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Futebol feminino no Brasil avança com licença-maternidade e apoio às atletas-mães

Em 2026, o Brasil custeará a logística para que jogadoras-mães possam viajar com seus filhos em compromissos oficiais.

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Futebol feminino no Brasil avança com licença-maternidade e apoio às atletas-mães

Em 2026, o futebol feminino brasileiro dá mais um passo importante para se tornar um ambiente mais acolhedor para jogadoras-mães. Após a adoção da regra internacional que garante 14 semanas de licença-maternidade com salário de pelo menos dois terços do total, o país passou a custear a logística para que atletas em fase de amamentação possam levar seus filhos em viagens oficiais. Essa mudança reforça o compromisso com a valorização das mulheres no esporte e abre caminho para uma rotina mais humanizada dentro dos clubes.

Essa conquista não surgiu do nada: o debate sobre os direitos das atletas gestantes e mães vem ganhando força mundialmente, com exemplos de pioneirismo que inspiram o Brasil a avançar. Vamos entender como essa transformação está acontecendo e o impacto para o futebol feminino nacional.

Referências internacionais que impulsionaram a mudança no Brasil

O movimento global em prol dos direitos das jogadoras-mães teve como um dos principais marcos a atuação da norte-americana Alex Morgan. Em 2020, quando teve sua primeira filha, Morgan enfrentou o desafio de conciliar a maternidade com a carreira sem qualquer amparo da liga nacional (NWSL) ou do clube onde atuava. A partir de 2022, graças a um acordo entre atletas, franquias e a NWSL, a licença-maternidade remunerada passou a ser uma realidade para as jogadoras, abrangendo casos de gravidez e adoção.

Na mesma linha, a Women’s Super League (WSL), da Inglaterra, reconhecida hoje como a liga feminina mais forte do planeta, adotou regras semelhantes para proteger suas atletas. Essas iniciativas internacionais serviram de base para que o Brasil começasse a discutir e implementar medidas que garantissem o apoio às jogadoras durante a maternidade.

Desafios e conquistas no futebol feminino brasileiro

No Brasil, a trajetória das jogadoras-mães ainda foi marcada por dificuldades. Um exemplo emblemático é a lateral Tamires, da seleção brasileira e atualmente no Corinthians. Ela teve seu filho em 2009 e ficou longe dos gramados por três anos, um período longo que refletia a falta de suporte da época.

Por outro lado, casos recentes mostram o avanço do cenário. Ketlen Wiggers, atacante do Santos, entrou para a história ao permanecer em atividade até os oito meses de gestação e retornar aos treinos pouco tempo após o parto. Essa realidade só foi possível graças às mudanças estruturais e à maior conscientização dos clubes sobre a importância de apoiar suas atletas em todas as fases da vida.

O que muda a partir de 2026 para as atletas brasileiras

A partir deste ano, o Brasil passa a custear a logística para que jogadoras em fase de amamentação possam viajar com seus filhos em compromissos oficiais. Essa medida prática vai além da licença-maternidade, pois reconhece a necessidade das atletas de estar próximas dos filhos enquanto cumprem suas obrigações profissionais.

Com essa iniciativa, o futebol feminino brasileiro dá um passo decisivo para reduzir as barreiras que muitas mães enfrentam, promovendo um ambiente mais inclusivo e respeitoso. O desafio agora é ampliar ainda mais o suporte, com políticas que contemplem todas as fases da maternidade, desde o acompanhamento pré-natal até o retorno pleno às atividades.

O futebol feminino no Brasil está em transformação, e essas mudanças mostram que o esporte pode ser um lugar de igualdade, onde as mulheres não precisam escolher entre a carreira e a maternidade. O futuro promete mais avanços, com clubes e entidades cada vez mais comprometidos em garantir condições dignas para suas jogadoras.

Perguntas Frequentes

Qual a nova regra de licença-maternidade para jogadoras?

A nova regra garante 14 semanas de licença-maternidade com salário de pelo menos dois terços do total.

Como o Brasil se inspirou em outras ligas para essa mudança?

O Brasil se inspirou em ligas como a NWSL e a Women's Super League, que já implementaram suporte para jogadoras-mães.

Quais foram os desafios enfrentados por jogadoras-mães no passado?

Jogadoras como Tamires enfrentaram longos períodos longe dos gramados devido à falta de suporte durante a maternidade.

O que muda para as jogadoras em 2026?

Em 2026, o Brasil custeará a logística para que jogadoras em fase de amamentação possam viajar com seus filhos.

Qual o impacto dessas mudanças no futebol feminino?

Essas mudanças promovem um ambiente mais inclusivo e respeitoso, permitindo que jogadoras não escolham entre carreira e maternidade.

Rafael Dias

Rafael Dias

Rafael Dias é jornalista esportivo e apaixonado por futebol desde criança. Escreve no blog Futebol na Web, onde comenta jogos, analisa táticas e compartilha curiosidades do mundo da bola com linguagem leve e acessível. Com olhar crítico e bom humor, atrai leitores que buscam informação com personalidade.