Lula revoga decisão que ampliava voos no Santos Dumont e fortalece Galeão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu cancelar uma medida da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que permitia aumentar a oferta de voos no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada após reunião reservada no Palácio do Planalto, envolvendo o prefeito Eduardo Paes e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
O encontro não constava na agenda oficial do presidente, mas teve impacto imediato na política aeroportuária do Rio. A revogação da medida da Anac sinaliza o compromisso do governo federal em manter a estratégia que equilibra o movimento entre o Santos Dumont e o Aeroporto Internacional do Galeão, favorecendo a retomada do turismo e dos negócios no estado.
Reunião decisiva no Planalto reforça estratégia aeroportuária
Na conversa com Lula, o prefeito Eduardo Paes destacou os avanços obtidos desde a reorganização do sistema aeroportuário carioca, que prioriza o crescimento do Galeão em detrimento da ampliação no Santos Dumont. Paes ressaltou que a decisão do governo federal fortalece o turismo e o comércio local, refletindo em dados positivos para a economia fluminense.
Nas redes sociais, o prefeito agradeceu o presidente pela “defesa permanente dos interesses do Rio de Janeiro”, enfatizando que a revogação do despacho da Anac é fundamental para manter a política de restrição que vem dando certo. A medida da agência, publicada em dezembro de 2025, havia provocado reação da prefeitura, que acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar a ampliação dos voos.
Os números por trás da reorganização dos aeroportos do Rio
Desde 2023, o governo federal estabeleceu limites rigorosos para o número anual de passageiros no Santos Dumont, fixando o teto em 6,5 milhões. Essa ação faz parte de um plano para redistribuir o fluxo aéreo entre os terminais do Rio de Janeiro, incentivando o uso do Galeão como principal porta de entrada internacional.
- Galeão: aumento de 6,8 milhões para 16,1 milhões de passageiros em pouco mais de dois anos.
- Santos Dumont: redução no movimento anual de 10,9 milhões para cerca de 5,7 milhões.
Os dados da Infraero e da concessionária RioGaleão confirmam a eficácia dessa política, que contribuiu para a integração operacional dos aeroportos desde o começo de 2024. Entre janeiro e outubro de 2025, o Galeão já recebeu 14,6 milhões de viajantes, refletindo a preferência crescente pelo terminal internacional.
O futuro da aviação no Rio de Janeiro
Com a revogação do despacho da Anac, o governo reforça o compromisso em coordenar o sistema aeroportuário do Rio, evitando o crescimento desordenado do Santos Dumont que poderia prejudicar o desenvolvimento do Galeão. Essa estratégia visa não apenas melhorar a experiência dos passageiros, mas também alavancar a economia local por meio do turismo e do comércio exterior.
O equilíbrio entre os dois aeroportos é fundamental para o planejamento urbano e para a logística da capital fluminense, que depende cada vez mais de um sistema integrado e eficiente. A movimentação política e administrativa mostra que a prioridade é garantir uma gestão alinhada com os interesses do Rio de Janeiro e do Brasil.
Assim, a decisão de Lula representa mais do que uma simples mudança administrativa: é um passo importante para consolidar o Rio como um hub aéreo competitivo e sustentável, com impacto direto na qualidade dos serviços e na geração de empregos.
Perguntas Frequentes
Qual foi a decisão de Lula em relação aos voos no Santos Dumont?
Lula revogou uma medida que permitia aumentar a oferta de voos no Santos Dumont, priorizando o Galeão.
Qual é o impacto da revogação na economia do Rio de Janeiro?
A decisão fortalece o turismo e o comércio local, contribuindo positivamente para a economia fluminense.
Desde quando o governo federal estabeleceu limites para o Santos Dumont?
Os limites foram estabelecidos em 2023, fixando o teto em 6,5 milhões de passageiros anuais.
Quais são os números de passageiros nos aeroportos do Rio após a reorganização?
O Galeão aumentou de 6,8 milhões para 16,1 milhões de passageiros, enquanto o Santos Dumont reduziu para cerca de 5,7 milhões.
Qual é a importância da estratégia aeroportuária para o futuro do Rio?
A estratégia visa melhorar a experiência dos passageiros e alavancar a economia local, garantindo um sistema integrado e eficiente.