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Clube baianos que desafiaram Ba-Vi e hoje vivem entre inatividade e saudade

10. março. 2026
4. Min. de leitura

O futebol da Bahia é conhecido mundialmente pela força da dupla Ba-Vi – Bahia e Vitória –, mas a história do estado vai muito além desses dois gigantes. Diversos clubes do interior e da capital já protagonizaram momentos marcantes, desafiaram os favoritos e mobilizaram suas torcidas. No entanto, muitos desses times hoje enfrentam dificuldades, com alguns entrando em inatividade e outros sobrevivendo apenas na memória dos torcedores mais apaixonados.

Neste texto, vamos relembrar a trajetória de clubes como Catuense, Colo-Colo, Ipitanga, Juazeiro e tantos outros que brilharam no futebol baiano, mas que, por problemas financeiros, falta de calendário ou dificuldades administrativas, acabaram desaparecendo dos holofotes. Se você é fã de futebol e gosta de conhecer as histórias que moldaram o esporte no estado, fique com a gente e descubra o que aconteceu com esses times que foram os verdadeiros calos da dupla Ba-Vi.

Clubes que marcaram época e hoje enfrentam o esquecimento

Ao longo das últimas décadas, o Campeonato Baiano viu surgir equipes que, mesmo sem o mesmo poder financeiro e estrutura da dupla Ba-Vi, conseguiram deixar sua marca. O Colo-Colo de Ilhéus, por exemplo, entrou para a história ao conquistar o título estadual em 2006, derrotando o Vitória na final. Foi um feito raro e celebrado, afinal, desde 1969 nenhum clube do interior havia conseguido tal feito. Porém, a crise financeira e os rebaixamentos sucessivos fizeram o clube abrir mão da Série B em 2026, deixando seu futuro incerto.

Outro destaque foi a Ipitanga Atlético Clube, de Lauro de Freitas, que viveu seu auge nos anos 2000. Campeão da segunda divisão em 2004 e com campanhas expressivas no Baianão, o clube foi conhecido por revelar jogadores que viraram ídolos do Vitória. Apesar de tudo, problemas internos e o rebaixamento em 2011 levaram o Tucano à inatividade, deixando saudade para os torcedores.

Histórias de superação e queda

O Catuense foi uma das maiores forças do interior baiano nas décadas de 80 e 90. Participou até da Série A do Brasileirão e foi vice-campeão baiano quatro vezes, mostrando força e competitividade. Mas a última participação do clube no Baianão foi em 2015, e desde então o time não conseguiu se manter ativo no cenário profissional.

Já o Juazeiro Social Clube chegou muito perto de quebrar a hegemonia dos grandes, ficando com o vice-campeonato estadual em 2001. O clube também conquistou títulos da Série B estadual e teve participações em competições nacionais. No entanto, com o passar do tempo, a falta de recursos e a concorrência local, principalmente com a Juazeirense, fizeram o Juazeiro perder espaço e protagonismo.

Projetos recentes que não vingaram e clubes que resistem na base

Nem só de histórias antigas vive o futebol baiano. Nos últimos anos, clubes como Cajazeiras e Atlântico surgiram com propostas ambiciosas para se firmar no cenário estadual. O Cajazeiras, por exemplo, tentou se posicionar como uma terceira força no futebol da Bahia, mas acabou sem conseguir disputar a elite do Baianão e encerrou suas atividades em 2021.

Por sua vez, o Atlântico conquistou a Série B estadual em 2016, mas não conseguiu manter o desempenho na primeira divisão, sendo rebaixado em 2018 e desaparecendo das competições profissionais desde então.

Alguns clubes tradicionais, como o Leônico e o Serrano, também vivem momentos de transição, focando principalmente nas categorias de base e em projetos sociais para manter viva a paixão pelo futebol, mesmo sem a mesma presença na elite estadual.

O desafio da sustentabilidade no futebol baiano

O que une a maioria desses clubes é a dificuldade de se manter competitivos diante da falta de recursos financeiros, calendário instável e concorrência acirrada com os grandes. Muitos times tentam sobreviver investindo nas categorias de base, na esperança de revelar talentos que possam ajudar na retomada do protagonismo.

Essas histórias mostram que, embora o futebol baiano seja dominado pela dupla Ba-Vi, há uma rica tradição e uma diversidade de clubes que já deixaram sua marca e que merecem ser lembrados. A paixão das torcidas locais, os estádios lotados e as campanhas surpreendentes fazem parte do legado que esses clubes construíram ao longo dos anos.

O futebol da Bahia é, sem dúvida, muito maior do que se imagina, e conhecer essas histórias é valorizar a força do esporte em todas as suas dimensões.

Perguntas Frequentes

Quais clubes baianos desafiaram a dupla Ba-Vi?

Clubes como Catuense, Colo-Colo, Ipitanga e Juazeiro desafiaram a dupla Ba-Vi ao longo dos anos.

Por que alguns clubes baianos estão inativos?

Problemas financeiros, falta de calendário e dificuldades administrativas levaram muitos clubes à inatividade.

Qual foi o feito histórico do Colo-Colo de Ilhéus?

O Colo-Colo conquistou o título estadual em 2006, derrotando o Vitória na final, um feito raro desde 1969.

O que aconteceu com o Ipitanga Atlético Clube?

O Ipitanga teve seu auge nos anos 2000, mas problemas internos e rebaixamento em 2011 levaram à inatividade.

Como os clubes tradicionais estão se adaptando?

Clubes como Leônico e Serrano focam em categorias de base e projetos sociais para manter viva a paixão pelo futebol.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

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