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Abel Ferreira e o desafio das oscilações no futebol brasileiro em 2026

Abel Ferreira critica as oscilações no futebol brasileiro: ‘Querem comer picanha, mas criam frangos.’

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Abel Ferreira e o desafio das oscilações no futebol brasileiro em 2026

O técnico Abel Ferreira voltou a provocar reflexão sobre o cenário atual do futebol brasileiro com uma frase que costuma usar nos bastidores: “Querem comer picanha, mas criam frangos.” Essa metáfora, carregada de crítica, chama atenção para um problema que vai muito além das simples críticas táticas ou técnicas. Para ele, a dificuldade está em entender as razões reais por trás das oscilações dos times do país, que afetam clubes de norte a sul.

Nos últimos meses, exemplos claros mostram o quanto o futebol brasileiro vive um momento de instabilidade. Times que eram destaque absoluto, como Fluminense e Flamengo, enfrentam dificuldades inesperadas. Enquanto isso, clubes tradicionais como Corinthians e Palmeiras vivem altos e baixos que deixam a torcida e a imprensa em alerta. O que está por trás dessa montanha-russa de desempenho? Convidamos você a entender melhor esse cenário e os desafios que o futebol nacional enfrenta em 2026.

Oscilações evidentes e a influência do calendário apertado

Não é difícil perceber as variações bruscas no rendimento das equipes brasileiras. Há poucas semanas, o Fluminense era considerado o time mais vistoso do país, encantando torcedores e especialistas com seu futebol ofensivo e envolvente. Hoje, o mesmo time luta para evitar uma eliminação precoce na Libertadores, mostrando um futebol apagado e pouco inspirado.

O Flamengo, que até pouco tempo tinha a equipe mais respeitada da América do Sul, viu sua imagem abalada após empates e atuações abaixo do esperado, colocando em xeque a manutenção do estilo pelo técnico Leonardo Jardim. Já o Corinthians, que iniciou a temporada com um futebol impressionante, sofreu críticas duras após partidas ruins, e o Palmeiras, apesar de ter conquistado 22 vitórias no ano, tem um número alto de jogos decididos por um gol de diferença, o que demonstra fragilidade em manter o domínio.

Esses exemplos deixam claro que o problema não é exclusivo de um clube, mas sim um fenômeno coletivo. E uma das causas mais apontadas para essas oscilações está na reorganização do calendário do futebol brasileiro.

Calendário apertado e falta de preparação: o preço que os clubes pagam

O novo formato do calendário brasileiro, que reduziu os estaduais e antecipou o início das competições nacionais, trouxe consequências diretas para o desempenho dos times. A pressa em começar os campeonatos após poucos dias de treino prejudica a preparação física, tática e mental dos jogadores.

Para ilustrar, o Corinthians se reapresentou no dia 3 de janeiro, após disputar a final da Copa do Brasil em dezembro. Com apenas alguns dias de treinos e exames médicos, o time estreou no Paulistão em 11 de janeiro, vencendo a Ponte Preta. O Palmeiras enfrentou situação semelhante, treinando apenas quatro dias antes do jogo contra a Portuguesa.

Essa rotina intensa se repete para a maioria dos clubes, que terão que disputar até 18 partidas entre abril e maio. O Flamengo, que inicialmente planejou uma pré-temporada mais longa, precisou ajustar seus planos no meio do caminho, mostrando que nem os times mais estruturados conseguem escapar desse problema.

A necessidade de um planejamento mais humano e sustentável para o futebol brasileiro

As oscilações em campo refletem um problema estrutural que exige atenção urgente. Em 2026, o risco é ainda maior, já que o calendário não dará espaço para férias e preparação adequadas. Isso pode comprometer não só o desempenho dos clubes, mas também a saúde física e mental dos atletas.

Abel Ferreira, apesar de ser direto e às vezes repetitivo, toca em um ponto sensível com sua metáfora. O futebol brasileiro precisa de um planejamento que valorize o descanso e o treinamento, condições essenciais para que os clubes possam realmente “plantar” e colher bons resultados. A criação de uma nova liga, por exemplo, deveria levar isso em conta para garantir um futuro mais estável e competitivo para o esporte no país.

Enquanto isso, as oscilações continuam, e a paixão do torcedor é colocada à prova a cada rodada. O desafio está lançado: é hora de repensar o futebol brasileiro para que o talento e o esforço dos jogadores não sejam desperdiçados por falta de planejamento.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas das oscilações no futebol brasileiro?

As oscilações são causadas pela falta de preparo físico e pela pressão de um calendário apertado.

Como o calendário afeta os times de futebol?

Apressar o início das competições prejudica a preparação física e técnica dos jogadores.

Qual o impacto das oscilações no desempenho dos clubes?

As oscilações afetam a performance e a confiança dos jogadores, gerando instabilidade nos resultados.

O que Abel Ferreira sugere para melhorar o futebol brasileiro?

Ele propõe um planejamento que valorize o descanso e o treinamento dos atletas.

Por que o futebol brasileiro precisa de uma nova liga?

Uma nova liga poderia garantir um planejamento mais sustentável e competitivo para o esporte.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.