Funcionário do IML é preso suspeito de fazer Pix com celular de vítima de acidente
Funcionário do IML de Santos foi preso por transferir R$ 7 mil do celular de uma vítima falecida.
Um caso inusitado e preocupante chamou atenção no litoral de São Paulo. Na manhã de segunda-feira, 8 de junho de 2026, um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos foi preso preventivamente sob suspeita de ter realizado uma transferência via Pix no valor de R$ 7 mil utilizando o celular de uma vítima já falecida. A notícia, que envolve questões éticas e criminais, está sendo investigada pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.
A seguir, entenda os detalhes desse episódio que envolve um crime dentro de uma instituição pública e as consequências para o acusado.
Como aconteceu o crime e o que motivou a prisão
O suspeito, identificado como Daniel Nathan Ribeiro de Andrade, de 36 anos, trabalhava como atendente no IML de Santos. O caso remonta a maio, quando a vítima, que sofreu um acidente de moto fatal, teve seu celular violado para a realização da transferência bancária não autorizada. A família da vítima percebeu a ausência do dinheiro e registrou um boletim de ocorrência, que desencadeou a investigação.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) revelou que o valor transferido, R$ 7 mil, ultrapassava o salário mensal do funcionário, que é de R$ 6,8 mil, conforme dados do Portal da Transparência. Após a transação, o celular da vítima foi danificado, possivelmente para dificultar a identificação do crime.
As acusações e o andamento do processo
Daniel Nathan está sendo investigado por diversos crimes graves, incluindo peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios. A prisão preventiva foi cumprida para garantir que o suspeito não atrapalhe as investigações. A Corregedoria da Polícia Civil destacou que não tolera desvios de conduta e que tomará as medidas administrativas e disciplinares necessárias para apurar o caso.
Em audiência de custódia, realizada ainda na segunda-feira, a prisão do atendente foi mantida, pois não foram constatadas irregularidades no procedimento da detenção. O processo corre em segredo de justiça, e detalhes adicionais permanecem sob sigilo.
Repercussão e impacto na confiança pública
Casos como esse abalam a confiança da população nas instituições públicas, especialmente em órgãos ligados à segurança e à justiça. O fato de um funcionário do IML, instituição responsável por lidar com vítimas e garantir a integridade dos corpos e objetos pessoais, estar envolvido em uma ação criminosa gera inquietação.
Além disso, a situação levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados para proteger pertences de vítimas, especialmente celulares e outros dispositivos eletrônicos que podem conter informações sensíveis e acesso a contas bancárias.
Enquanto a investigação segue seu curso, fica o alerta para a necessidade de maior rigor e fiscalização dentro dessas instituições, para evitar que episódios como esse se repitam.
O caso ainda está sendo acompanhado pelas autoridades e pela sociedade, que espera respostas rápidas e eficazes para garantir que a justiça seja feita e que a confiança pública seja restabelecida.
Perguntas Frequentes
Qual foi o valor transferido pelo funcionário do IML?
O funcionário transferiu R$ 7 mil utilizando o celular da vítima.
Quem é o suspeito do crime?
O suspeito é Daniel Nathan Ribeiro de Andrade, um atendente do IML de Santos.
Quais crimes estão sendo investigados?
O suspeito está sendo investigado por peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios.
Como a família da vítima reagiu ao descobrir o crime?
A família percebeu a falta do dinheiro e registrou um boletim de ocorrência, iniciando a investigação.
Qual é o impacto desse caso na confiança pública?
Casos como esse abalam a confiança nas instituições públicas, especialmente em órgãos de segurança e justiça.