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Transferências no futebol em 2026: negociações, regras e os bastidores das contratações internacionais

22. janeiro. 2026
4. Min. de leitura
Transferências no futebol em 2026: negociações, regras e os bastidores das contratações internacionais

O mercado de transferências do futebol em 2026 já começou com muita movimentação e negociações surpreendentes. Enquanto os campeonatos europeus seguem a todo vapor, os clubes do Brasil e do hemisfério sul aproveitam o recesso para reforçar seus elencos, buscando nomes estratégicos para a temporada. Essa janela de janeiro é sempre um período decisivo para as equipes planejarem o futuro e tentar garantir os melhores jogadores do mercado.

Confira a seguir os principais negócios já confirmados, os detalhes jurídicos que envolvem as transferências internacionais e como a legislação brasileira atua para garantir segurança nas negociações.

Principais transferências e movimentações em 2026

Logo no início de 2026, algumas transferências já chamaram atenção. O Flamengo, por exemplo, acertou a contratação de Andrew, vindo do Gil Vicente, em um negócio avaliado em € 1,5 milhão. Outro movimento que promete agitar o mercado é a possível saída de Rayan, do Vasco, para o Bournemouth, da Premier League, por cerca de € 35 milhões – uma negociação que pode ser uma das mais caras do futebol brasileiro neste ano.

O F.C. Porto também investiu em jovens promessas, como Oskar Pietuszewski, contratado por € 8 milhões mais € 2 milhões em variáveis. A transferência foi autorizada pela Fifa, com documentação especial por se tratar de um atleta de apenas 17 anos. Já o Benfica negociou Jurásek para o Slavia Praga, cedendo 50% dos direitos econômicos do jogador por € 3 milhões.

Além disso, o Flamengo está em tratativas avançadas para recontratar Lucas Paquetá, em negociação direta com o West Ham, clube que detém seus direitos federativos. Esse tipo de negociação mostra como as questões financeiras e jurídicas são complexas e fundamentais para o sucesso dos negócios.

Os bastidores jurídicos das transferências internacionais

Por trás de cada contratação, existe uma série de etapas legais que precisam ser cumpridas para que o negócio seja oficializado. A transferência internacional envolve a negociação entre clubes, assinatura do contrato de trabalho pelo jogador, registro junto à federação nacional e à Fifa, por meio do Transfer Matching System (TMS), além da emissão do Certificado Internacional de Transferência (CIT), documento essencial que valida o movimento do atleta entre países.

Os contratos devem conter cláusulas que garantam segurança para todas as partes, como duração do vínculo, remuneração, bônus por desempenho, direitos de imagem, multas rescisórias e outras garantias. Em casos onde as negociações ainda estão em andamento, é comum o uso de memorandos de entendimento ou cláusulas condicionais, que formalizam a intenção sem criar obrigações imediatas, prevenindo possíveis conflitos judiciais.

Um ponto importante são os agentes e intermediários, que têm papel fundamental nas negociações, mas precisam atuar dentro das regras estabelecidas pelas federações. O registro oficial e o limite para comissões são obrigatórios, evitando problemas legais e garantindo transparência nos negócios.

Legislação brasileira e normas da Fifa: o que clubes e atletas precisam saber

No Brasil, o regime jurídico do atleta profissional é único, regido principalmente pela Lei Pelé e pela Lei Geral do Desporto. Diferentemente da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que se aplica apenas de forma subsidiária, essas legislações estabelecem regras específicas para registro, remuneração e direitos trabalhistas do jogador.

Para os clubes, cumprir essas normas é essencial para evitar processos judiciais e garantir que as relações contratuais sejam firmes e claras. Além disso, as transferências internacionais devem respeitar as regras da Fifa, que determinam janelas de negociação, idade mínima para transferência, registro internacional e mecanismos de compensação de formação para os clubes que investiram na base do atleta.

O desrespeito a essas normas pode resultar em sanções pesadas, como multas, suspensão de jogadores e até a anulação dos contratos. Por isso, a formalização adequada e o acompanhamento jurídico são indispensáveis para que as transações ocorram sem maiores problemas.

Em resumo, o mercado de transferências em 2026 segue intenso e cheio de nuances. Entre grandes contratações e detalhes legais, clubes e jogadores precisam estar atentos para garantir que as negociações sejam vantajosas e seguras, refletindo a evolução do futebol moderno.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais transferências no futebol em 2026?

Entre as principais transferências, destaca-se Andrew, contratado pelo Flamengo, e a possível saída de Rayan do Vasco para o Bournemouth.

Como funciona a legislação brasileira nas transferências de jogadores?

A legislação brasileira é regida pela Lei Pelé e a Lei Geral do Desporto, que estabelecem regras específicas para registro e direitos trabalhistas dos atletas.

O que é o Certificado Internacional de Transferência (CIT)?

O CIT é um documento essencial que valida a movimentação do atleta entre países e é necessário para transferências internacionais.

Quais os riscos de não seguir as normas de transferência da Fifa?

O desrespeito às normas pode resultar em multas, suspensão de jogadores e até anulação de contratos.

Qual o papel dos agentes nas transferências de jogadores?

Os agentes atuam como intermediários nas negociações, devendo seguir regras estabelecidas para garantir transparência e evitar problemas legais.

Rafael Dias

Rafael Dias

Rafael Dias é jornalista esportivo e apaixonado por futebol desde criança. Escreve no blog Futebol na Web, onde comenta jogos, analisa táticas e compartilha curiosidades do mundo da bola com linguagem leve e acessível. Com olhar crítico e bom humor, atrai leitores que buscam informação com personalidade.

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