Presidente da Federação Italiana de Futebol renuncia após nova eliminação da Azzurra
O futebol italiano vive um momento de turbulência. Nesta quinta-feira (2), Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), anunciou sua renúncia ao cargo, após mais um fracasso da seleção nacional. A Itália foi eliminada na repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2026, que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá, ficando fora do Mundial pela terceira edição consecutiva.
Se você quer entender os desdobramentos dessa crise no futebol italiano e o que pode vir pela frente, continue a leitura. Vamos detalhar os principais fatos que levaram à saída de Gravina e o impacto dessa decisão para a Azzurra.
Fim de um ciclo: a renúncia de Gabriele Gravina
Com 72 anos, Gabriele Gravina estava à frente da FIGC desde 2018, quando a Itália sofreu a primeira eliminação histórica na repescagem para a Copa do Mundo da Rússia. Depois disso, a Azzurra não conseguiu se classificar para os Mundiais de 2022, no Catar, e agora para 2026, marcando um período sombrio para a seleção tetracampeã mundial.
A derrota para a Bósnia e Herzegovina nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo normal e prorrogação, foi o estopim para a decisão de Gravina. Segundo a FIGC, ele comunicou a renúncia aos membros do conselho e convocou uma assembleia extraordinária para o dia 22 de junho em Roma, quando deverá ser definida a nova direção da federação.
Gestão marcada por altos e baixos
A trajetória de Gravina no comando da FIGC foi marcada por conquistas e decepções. O ponto alto foi o título da Eurocopa de 2021, que renovou as esperanças do futebol italiano. Porém, o fracasso na classificação para duas Copas do Mundo consecutivas e a eliminação precoce na Euro 2024, nas oitavas de final, mostraram que a equipe está longe do seu melhor momento.
Além disso, a pressão política e a crise institucional cresceram após a última eliminação. O ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, foi enfático ao pedir publicamente a saída de Gravina, responsabilizando-o pelos resultados negativos. Na visão dele, o futebol italiano precisa de uma renovação urgente para recuperar seu prestígio.
O que vem por aí: mudanças na FIGC e na seleção
Com a renúncia de Gravina, o futebol italiano se prepara para uma reformulação. Entre os possíveis substitutos, Giovanni Malagò, ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano e responsável pela organização dos Jogos de Inverno de 2026 em Milão-Cortina, desponta como o favorito para assumir o comando da federação.
Além da troca na presidência, a comissão técnica da seleção também deve passar por mudanças. O técnico Gennaro Gattuso, contratado em 2025, deve deixar o cargo, assim como o gerente-geral da Azzurra, o ex-goleiro Gianluigi Buffon, conforme apontam veículos da imprensa italiana. A expectativa é que o novo comando trace um projeto sólido para recolocar a Itália no topo do futebol mundial.
O desafio será grande para quem assumir a FIGC e a seleção, já que a pressão por resultados positivos é enorme, e a torcida italiana está sedenta por uma retomada que devolva o orgulho à Azzurra.
O futebol italiano atravessa um momento delicado, mas a mudança na liderança pode abrir caminho para uma nova era. Resta aguardar os próximos passos e torcer para que a Itália volte a brilhar nos campeonatos internacionais.
Perguntas Frequentes
Por que Gabriele Gravina renunciou ao cargo?
Ele renunciou após a eliminação da seleção italiana na repescagem para a Copa do Mundo de 2026.
Qual foi o impacto da eliminação da Azzurra?
A eliminação gerou pressão política e pedidos de renovação na gestão do futebol italiano.
Quem pode ser o próximo presidente da FIGC?
Giovanni Malagò é um dos favoritos para assumir a presidência da Federação Italiana de Futebol.
Quais mudanças são esperadas na seleção italiana?
Mudanças na comissão técnica e na gestão da seleção são esperadas após a renúncia de Gravina.
Qual foi o ponto alto da gestão de Gravina?
O ponto alto foi a conquista da Eurocopa de 2021, que trouxe esperanças ao futebol italiano.