Flamengo e Brasileirão: desafios e avanços rumo à internacionalização no futebol
O Flamengo investe em internacionalização com ações inovadoras e desafios financeiros no futebol brasileiro.
Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem demonstrado um crescimento significativo, tanto financeiro quanto em visibilidade internacional. O Flamengo, principal protagonista desse movimento, surpreendeu ao investir 42 milhões de euros na contratação do meio-campista Lucas Paquetá, vindo do West Ham, da Premier League. Apesar desse avanço, ainda existe uma distância considerável entre o futebol brasileiro e as potências europeias, especialmente no que diz respeito à internacionalização e receitas.
Quer saber como o Flamengo e o Brasileirão estão se movimentando para crescer no cenário global e quais são os desafios que ainda persistem? Então, continue lendo e descubra os detalhes dessa transformação.
Flamengo: uma estratégia ousada para conquistar o mundo
O Flamengo é o clube brasileiro que mais tem investido em ampliar sua marca internacionalmente. Além da contratação de estrelas internacionais como Lucas Paquetá, o Rubro-Negro tem apostado em iniciativas inovadoras para atingir públicos fora do Brasil. Entre as ações recentes, destaca-se a criação de equipes de narração em inglês, espanhol e chinês, com transmissões gratuitas via streaming para o exterior.
Em 2025, a Fla TV alcançou a marca histórica de mais de um bilhão de visualizações, tornando-se o primeiro canal de clube fora da Europa a atingir esse patamar. O clube também firmou parcerias com agências globais, como a americana SportFive, para produzir conteúdo em diversos idiomas, focando em engajamento e atração de patrocinadores internacionais. Atualmente, o Flamengo mantém acordos comerciais com marcas como Shopee e a montadora chinesa GAC, reforçando sua presença global.
O abismo financeiro e a internacionalização do futebol brasileiro
Embora Flamengo e Palmeiras sejam os clubes brasileiros com maior valor de marca, superando R$ 1 bilhão cada, o Brasil ainda enfrenta um desafio enorme para rivalizar financeiramente com ligas europeias de ponta. O Brasileirão já se aproxima da Ligue 1 da França em receita líquida, com 2,26 bilhões de euros contra 2,9 bilhões, mas a Premier League inglesa ainda domina com impressionantes 9,18 bilhões de euros.
Um dos principais motivos dessa disparidade está na internacionalização. A Premier League é transmitida para 643 milhões de residências em todo o mundo, atingindo potencialmente 4,7 bilhões de pessoas. Os contratos de transmissão internacionais da liga inglesa chegam a 2,56 bilhões de euros, superando até mesmo a receita total da La Liga espanhola, que é a segunda mais valiosa da Europa. Em comparação, a Bundesliga alemã, mesmo com grande tradição, arrecada apenas 218 milhões de euros em direitos internacionais, evidenciando a dependência do mercado local.
Oportunidades para o Brasileirão crescer e se profissionalizar
O relatório da Galápagos Capital aponta que o futebol brasileiro caminha para a adoção de medidas que já são padrão nas principais ligas mundiais, como a profissionalização da arbitragem e regras mais rigorosas de sustentabilidade financeira, conhecidas como Fair Play Financeiro. Segundo o estudo, o Brasil ainda tem muito espaço para ampliar ganhos, especialmente ao focar em cinco pilares:
- Internacionalização: ampliar a distribuição global e expandir a audiência;
- Centralização de mídia: melhorar o poder de negociação e padronizar contratos;
- Experiência de dia de jogo: transformar os estádios em centros de entretenimento constantes;
- Governança e finanças: garantir sustentabilidade e previsibilidade;
- Competitividade esportiva: promover equilíbrio para aumentar engajamento e valor do produto.
Um dos grandes desafios do Brasileirão está na ocupação dos estádios. Nenhum clube da Série A aparece entre os 20 com maior taxa de público no mundo. Enquanto isso, na Alemanha, clubes como Bayern de Munique e Borussia Dortmund mantêm estádios quase sempre lotados, mesmo com capacidade superior à média brasileira. A média de público no Brasil em 2025 foi de 25.542 pagantes por jogo, número que demonstra o potencial de crescimento na experiência dos torcedores.
Além disso, os programas de sócio-torcedor ainda têm espaço para se desenvolver. Embora Flamengo e Corinthians tenham cerca de 118 mil associados cada, clubes europeus como Bayern chegam a 400 mil, impulsionando receitas e engajamento. No aspecto comercial, o mercado publicitário brasileiro vinculado ao futebol está em crescimento, mas ainda distante dos principais centros europeus, com 2,7% do total do mercado, próximo da França, mas longe da Espanha, que lidera com 10,4%.
O futebol brasileiro avança, mas para alcançar o patamar das grandes ligas europeias, é preciso investir não só em contratações e visibilidade, mas também em profissionalização, governança e experiências que envolvam o torcedor dentro e fora do estádio. O Flamengo dá importantes passos, mas o caminho para a consolidação global do Brasileirão ainda é longo e cheio de desafios.
Perguntas Frequentes
Qual é o investimento recente do Flamengo em jogadores?
O Flamengo investiu 42 milhões de euros na contratação do meio-campista Lucas Paquetá.
Como o Flamengo está se expandindo internacionalmente?
O Flamengo criou equipes de narração em inglês, espanhol e chinês, além de transmitir jogos via streaming.
Quais são os principais desafios do futebol brasileiro?
Os desafios incluem a disparidade financeira em relação às ligas europeias e a baixa ocupação dos estádios.
O que é o Fair Play Financeiro?
É um conjunto de regras que visa garantir a sustentabilidade financeira dos clubes de futebol.
Qual é a média de público nos estádios brasileiros?
Em 2025, a média de público foi de 25.542 pagantes por jogo.