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TST mantém proibição de jogos antes das 17h no futebol profissional do Piauí

12. março. 2026
3. Min. de leitura
TST mantém proibição de jogos antes das 17h no futebol profissional do Piauí

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) confirmou a proibição de partidas de futebol profissional no Piauí antes das 17 horas. A decisão da 7ª Turma rejeitou o recurso da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que tentava reverter a determinação já imposta em instâncias anteriores.

O objetivo principal é proteger a saúde dos atletas, evitando que sejam submetidos a condições climáticas extremas durante os jogos. Quer saber mais sobre essa medida que impacta o calendário do futebol piauiense? Continue lendo para entender os detalhes dessa decisão e as obrigações impostas às entidades organizadoras.

Por que o TST limitou o horário das partidas no Piauí?

A decisão do TST tem base em estudos técnicos que mostram que as temperaturas no Piauí ultrapassam facilmente os 30°C durante o dia, com picos entre 37°C e 40°C concentrados entre meio-dia e 15 horas. Esses dados foram fundamentais para a Corte entender que jogar futebol profissional nesse período representa risco à saúde dos atletas.

O tribunal reforçou que a prática do esporte sob calor intenso pode causar estresse térmico, um problema grave que compromete o desempenho e a integridade física dos jogadores. Por isso, as partidas devem começar apenas após as 17 horas, momento em que as temperaturas já estão mais amenas.

Medidas obrigatórias para garantir a segurança dos jogadores

Além de fixar o horário para o início dos jogos, o TST estabeleceu uma série de obrigações para a CBF e a Federação de Futebol do Piauí (FFP). Essas medidas visam garantir condições mínimas de segurança e saúde em todas as competições realizadas no estado.

  • Presença de médico e ambulância equipada em todos os jogos, para atendimento imediato em casos de emergência;
  • Disponibilização de macas e maqueiros para a remoção segura dos atletas em campo;
  • Instalações sanitárias adequadas, vestiários com chuveiros e assentos confortáveis para suplentes e comissões técnicas;
  • Exames médicos prévios obrigatórios para todos os jogadores antes do início das competições.

Essas regras reforçam a responsabilidade das entidades organizadoras em oferecer um ambiente seguro e respeitar as normas de saúde do trabalho no esporte.

O caso que motivou a ação e as consequências para as entidades

O processo teve início após um episódio grave ocorrido em setembro de 2015, durante uma partida de futebol feminino entre Tiradentes/PI e Viana/MA. O jogo, realizado às 15 horas sob uma temperatura de 40°C, precisou ser interrompido após seis jogadoras serem hospitalizadas por desidratação severa.

Esse incidente evidenciou o descumprimento das normas de segurança e saúde, levando o Ministério Público do Trabalho (MPT) a entrar com uma ação civil pública contra a CBF e a FFP. A condenação incluiu uma indenização de R$ 50 mil por dano moral coletivo e a fixação das medidas que agora foram confirmadas pelo TST.

Além disso, o tribunal determinou que o não cumprimento das obrigações pode acarretar multas de R$ 20 mil por partida realizada fora dos padrões exigidos, reforçando a importância do respeito às normas para evitar riscos à integridade dos atletas.

Essa decisão do TST é um marco para o futebol no Piauí, pois coloca a saúde dos jogadores como prioridade máxima e obriga as entidades a adotarem práticas responsáveis. Para os times e organizadores, fica claro que a segurança não pode ser deixada de lado em nome do espetáculo.

Perguntas Frequentes

Qual é o principal objetivo da proibição de jogos antes das 17h?

Proteger a saúde dos atletas de condições climáticas extremas.

Quais são as consequências para as entidades que não cumprirem as obrigações?

Podem enfrentar multas de R$ 20 mil por partida realizada fora dos padrões exigidos.

Que medidas de segurança foram estabelecidas pelo TST?

Presença de médicos, ambulâncias, macas, vestiários adequados e exames médicos prévios.

Qual foi o evento que motivou a ação do Ministério Público do Trabalho?

Um incidente em 2015, onde jogadoras foram hospitalizadas por desidratação durante um jogo sob calor extremo.

Como o TST fundamentou sua decisão sobre o horário dos jogos?

Baseou-se em estudos que mostram temperaturas acima de 30°C, com picos entre 37°C e 40°C.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

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