Brasileirão 2026: ritmo acelerado de demissões marca o início da competição
O Campeonato Brasileiro Série A de 2026 já está deixando sua marca, mas não pelas jogadas em campo, e sim pela alta rotatividade no comando dos times. Com uma média de um técnico demitido por rodada, o Brasileirão deste ano mostra que a pressão nos bancos está maior do que nunca. A mais recente baixa foi a saída do argentino Martín Anselmi do Botafogo, anunciada na manhã do domingo, dia 22.
Seja pelo desempenho ou pela cobrança intensa, a lista de treinadores que perderam seus cargos até a oitava rodada é expressiva e revela uma tendência preocupante para os clubes. Os argentinos se destacam, representando metade dos desligamentos, seguidos por brasileiros e um colombiano. Quer entender o que está por trás desse cenário e conhecer os detalhes das mudanças? Continue lendo.
Argentinos dominam as demissões no Brasileirão 2026
O que chama atenção no início do Brasileirão 2026 é a predominância de técnicos argentinos entre os demitidos. O primeiro a sair foi Jorge Sampaoli, que não resistiu após o Atlético-MG empatar com o Remo na terceira rodada, acumulando resultados ruins nas partidas anteriores. Depois, Hernán Crespo também viu sua segunda passagem pelo São Paulo chegar ao fim depois da derrota para o Palmeiras nas semifinais do Paulista, apesar de um desempenho razoável no Brasileirão com três vitórias e um empate.
Juan Pablo Vojvoda, no Santos, e Martín Anselmi, no Botafogo, completam a lista dos técnicos argentinos que perderam seus cargos. Curiosamente, Anselmi foi demitido mesmo após a primeira vitória do Botafogo no campeonato, o que mostra que a paciência das diretorias está curta.
Brasileiros e colombianos também enfrentam pressão
O cenário não é diferente para os técnicos brasileiros e colombianos. Fernando Diniz, em sua segunda passagem pelo Vasco, foi afastado após resultados ruins tanto no Carioca quanto no Campeonato Brasileiro. Filipe Luís, multicampeão com o Flamengo, também foi dispensado mesmo após uma goleada no Carioca, fruto de um desempenho irregular no Brasileirão.
Juan Carlos Osorio, único colombiano da lista, deixou o Remo depois de uma derrota na final do Paraense e resultados pouco convincentes no Brasileirão. Já Tite, ex-técnico da seleção brasileira, não resistiu no Cruzeiro após uma série de derrotas e empates que deixaram o time em situação delicada.
Comparativo com temporadas anteriores e o peso da pressão
O ritmo das demissões em 2026 é semelhante ao do ano passado, que já havia batido recordes recentes com sete técnicos dispensados em oito rodadas. Em 2025, o número foi ainda maior, com 22 trocas em 38 rodadas, superando 2024. O recorde absoluto na era dos pontos corridos é de 2015, quando 32 treinadores foram demitidos. Antes disso, em 2003, com 24 clubes na disputa, houve 40 mudanças no comando.
Essa instabilidade mostra como o futebol brasileiro vive um momento em que os resultados imediatos pesam mais que projetos a longo prazo. As diretorias parecem cada vez menos dispostas a investir tempo e paciência, o que pode afetar a performance dos clubes e a qualidade do campeonato.
O Brasileirão 2026 ainda está no começo, mas o efeito cascata das demissões já é sentido dentro e fora dos gramados. A expectativa é que as próximas rodadas tragam mais clareza sobre quem conseguirá se firmar e quem continuará na corda bamba.
Perguntas Frequentes
Quantos técnicos foram demitidos até agora no Brasileirão 2026?
Até a oitava rodada, uma média de um técnico foi demitido por rodada.
Qual nacionalidade de técnicos foi mais afetada pelas demissões?
Os técnicos argentinos são os mais afetados, representando metade das demissões.
O que motivou as demissões dos técnicos no Brasileirão 2026?
As demissões foram motivadas por desempenhos insatisfatórios e pressão intensa das diretorias.
Qual foi o recorde de demissões em temporadas anteriores?
O recorde absoluto foi em 2015, com 32 técnicos demitidos na era dos pontos corridos.
Como as demissões afetam a performance dos clubes?
A instabilidade pode comprometer a performance dos clubes e a qualidade do campeonato.