Lesão de Vitor Roque preocupa Palmeiras: entenda a sindesmose no tornozelo
A sindesmose é uma lesão que pode exigir cirurgia e um longo período de recuperação.
O atacante Vitor Roque, camisa 9 do Palmeiras, enfrenta um desafio fora dos campos após ser diagnosticado com uma lesão de sindesmose no tornozelo esquerdo. Essa lesão, conhecida como entorse alta, não é tão comum no futebol e pode exigir cirurgia, além de um longo período de recuperação. A situação acende um alerta na equipe paulista, que perde uma peça fundamental para as próximas competições.
Quer saber o que exatamente é a sindesmose, como é o tratamento e quais os riscos para a carreira do atleta? Continue a leitura para entender todos os detalhes dessa lesão que tem movimentado o departamento médico do Palmeiras.
O que é a sindesmose e por que ela preocupa
A sindesmose é uma lesão que atinge os ligamentos responsáveis por conectar a tíbia e a fíbula, os dois principais ossos da perna. Diferente das entorses laterais, que afetam as conexões do tornozelo com o pé e são mais comuns no futebol, a entorse alta é menos frequente e mais complexa.
Segundo a fisioterapeuta esportiva Nina Ferolla, especialista pela Sonafe Brasil, a gravidade da lesão varia, mas nos casos mais sérios, como o de Vitor Roque, há a necessidade de intervenção cirúrgica. “Se não for diagnosticada e tratada rapidamente, pode trazer complicações que comprometem a estabilidade do tornozelo”, explica Nina.
Tratamento e tempo de recuperação
O processo de recuperação da sindesmose no tornozelo pode levar de dois a seis meses, dependendo da gravidade da lesão e de possíveis danos adicionais. Atletas de alto rendimento, como Vitor Roque, costumam apresentar uma evolução mais rápida, graças ao acompanhamento especializado e à estrutura disponível para reabilitação.
O tratamento envolve fisioterapia intensiva, fortalecimento muscular e, em muitos casos, cirurgia para estabilizar os ligamentos afetados. A fisioterapeuta ressalta que o suporte de uma equipe multidisciplinar é essencial para garantir que o jogador volte ao seu nível de desempenho habitual. “Com uma reabilitação bem conduzida, o retorno ao esporte no mesmo patamar é totalmente possível”, garante.
Desafios após a lesão e riscos futuros
Embora a recuperação seja viável, o pós-lesão traz alguns riscos que merecem atenção. Limitações de movimento e perda de explosão são preocupações reais, mas podem ser minimizadas com um procedimento cirúrgico adequado e uma reabilitação especializada.
Outro ponto importante é a possibilidade de reincidência da lesão, que não é muito comum, mas existe especialmente em esportes de contato e para atletas que realizam movimentos bruscos e mudanças rápidas de direção. “Um histórico de lesão prévia aumenta o risco, o que exige cuidados redobrados na preparação física e durante o retorno aos treinos”, alerta Nina Ferolla.
Para o Palmeiras, a ausência de Vitor Roque representa um desafio tático e emocional, já que o atacante é um dos principais nomes do elenco. A torcida e a comissão técnica agora esperam que o processo de recuperação seja rápido e eficaz, para que o camisa 9 retorne com força total em breve.
Ficar de olho na evolução do tratamento e no retorno de Vitor Roque será fundamental para o Palmeiras manter seu ritmo forte nas competições de 2026.
Perguntas Frequentes
O que é sindesmose?
Sindesmose é uma lesão que afeta os ligamentos que conectam a tíbia e a fíbula.
Quais são os sintomas da sindesmose?
Os sintomas incluem dor no tornozelo, inchaço e dificuldade de movimentação.
Como é feito o tratamento para sindesmose?
O tratamento pode incluir fisioterapia, fortalecimento muscular e, em casos graves, cirurgia.
Qual o tempo de recuperação da sindesmose?
A recuperação pode levar de dois a seis meses, dependendo da gravidade da lesão.
Quais são os riscos após a recuperação da sindesmose?
Os riscos incluem limitações de movimento e a possibilidade de reincidência da lesão.