Marketing Esportivo

Copa do Mundo 2026 terá recorde de marcas esportivas e disputas acirradas entre gigantes

A Copa do Mundo de 2026 será um divisor de águas para marcas esportivas, com 48 seleções e uma intensa disputa entre gigantes.

4. Min. de leitura

Com a expansão para 48 seleções, a Copa do Mundo de 2026 promete ser um divisor de águas no mercado de material esportivo. Pela primeira vez, o torneio vai reunir um número recorde de marcas, incluindo algumas que jamais apareceram em mundiais anteriores. Mas, apesar dessa diversidade, o domínio ainda fica concentrado em poucas empresas poderosas.

Quer entender como essa briga entre gigantes vai impactar as seleções e o mercado? Continue lendo para descobrir os detalhes que só um especialista em marketing esportivo poderia revelar.

Disputa acirrada entre Nike, Adidas e Puma domina o Mundial

Segundo Idel Halfen, especialista em marketing esportivo e líder da agência Jambo Sport Business, a Nike, Adidas e Puma vão vestir 77% das seleções que estarão na Copa de 2026. Isso significa que as três marcas terão enorme visibilidade em momentos-chave do torneio, aumentando ainda mais seu prestígio global.

Apesar da quantidade, Halfen destaca que, na prática, o mercado vive um duopólio entre Nike e Adidas, que conquistaram as seleções favoritas ao título. “Essas duas gigantes concentram os times com maiores chances de vitória, o que é um trunfo enorme para o reconhecimento das marcas”, explica.

Enquanto algumas marcas menos conhecidas, como Kelme, Umbro, Reebok e Kappa, estarão presentes com apenas uma ou duas seleções, o cenário geral é de alta concentração. Em 1974, quando as marcas de material esportivo começaram a aparecer nos uniformes, eram apenas três competindo entre 16 seleções.

Os bastidores dos contratos milionários e o impacto no futebol

O valor dos contratos mostra como a disputa entre as gigantes é intensa. A Alemanha, que manteve a Adidas por 12 Copas consecutivas, vai mudar para a Nike a partir de 2027, em um acordo estimado em 100 milhões de euros por ano — o dobro do que pagava antes. Já a Nike renovou seu contrato com o Brasil até 2038, com um investimento anual de US$ 73,5 milhões, incluindo royalties sobre vendas, algo inédito até agora.

Enquanto isso, a Puma, que mantém presença constante desde 1998, aposta em uma estratégia seletiva. A marca é forte no continente africano, vestindo cinco das dez seleções do continente, e foca em Portugal, com Cristiano Ronaldo como principal estrela vestindo o seu uniforme. “Ter a Puma na camisa de Ronaldo, especialmente em sua última Copa, é uma jogada de marketing que coloca a marca no centro das atenções”, avalia Halfen.

Uniformes que vão além do campo: o futebol invade o streetwear

O Mundial de 2026 também marca uma nova fase no relacionamento entre as marcas esportivas e o público. Nike e Adidas investem pesado para transformar os uniformes em peças de moda urbana, buscando conquistar fãs que querem usar as camisas no dia a dia, e não só durante os jogos.

Um destaque é a camisa reserva do Brasil, que traz a Jordan Brand — uma subdivisão da Nike — em vez do tradicional swoosh. Antes, apenas o Paris Saint-Germain usava o símbolo de Michael Jordan no futebol. Essa é a primeira vez que a Jordan aparece em uma Copa, reforçando a aposta da Nike em unir futebol e streetwear.

Já a Adidas resgata o clássico Trefoil nas camisas reservas de várias seleções, uma marca que não aparecia nos uniformes desde 1990. Essa estratégia busca dar um toque retrô e lifestyle às peças, ampliando o alcance para além das competições.

“Jordan Brand e Trefoil querem atingir um público que usa a camisa para eventos sociais e no cotidiano, não apenas para torcer. Isso ajuda a fugir da sazonalidade dos jogos e cria um vínculo mais duradouro com os consumidores”, destaca Halfen.

Essa aproximação entre futebol e moda urbana reflete as mudanças no comportamento dos torcedores, que desejam expressar sua paixão pelo esporte de forma mais integrada ao estilo de vida.

Em resumo, a Copa do Mundo de 2026 não será apenas a maior em número de seleções, mas também um marco para o mercado de material esportivo. A batalha entre Nike, Adidas e Puma promete movimentar cifras milionárias e transformar o jeito como os fãs se relacionam com as camisas das suas seleções favoritas. Fique ligado, porque o campo e as ruas estarão mais conectados do que nunca.

Perguntas Frequentes

Quais marcas esportivas dominarão a Copa do Mundo de 2026?

Nike, Adidas e Puma representarão 77% das seleções no torneio.

Como a mudança de marcas afeta as seleções?

Contratos milionários, como o da Alemanha com a Nike, mostram o impacto financeiro e de visibilidade das marcas.

Qual é a novidade no design dos uniformes para o Mundial?

A Nike introduz a Jordan Brand em camisas, enquanto a Adidas resgata o Trefoil, misturando futebol e streetwear.

Por que a relação entre marcas e torcedores está mudando?

As marcas estão investindo em moda urbana para que os torcedores usem camisas no dia a dia, não só durante os jogos.

Como a Copa de 2026 se difere das edições anteriores?

Além do aumento no número de seleções, a Copa de 2026 marca uma nova era de interação entre marcas e o público.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.