vários países por tráfico e lavagem de dinheiro. Marset atuou no futebol paraguaio em 2021, defendendo o Deportivo Capiatá, e sua influência é apontada como o elo principal da organização criminosa.

Desdobramentos e reflexos para o esporte e a justiça

Essa investigação evidencia como o futebol pode ser usado como fachada para atividades ilícitas, especialmente em regiões com forte presença do crime organizado. A participação de ex-jogadores e dirigentes em uma rede complexa de narcotráfico revela a necessidade de maior rigor e fiscalização no meio esportivo.

As autoridades paraguaias seguem trabalhando para capturar os foragidos e desarticular completamente o grupo. A repercussão do caso tem gerado debates sobre a responsabilidade dos clubes na prevenção de envolvimento de seus membros com o crime e a importância de medidas que garantam a integridade do esporte.

O futebol, paixão nacional, não pode ser manchado por ações criminosas. Essa operação mostra que o combate ao tráfico também passa pelo campo e pela arquibancada, reforçando o compromisso das instituições com a ética e a justiça.

Fique atento aos próximos capítulos dessa história que revela os bastidores sombrios do futebol paraguaio e suas conexões com o crime internacional.

Perguntas Frequentes

Qual é o objetivo da Operação Nexus II?

Desmantelar uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas com conexões no futebol paraguaio.

Quem são os principais envolvidos na investigação?

Víctor Hugo Centurión, Luis Miguel Molinas Brítez e Dionisio Manuel Cáceres são alguns dos nomes destacados.

Como o futebol está relacionado ao tráfico internacional de drogas?

O futebol é usado como uma fachada para atividades ilícitas, facilitando conexões e movimentações criminosas.

Qual a repercussão dessa operação no futebol paraguaio?

A operação levanta questões sobre a responsabilidade dos clubes em evitar o envolvimento de seus membros com o crime.

O que as autoridades paraguaias estão fazendo em resposta a esse caso?

Elas estão trabalhando para capturar os foragidos e desarticular completamente a organização criminosa.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

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