STF decide nesta quarta eleição para governador do Rio após renúncia de Cláudio Castro
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai definir nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, o formato da eleição para o novo governador do Rio de Janeiro. A disputa acontece após a renúncia de Cláudio Castro (PL-RJ), que deixou o cargo no dia 23 de março. Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, ocupa o posto de forma interina.
O julgamento no STF vai analisar se a escolha do novo governador será feita por meio de eleição indireta, conduzida pelos deputados estaduais, ou se deverá ocorrer uma eleição direta para a população. A decisão promete movimentar o cenário político fluminense e tem impacto direto na sucessão estadual.
Como está o julgamento no STF e os principais argumentos
O processo começou ainda no final de março, em plenário virtual, mas foi interrompido para ser retomado em sessão presencial. A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 7.942/RJ, relatada pelo ministro Luiz Fux, é o foco da discussão. O ministro Cristiano Zanin pediu destaque para analisar melhor o tema, o que suspendeu o julgamento no ambiente virtual.
Até a última sessão virtual, cinco ministros já haviam votado pela manutenção da eleição indireta, por meio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com voto secreto. Entre eles estão Cármen Lúcia, Edson Fachin, Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques. Contudo, esses votos ainda podem ser revisados durante a retomada do julgamento.
Pressão política e precedentes que influenciam a decisão
O PSD, partido do ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo estadual, Eduardo Paes, entrou com pedido no STF buscando uniformizar o entendimento sobre o caso. A legenda argumenta que a liminar autorizando a eleição indireta na Alerj contraria precedentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Um exemplo citado pelo PSD é a situação do Tocantins em 2018, quando o TSE determinou a realização de eleições diretas para governador após um processo de afastamento do titular. A comparação reforça o argumento de que o Rio de Janeiro deveria seguir o mesmo caminho, garantindo o voto direto da população.
Por sua vez, a Presidência do STF destacou que o julgamento tem o objetivo de estabelecer a diretriz jurídica correta para conduzir a sucessão no Rio, respeitando a Constituição e a legislação eleitoral vigente. Essa definição vai esclarecer o caminho oficial para a escolha do novo governador.
O que esperar da decisão e as próximas etapas
Com o reinício do julgamento no plenário físico, o cenário pode mudar. O ministro Cristiano Zanin ressaltou que, apesar da maioria inicial favorável à eleição indireta, o voto ainda poderá ser ajustado durante a nova fase do julgamento. Isso mantém o suspense sobre o desfecho.
Enquanto isso, o Rio de Janeiro permanece com o presidente do TJRJ no comando interino, aguardando a definição do STF para retomar o ritmo político normal. A decisão deve influenciar diretamente as estratégias dos pré-candidatos e o calendário eleitoral estadual.
O desfecho do caso será fundamental para o futuro político do estado e para a legitimidade do processo eleitoral que definirá o próximo governador do Rio de Janeiro.
Perguntas Frequentes
Qual é a razão da decisão do STF?
O STF decidirá sobre o formato da eleição para o novo governador do Rio após a renúncia de Cláudio Castro.
Quem está ocupando o cargo de governador interinamente?
Ricardo Couto de Castro, presidente do TJRJ, ocupa o cargo de governador interinamente.
O que é a ADI 7.942/RJ?
A ADI 7.942/RJ é a ação direta de inconstitucionalidade que está sendo julgada pelo STF sobre a eleição para governador.
Quais são as opções de eleição sendo discutidas?
As opções em discussão são a eleição direta pela população ou a eleição indireta pelos deputados estaduais.
Qual foi a posição inicial dos ministros sobre a eleição?
Cinco ministros votaram a favor da manutenção da eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.