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Brasileiros brilham em Milão-Cortina 2026 com primeira medalha e marcas históricas

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Brasileiros brilham em Milão-Cortina 2026 com primeira medalha e marcas históricas

A Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina chegou ao fim neste domingo, deixando um legado importante para o esporte paralímpico brasileiro. Pela primeira vez, o país conquistou uma medalha nos Jogos de Inverno, com a prata de Cristian Ribera no esqui cross-country, além de apresentar sua maior delegação na história da competição, formada por oito atletas. O desempenho dos brasileiros mostrou evolução e abriu caminho para novas conquistas nas próximas edições.

Quer saber como foi essa participação histórica? Continue a leitura e confira os principais destaques da campanha brasileira em 2026.

Primeira medalha paralímpica de inverno e resultados expressivos

Cristian Ribera, natural de Rondônia e radicado em Jundiaí (SP), fez história ao conquistar a prata no sprint de esqui cross-country para competidores sentados. Essa foi a primeira medalha do Brasil em Paralimpíadas de Inverno, um marco que simboliza o crescimento do país nas modalidades disputadas na neve.

No encerramento da competição, na prova de 20 quilômetros do esqui cross-country, a equipe brasileira também teve atuações de destaque. Ribera terminou em quinto lugar entre os homens, com o tempo de 53min40s8, enquanto a paranaense Aline Rocha, que também compete na categoria sentada, garantiu a mesma colocação no feminino, com 1h01min30s2.

“Não é minha especialidade, mas sabia que seria uma luta. Nas primeiras parciais, estava entre os primeiros, mas a competição é muito forte. Hoje cheguei pouco mais de um minuto atrás dos atletas que venci no sprint”, comentou Cristian ao Comitê Paralímpico Brasileiro.

Desempenho coletivo e pioneirismo nas modalidades de inverno

Além das medalhas e posições de destaque, o Brasil teve outros resultados importantes. Na prova masculina do esqui cross-country, Guilherme Rocha ficou em 19º lugar e Robelson Lula em 22º. Entre as mulheres, Elena Sena garantiu o 14º posto, enquanto Wellington da Silva, na classe standing, terminou em 25º.

O time brasileiro também brilhou no biatlo paralímpico, com Aline Rocha chegando em sétimo lugar, e no revezamento do esqui cross-country, onde o trio formado por Aline, Cristian e Wellington alcançou a sétima colocação. Outro marco foi a estreia da gaúcha Vitória Machado, primeira mulher brasileira a competir no snowboard em uma Paralimpíada de Inverno.

Vitória e André Barbieri, que também representou o país no snowboard após se recuperar de um acidente, foram os escolhidos para a cerimônia de encerramento, realizada em Cortina d’Ampezzo. André foi o porta-bandeira da delegação, simbolizando a superação e o espírito da equipe brasileira.

O futuro dos esportes paralímpicos de inverno no Brasil

Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, José Antônio Freire, a participação em Milão-Cortina 2026 é um divisor de águas. Ele destacou a consistência dos resultados e a consolidação de um novo momento para os esportes paralímpicos de inverno no país.

“Com resultados consistentes, presença em finais e um pódio histórico no cross-country, a participação brasileira consolida a evolução técnica da equipe nacional nas provas disputadas na neve”, afirmou Freire.

O Brasil já mira os próximos desafios. A edição de 2030 da Paralimpíada de Inverno será realizada nos Alpes Franceses, entre 1º e 10 de março, enquanto os Jogos Paralímpicos de Verão estão agendados para 2028, em Los Angeles. O crescimento do esporte paralímpico de inverno brasileiro promete ganhar ainda mais força nos próximos anos.

Com essa campanha de Milão-Cortina, o Brasil prova que a neve não é mais um território distante para seus atletas, que chegam cada vez mais preparados para disputar de igual para igual com as potências tradicionais. A trajetória da delegação em 2026 é só o começo de uma nova era para o esporte paralímpico nacional.

Perguntas Frequentes

Qual foi a primeira medalha conquistada pelo Brasil na Paralimpíada de Inverno?

Cristian Ribera conquistou a prata no esqui cross-country, marcando a primeira medalha do Brasil na competição.

Quantos atletas brasileiros participaram da Paralimpíada de Inverno 2026?

O Brasil teve sua maior delegação na história da competição, formada por oito atletas.

Como foi o desempenho da equipe brasileira nas provas de esqui cross-country?

Cristian Ribera terminou em quinto lugar na prova de 20 km, e Aline Rocha também obteve a mesma colocação no feminino.

Quem foi o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de encerramento?

André Barbieri foi escolhido como porta-bandeira, simbolizando a superação e o espírito da equipe.

Quais são os próximos desafios para os atletas paralímpicos brasileiros?

Os atletas já se preparam para a Paralimpíada de Inverno em 2030, que será realizada nos Alpes Franceses.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.