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Cruzeiro do Sul lança programa para acolhimento temporário de crianças em situação de risco

O Programa Família Acolhedora oferece um lar temporário para crianças em situação de risco, garantindo proteção e amor.

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Cruzeiro do Sul lança programa para acolhimento temporário de crianças em situação de risco

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, assinou na última sexta-feira, 15, o convênio que destina R$ 310 mil para a implantação do Programa Família Acolhedora no município. A iniciativa, fruto da parceria entre o Tribunal de Justiça do Acre e a Fundação Betel, visa oferecer um ambiente familiar temporário para crianças e adolescentes afastados judicialmente por situações de violência, negligência ou vulnerabilidade social.

Com foco no acolhimento provisório, o programa será gerenciado pela Fundação Betel, que possui mais de 20 anos de experiência no acolhimento institucional na região. A proposta é garantir proteção e afeto enquanto a Justiça define o melhor caminho para o futuro desses jovens.

Como funciona o Programa Família Acolhedora em Cruzeiro do Sul

O Programa Família Acolhedora oferece uma alternativa ao acolhimento institucional tradicional, colocando crianças e adolescentes em lares preparados para receber e cuidar temporariamente. Ao contrário da adoção, o acolhimento é provisório e visa preservar o vínculo afetivo e familiar, seja com a família biológica, extensa ou, em último caso, o encaminhamento para adoção.

A coordenadora do programa, Tânia Ramalho, explicou que o primeiro passo será divulgar o serviço e selecionar as famílias interessadas. “Vamos buscar famílias com disposição para acolher e cuidar dessas crianças por um período temporário. Elas passarão por uma capacitação antes de receberem os menores”, detalhou.

Tânia reforçou que o papel das famílias acolhedoras não é adotar, mas oferecer um lar cheio de carinho para quem está enfrentando um momento difícil. “O objetivo é proteger e cuidar, garantindo que essas crianças tenham um ambiente seguro e afetuoso até que sua situação judicial seja resolvida”, completou.

Estrutura e suporte para as famílias acolhedoras

A coordenação do programa está instalada em um prédio anexo à Igreja Assembleia de Deus, espaço já aberto para receber interessados e realizar o cadastro das famílias. A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Milca Santos, classificou a iniciativa como um marco para o município.

“Essa ação representa a substituição do acolhimento institucional por um ambiente familiar, mais acolhedor e próximo da realidade das crianças. Quem precisar ser afastado da própria família terá um lar temporário preparado para oferecer toda a atenção necessária”, afirmou Milca.

Inicialmente, o programa atenderá até 10 famílias, com possibilidade de expansão conforme a demanda. O prefeito Zequinha Lima destacou a importância da iniciativa para garantir proteção e amor às crianças em situação de vulnerabilidade.

“Muitas crianças ainda sofrem violência dentro de casa, e essa é uma questão que deve mobilizar toda a sociedade. Queremos incentivar as famílias de Cruzeiro do Sul a acolherem essas crianças temporariamente, oferecendo cuidado e proteção”, disse o prefeito.

Para apoiar as famílias, a prefeitura oferecerá um auxílio financeiro equivalente a um salário mínimo durante o período de acolhimento. “Esse recurso vai ajudar nas despesas e garantir que a criança tenha seus direitos assegurados, mas o mais importante é oferecer o amor e o acolhimento que muitas vezes faltam em seus lares”, finalizou Zequinha Lima.

Presença de autoridades e expectativa para o futuro do programa

O lançamento do Programa Família Acolhedora contou com a participação do defensor público Diego Luís Sales, do delegado Venicius Almeida, responsável pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, do presidente da Fundação Betel, Flavio Felipe da Cunha, e da secretária Milca Santos.

Com essa união entre poder público, Judiciário e organizações sociais, Cruzeiro do Sul dá um passo importante para melhorar a proteção das crianças e adolescentes em situação de risco. A expectativa é que o programa cresça e sirva de modelo para outras cidades da região, fortalecendo a rede de cuidado e garantindo que mais jovens tenham a chance de viver em um ambiente seguro e afetuoso.

O Programa Família Acolhedora representa uma mudança significativa na forma de cuidar das crianças em vulnerabilidade, apostando no calor de um lar como instrumento essencial para a recuperação e o desenvolvimento saudável desses pequenos.

Perguntas Frequentes

Qual é o objetivo do Programa Família Acolhedora?

Oferecer um ambiente familiar temporário para crianças afastadas judicialmente por situações de risco.

Quem gerencia o Programa Família Acolhedora em Cruzeiro do Sul?

O programa é gerenciado pela Fundação Betel, com mais de 20 anos de experiência em acolhimento.

Como as famílias podem participar do programa?

As famílias interessadas devem se cadastrar e passar por uma capacitação antes de acolher as crianças.

Qual é o suporte financeiro oferecido às famílias acolhedoras?

A prefeitura oferece um auxílio financeiro equivalente a um salário mínimo durante o período de acolhimento.

Quantas famílias o programa pode atender inicialmente?

O programa atenderá inicialmente até 10 famílias, com possibilidade de expansão conforme a demanda.

Rafael Dias

Rafael Dias

Rafael Dias é jornalista esportivo e apaixonado por futebol desde criança. Escreve no blog Futebol na Web, onde comenta jogos, analisa táticas e compartilha curiosidades do mundo da bola com linguagem leve e acessível. Com olhar crítico e bom humor, atrai leitores que buscam informação com personalidade.