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BR-393, a Rodovia do Aço, vive crise com buracos e acidentes em 2026

A BR-393, a Rodovia do Aço, enfrenta uma grave crise com buracos e aumento de acidentes em 2026.

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BR-393, a Rodovia do Aço, vive crise com buracos e acidentes em 2026

A BR-393, conhecida como Rodovia do Aço, enfrenta um cenário preocupante em 2026. Com cerca de 200 quilômetros, a estrada liga municípios importantes do Rio de Janeiro e Minas Gerais, mas hoje é palco de reclamações constantes devido ao seu estado crítico de conservação. Desde que o governo federal assumiu a gestão da via, após o fim da concessão da K-Infra em 2025, os problemas só aumentaram, colocando em risco motoristas, caminhoneiros e pedestres.

O trecho mais delicado está em Barra do Piraí, onde buracos, desníveis e acostamentos precários se acumulam. A situação gera apreensão e medo, principalmente para quem depende da rodovia diariamente. A seguir, confira um panorama detalhado do que acontece na Rodovia do Aço e os desafios para sua recuperação.

Buracos, desníveis e riscos à segurança no trecho de Barra do Piraí

Na última semana, uma equipe percorreu a rodovia e constatou a gravidade do problema. No quilômetro 270, em Barra do Piraí, foram identificados 14 desníveis concentrados em um único ponto, além de buracos em ambos os sentidos da pista. No bairro Santa Terezinha, uma cratera profunda obriga motoristas a reduzir a velocidade e, em muitos casos, usar o acostamento para desviar, o que aumenta o perigo.

O caminhoneiro José Carlos Lima dos Santos, que transporta produtos químicos perigosos, relata o medo constante ao trafegar por esses trechos. Ele destaca que a situação pode causar tombamentos ou até explosões em caso de colisão. Essa insegurança não é exclusividade dos motoristas. Moradores e pedestres também sentem o impacto da falta de manutenção.

Pedestres e moradores vivem situação de vulnerabilidade

Tatiana Mariana Lima, moradora à beira da rodovia e paciente oncológica, precisa usar o ponto de ônibus várias vezes por semana para o tratamento. Ela conta que a conservação do local é quase inexistente, e o medo de acidentes é constante devido à proximidade do tráfego pesado com o acostamento.

“Às vezes precisamos descer para o bairro vizinho para pegar outro ônibus, mas o acostamento está cheio de buracos e lama. É um risco constante de atropelamento,” relata Tatiana.

Essa sensação de insegurança é confirmada por dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Segundo a entidade, quase metade da rodovia não possui acostamento e mais de 85% das curvas são consideradas perigosas. Além disso, a conservação da pista está muito abaixo do ideal, com trincas e remendos mal feitos em grande parte da extensão.

Acidentes crescem e investimentos são urgentes

Os números de acidentes na BR-393 são alarmantes. Em 2025, foram registrados 319 acidentes, com aumento no número de mortes, que passou de 21 para 28 em comparação com 2024. A maioria dos acidentes envolve motociclistas, principalmente em colisões frontais, que são a principal causa das fatalidades.

O Dnit, responsável pela rodovia desde o ano passado, informou que está realizando reparos emergenciais, como tapa-buracos e limpeza, além de mapear os pontos críticos para intervenções futuras. A Confederação Nacional dos Transportes calcula que a recuperação completa da estrada exigirá um investimento superior a R$ 317 milhões, incluindo restauração e manutenção.

Enquanto isso, motoristas precisam redobrar a atenção e reduzir a velocidade para driblar os perigos da pista. A situação na Rodovia do Aço reforça a necessidade urgente de investimentos estruturados para garantir segurança e fluidez no tráfego, preservando vidas e fortalecendo a economia das regiões que a estrada conecta.

A BR-393 é uma via estratégica para o escoamento da produção e para o turismo no Centro-Sul e Médio Paraíba fluminense. A expectativa é que, com o planejamento do Dnit e o aporte financeiro adequado, a rodovia volte a oferecer condições seguras para quem depende dela diariamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais problemas enfrentados na BR-393?

Os principais problemas incluem buracos, desníveis e falta de acostamento, aumentando o risco de acidentes.

Como a situação da BR-393 afeta os motoristas?

Os motoristas enfrentam riscos constantes, como tombamentos e colisões, especialmente em trechos com buracos profundos.

Qual é a situação dos pedestres na BR-393?

Os pedestres vivem em vulnerabilidade, com medo de atropelamentos devido à proximidade do tráfego pesado e a falta de infraestrutura.

Quantos acidentes foram registrados na BR-393 em 2025?

Em 2025, foram registrados 319 acidentes na BR-393, com um aumento no número de mortes em comparação ao ano anterior.

Qual é o investimento necessário para recuperar a BR-393?

A recuperação completa da rodovia exigirá um investimento superior a R$ 317 milhões, segundo a Confederação Nacional dos Transportes.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.