Neymar e a saga dos técnicos: Santos troca de treinador pela quarta vez em 2026
Desde o retorno de Neymar ao Santos, em janeiro de 2025, o atacante já viu quatro treinadores diferentes passarem pelo comando do clube. Essa instabilidade é um retrato fiel do cenário do futebol brasileiro, onde a troca constante de técnicos virou rotina. Para Neymar, acostumado a mercados mais estáveis na Europa e até mesmo na Arábia Saudita, essa oscilação tem impactado sua busca por ritmo e sequência dentro de campo.
Com a Copa do Mundo se aproximando, o camisa 10 tem apenas 15 partidas pelo Santos para convencer o técnico da Seleção Brasileira de que merece estar na lista final. Enquanto isso, o clube tenta oferecer a melhor estrutura para que ele possa brilhar e retomar o desempenho que encantou o mundo.
Quatro técnicos em pouco mais de um ano: o desafio da instabilidade
Desde a volta ao Peixe, Neymar trabalhou com Vojvoda, que foi o treinador que mais o utilizou, com apenas 13 jogos juntos entre a segunda metade de 2025 e início de 2026. Agora, Cuca assume o comando, tornando-se o quarto técnico a tentar dar sequência ao trabalho com o camisa 10.
O cenário de mudanças frequentes não é novidade para Neymar no Brasil. Durante sua primeira passagem pelo Santos, entre 2009 e 2013, ele também conviveu com seis treinadores diferentes, incluindo nomes como Muricy Ramalho, que foi o mais longevo, e Dorival Jr. Essa rotina, comum no futebol nacional, contrasta com a maior estabilidade que o atacante vivenciou na Europa.
Experiências internacionais: mais estabilidade e menos mudanças bruscas
Na Europa, Neymar enfrentou quatro técnicos diferentes no Paris Saint-Germain, mas as trocas aconteceram ao longo de seis anos. Unai Emery, Thomas Tuchel, Mauricio Pochettino e Christophe Galtier passaram pelo comando do clube francês, com Galtier sendo o que menos tempo trabalhou com o brasileiro (29 jogos).
No Barcelona, o cenário foi ainda mais tranquilo. Gerardo Martino foi o primeiro treinador durante a chegada de Neymar em 2013, seguido por Luis Enrique, que esteve à frente em 145 partidas, período considerado o auge do atacante. Já no Al-Hilal, na Arábia Saudita, apesar das poucas partidas por conta de lesões, Jorge Jesus foi o único técnico durante a passagem do jogador.
Futebol brasileiro: a dança das cadeiras que não poupa nem os craques
O Brasileirão de 2026 tem a maior média de demissões por rodada desde 2022, com sete clubes já trocando de treinador nas primeiras sete rodadas. Além do Santos, times como Atlético Mineiro, Vasco, Flamengo e São Paulo já passaram por mudanças no comando técnico.
Marcelo Teixeira, presidente do Santos, reconhece que essa instabilidade prejudica o clube e os jogadores, mas justifica a saída de Vojvoda pelo baixo rendimento da equipe. Segundo ele, o Peixe tem um “histórico recente” de demissões e, apesar de insistir no trabalho do argentino, não houve evolução suficiente.
“Historicamente, o Santos tem muito essa questão de mudança [de técnicos] nos últimos anos. Na nossa gestão, tivemos quatro treinadores e acho que isso é muito prejudicial a qualquer clube. Nós insistimos com Vojvoda e sua comissão técnica, atuante e trabalhadora, mas não deu certo.” – Marcelo Teixeira, presidente do Santos
Com a chegada de Cuca, o Santos espera finalmente encontrar a estabilidade que Neymar tanto precisa para retomar seu melhor futebol e garantir uma vaga na Seleção para o Mundial. Resta aos torcedores acompanharem de perto se o novo técnico conseguirá dar sequência a um trabalho que há tempos pede por continuidade.
Perguntas Frequentes
Quantos técnicos Neymar teve no Santos desde seu retorno?
Desde seu retorno em 2025, Neymar teve quatro técnicos diferentes no Santos.
Qual foi o treinador que mais utilizou Neymar?
Vojvoda foi o treinador que mais utilizou Neymar, com 13 jogos entre 2025 e 2026.
Como a instabilidade de técnicos afeta Neymar?
A instabilidade prejudica o ritmo e a sequência de jogos de Neymar, impactando sua busca por uma vaga na Seleção Brasileira.
Quais clubes também trocaram de técnicos em 2026?
Além do Santos, clubes como Atlético Mineiro, Vasco, Flamengo e São Paulo também trocaram de técnicos nas primeiras rodadas.
O que diz o presidente do Santos sobre as trocas de técnicos?
Marcelo Teixeira reconhece que a instabilidade prejudica o clube, mas justifica as demissões pelo baixo rendimento da equipe.