Pomada vaginal pode causar doping em jogadores de futebol: entenda os riscos
O uso de pomadas vaginais, aparentemente inofensivo, pode virar um verdadeiro pesadelo para jogadores de futebol. Alguns cremes ginecológicos, especialmente aqueles com corticosteróides e hormônios, podem resultar em resultado positivo em exames antidoping, colocando em risco a participação do atleta em partidas importantes.
Quer saber como isso acontece e quais cuidados são essenciais para evitar problemas? Continue a leitura para entender o impacto dessas substâncias no futebol profissional e o que especialistas recomendam para atletas e seus parceiros.
Substâncias que preocupam nos exames antidoping
Exames antidoping são rigorosos e buscam detectar qualquer substância ou método que possa oferecer vantagem desleal aos atletas. No caso de pomadas vaginais, o perigo está nas fórmulas que contêm corticosteróides, hormônios ou substâncias com ação anti-inflamatória que podem ser absorvidas pelo organismo e aparecer nos testes.
Segundo a ginecologista Ticiana Cabral, esses componentes são os que mais geram problemas em exames antidoping. Ela explica que cremes antifúngicos simples, isolados, costumam apresentar baixo risco, mas a combinação de ativos em algumas pomadas eleva a chance de contaminação sistêmica. “Pomadas com corticosteróides ou derivados hormonais aplicadas em mucosas têm maior potencial de absorção e podem ser detectadas no doping”, alerta a médica.
Quando o cuidado vira prioridade: o caso de Vinicius Jr e Virginia Fonseca
O tema ganhou destaque recentemente após a influenciadora Virginia Fonseca revelar que precisa ter atenção redobrada ao usar medicamentos por causa do namorado, o craque Vinicius Jr, do Real Madrid. Ela contou que todos os remédios, principalmente pomadas, precisam ser informados à equipe médica do jogador para evitar qualquer problema com o doping.
“Quando ele me falou isso, eu comecei a tremer. Pensei: será que usei algo proibido? Hoje, tudo que penso em usar, mando para os fisios dele”, revelou Virginia.
Para a ginecologista Ticiana, o ideal é evitar relações sexuais durante o uso desses cremes. Além de proteger o atleta, essa medida evita irritações e garante que o tratamento não perca a eficácia. “Se a relação for inevitável, o uso de preservativo é fundamental, especialmente quando o parceiro é atleta profissional”, reforça a especialista.
Histórico de casos no futebol profissional
Não é de hoje que os cuidados com pomadas vaginais fazem parte da rotina dos clubes e atletas. Nos anos 2000, o meia Assis, que passou por Fluminense e Corinthians, testou positivo para clostebol em exame antidoping. A defesa argumentou que a substância entrou no corpo do jogador por meio da relação sexual com a esposa, que usava a pomada Trofodermin.
O caso foi analisado e Assis foi absolvido, liberando-o para continuar sua carreira. Desde então, a atenção com esses detalhes aumentou, e equipes médicas passaram a orientar atletas e seus parceiros para evitar complicações que possam prejudicar o desempenho e a imagem profissional.
Ficar atento às substâncias usadas por quem convive com jogadores de futebol é tão importante quanto o cuidado direto com o atleta. O diálogo com médicos e fisioterapeutas virou regra para evitar surpresas desagradáveis e garantir que o foco permaneça no campo, longe de controvérsias.
Em resumo, o uso de pomadas vaginais deve ser monitorado com cuidado quando o parceiro é atleta. Substâncias presentes nesses cremes podem entrar no organismo e ser detectadas em exames antidoping, o que pode comprometer a carreira do jogador. A prevenção, a informação e o acompanhamento médico são as melhores armas para driblar esse problema.
Perguntas Frequentes
Quais ingredientes nas pomadas vaginais podem causar doping?
Corticosteróides e hormônios presentes nas pomadas podem resultar em exames positivos.
Como evitar problemas de doping relacionados a pomadas vaginais?
É essencial informar a equipe médica sobre o uso de qualquer pomada e evitar relações durante o tratamento.
O que aconteceu com o jogador Assis em relação ao doping?
Ele testou positivo para clostebol, alegando que a substância entrou em seu corpo por meio da pomada da esposa.
Qual a recomendação para atletas que têm parceiras usando pomadas?
O ideal é que os atletas evitem relações sexuais durante o uso de pomadas e consultem médicos.
Por que é importante monitorar o uso de pomadas vaginais?
Porque substâncias podem ser absorvidas e detectadas em exames antidoping, afetando a carreira do atleta.