Homem acusado de tentativa de estupro em Barueri tem prisão mantida após audiência
A prisão preventiva de Wellington foi mantida para proteger a vítima após tentativa de estupro em Barueri.
Um caso chocante envolvendo uma tentativa de estupro em Barueri, na Grande São Paulo, ganhou novos desdobramentos nesta semana. Wellington de Oliveira Santos, de 37 anos, acusado de invadir o apartamento de uma nutricionista e tentar violentá-la, teve seu pedido para não permanecer preso negado pelo juiz durante a audiência de custódia.
O acusado implorou ao magistrado para ser liberado, repetindo o pedido quatro vezes, mas a decisão judicial foi firme: a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, com o argumento de que a medida é essencial para a proteção da vítima.
Detalhes da invasão e reação da vítima
O crime ocorreu no último sábado, dia 23, quando Wellington aproveitou a saída de um morador para entrar no condomínio de Jéssica Santos, uma nutricionista de 35 anos. A mulher estava sozinha em casa, já que o namorado havia saído para um evento escolar da filha e deixara a porta entreaberta por não ter as chaves.
As imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que o suspeito entra no prédio. Após invadir o apartamento, Wellington e Jéssica travaram uma luta corporal intensa que durou cerca de 20 minutos. A vítima conseguiu fugir e pedir ajuda aos vizinhos, evitando um desfecho ainda mais grave.
Contexto jurídico e histórico do acusado
Durante a audiência, o Ministério Público destacou que Wellington já possui uma condenação por estupro em 2005, além de registros recentes de crimes relacionados à violência contra a mulher em 2025. Esses antecedentes reforçaram a necessidade da prisão preventiva, segundo o juiz responsável pelo caso.
Por outro lado, a Defensoria Pública defendeu que, naquele momento, o mérito do caso não deveria ser julgado, ressaltando a presunção de inocência do acusado. A defesa também apontou que Wellington não tem condições financeiras para arcar com custos judiciais e sugeriu que a tentativa de estupro poderia ser enquadrada como invasão de domicílio e importunação sexual durante a fase de instrução do processo.
Investigações e próximos passos
A Polícia Civil está analisando o celular do suspeito, apreendido recentemente, em busca de mensagens, contatos e possíveis evidências que indiquem se ele monitorava a rotina da nutricionista ou se agiu com a ajuda de terceiros. O caso está sob investigação na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri, com registros por tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio.
Durante a audiência, Wellington afirmou que não sabia quem encontraria no apartamento e que sequer sabia como chegou até lá, afirmando: “Eu subi, eu não sei nem andar de elevador, eu não sei nem como eu cheguei lá. Eu não sabia se tinha um homem, se tinha uma mulher, eu não sabia. Podia ter os dois lá”.
Com a prisão preventiva mantida, as autoridades seguem trabalhando para esclarecer todos os detalhes do ocorrido e garantir que a vítima tenha a proteção necessária. O caso reforça a importância de medidas rigorosas contra crimes de violência sexual e invasão domiciliar, especialmente em regiões metropolitanas como Barueri.
O desdobramento desse episódio será acompanhado de perto, já que envolve questões sensíveis e que impactam diretamente a segurança das mulheres na Grande São Paulo.
Perguntas Frequentes
Qual foi o crime cometido por Wellington de Oliveira Santos?
Wellington foi acusado de tentativa de estupro após invadir o apartamento de uma nutricionista em Barueri.
Por que a prisão de Wellington foi mantida?
A prisão foi mantida para proteger a vítima e devido aos antecedentes criminais do acusado.
Como ocorreu a tentativa de estupro?
O crime ocorreu quando Wellington invadiu o apartamento da nutricionista enquanto ela estava sozinha em casa.
Qual a importância da audiência de custódia nesse caso?
A audiência de custódia é crucial para avaliar a legalidade da prisão e a necessidade de medidas protetivas para a vítima.
O que está sendo investigado pela Polícia Civil?
A Polícia Civil investiga se Wellington monitorava a rotina da vítima e busca evidências no celular do suspeito.