Presidente do São Paulo descarta demissão de Roger Machado e revela crise financeira
Harry Massis Jr. afirma que demitir Roger Machado é inviável devido à crise financeira do São Paulo.
Após a derrota apertada por 3 a 2 no clássico contra o Corinthians, a pressão sobre o técnico Roger Machado aumentou, mas o presidente do São Paulo, Harry Massis Jr., garante que a troca de comando não está nos planos do clube neste momento. Em áudio vazado nas redes sociais, o dirigente expõe a situação delicada das finanças tricolores e explica por que uma demissão seria prejudicial.
Se você quer entender o que realmente está acontecendo nos bastidores do São Paulo e por que a diretoria mantém a calma mesmo diante dos resultados ruins, continue lendo. A seguir, detalhamos os principais pontos que mostram o cenário complicado e a estratégia do clube para superar a crise.
A pressão após o clássico não abala a diretoria
A derrota para o Corinthians mexeu com o ânimo da torcida e da imprensa, gerando especulações sobre a permanência de Roger Machado. No entanto, Harry Massis Jr. foi categórico ao afirmar que não há condições financeiras para demitir o treinador.
Em um áudio enviado a um amigo e que acabou vazando, o presidente revelou o peso das multas rescisórias acumuladas por gestões anteriores. “Nós não temos condição de trocar o técnico. Não temos dinheiro. Será que vocês não entendem isso? Pegamos o São Paulo sucateado”, afirmou, ressaltando que o clube enfrenta uma crise que não permite decisões impulsivas.
O peso das dívidas e multas rescisórias
Harry Massis Jr. detalhou que o clube ainda arca com multas referentes a ex-treinadores como Dorival Júnior, Zubeldía e Crespo, o que limita o orçamento para novas contratações ou mudanças no comando técnico. “Estou pagando multa do Dorival Júnior, do Zubeldía, que não tenho nada com isso. Está sobrando tudo para mim”, desabafou o presidente.
Essas dívidas acumuladas, segundo ele, impedem que o São Paulo realize gastos extras, mesmo que a pressão por resultados seja grande. A estratégia adotada é manter a estabilidade e tentar melhorar o desempenho dentro de campo sem comprometer ainda mais as finanças.
Contatos com o rival e o custo de um novo técnico
Para reforçar sua posição, Massis revelou que chegou a conversar com Osmar Stábile, presidente do Corinthians, para entender o valor necessário para contratar o técnico Dorival Júnior, que foi demitido pelo rival recentemente e tem passagem pelo São Paulo.
“Eu conversei com o presidente do Corinthians, ele e a comissão ganham de R$ 2,8 a 3 milhões por mês. É uma loucura”, explicou o dirigente, mostrando que o custo de um novo comandante é alto demais para o momento atual do clube.
Essa conversa reforça o argumento de que a troca de treinador não é viável financeiramente, mesmo que a pressão externa aumente.
O São Paulo vive um momento delicado, mas a diretoria aposta na paciência e na reorganização interna para retomar o caminho das vitórias. A torcida, claro, espera que essa estratégia dê frutos em breve.
Perguntas Frequentes
Qual é a situação atual do técnico Roger Machado no São Paulo?
O presidente Harry Massis Jr. descartou a demissão de Roger Machado, apesar da pressão após a derrota para o Corinthians.
Por que o São Paulo não pode demitir Roger Machado?
A crise financeira e as multas rescisórias acumuladas impedem o clube de realizar essa troca no momento.
Quais são as consequências financeiras da demissão de um técnico?
O clube arca com multas rescisórias de treinadores anteriores, o que limita o orçamento para novas contratações.
Como o presidente do São Paulo vê a pressão da torcida?
Harry Massis Jr. acredita que a pressão externa não deve levar a decisões impulsivas e defende a estabilidade.
O que foi discutido entre Harry Massis Jr. e o presidente do Corinthians?
Massis conversou sobre o custo de contratar o técnico Dorival Júnior, revelando que é financeiramente inviável para o São Paulo.