Kassab afasta candidatura de Tarcísio à Presidência e revela planos do PSD para 2026
O secretário de Governo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, colocou um ponto final nas especulações sobre uma possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à Presidência da República em 2026. Em entrevista recente, Kassab afirmou que a ideia está descartada e que Tarcísio pretende focar na reeleição ao governo paulista.
Com o cenário político cada vez mais definido, a posição do PSD ganha ainda mais relevância para as eleições do próximo ano. Se você quer entender como o partido está se movimentando e quais são os nomes que realmente devem disputar o Planalto, continue a leitura.
Por que Tarcísio não será candidato à Presidência em 2026?
Gilberto Kassab foi direto ao ponto ao comentar a situação de Tarcísio de Freitas. Segundo ele, “um governador de São Paulo bem avaliado sempre é um presidenciável”, mas no caso de Tarcísio, essa página está virada. O próprio governador tem deixado claro que não pretende concorrer ao cargo máximo do país e que seu foco está na busca por um segundo mandato no estado.
Essa decisão acontece em um momento em que o cenário da direita começa a se consolidar em torno do senador Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para representar o grupo no pleito presidencial. Com isso, o espaço para uma candidatura de Tarcísio se estreita, mesmo com articulações de nomes do centro político, como Kassab e Ciro Nogueira, presidente do PP.
O PSD e seus planos para as eleições presidenciais
Apesar de apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno, o PSD não pretende ficar de fora da disputa pelo Palácio do Planalto. O partido já conta com três pré-candidatos à Presidência para 2026, todos governadores com forte presença em seus estados: Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).
Kassab explicou que a filiação de Caiado ao PSD, após sua saída do União Brasil, foi um movimento coordenado para fortalecer a sigla na corrida presidencial. O governador de Goiás compartilha da decisão do partido em seguir com Tarcísio no estado de São Paulo, mas buscará sua própria candidatura nacional.
Força do PSD no Brasil e sua influência política
O PSD é hoje um dos partidos mais expressivos do país. Com 887 prefeituras sob seu comando, é a legenda com maior número de administrações municipais. Além disso, controla seis governos estaduais, incluindo os de Caiado, Ratinho Júnior, Eduardo Leite, Raquel Lyra (Pernambuco), Marcos Rocha (Rondônia) e Fábio Mitidieri (Sergipe).
Mesmo com uma aproximação clara da direita, o PSD mantém uma relação pragmática com o governo federal, ocupando três ministérios importantes na gestão do presidente Lula. São eles: Agricultura e Pecuária, comandado por Carlos Fávaro; Pesca e Aquicultura, com André de Paula; e Minas e Energia, sob Alexandre Silveira.
Essa combinação de força regional, alianças estratégicas e múltiplas frentes de atuação política coloca o PSD em posição de destaque para influenciar os rumos das eleições presidenciais de 2026.
O cenário político brasileiro começa a tomar forma, e o PSD mostra que está preparado para jogar pesado, tanto nas urnas quanto nas negociações. Enquanto Tarcísio se concentra em São Paulo, o partido investe em nomes fortes para o Planalto, sinalizando que a disputa ainda promete muitas surpresas.
Perguntas Frequentes
Por que Tarcísio de Freitas não será candidato à Presidência em 2026?
Tarcísio decidiu concentrar seus esforços na reeleição como governador de São Paulo.
Quais são os pré-candidatos do PSD para as eleições presidenciais?
Os pré-candidatos do PSD incluem Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite.
Como o PSD se posiciona em relação ao atual governo federal?
O PSD mantém uma relação pragmática, ocupando três ministérios na gestão de Lula.
Qual é a importância do PSD nas eleições de 2026?
O PSD é um dos partidos mais expressivos, com forte presença em administrações municipais e estaduais.
O que motivou a filiação de Caiado ao PSD?
A filiação de Caiado ao PSD foi um movimento para fortalecer a sigla na corrida presidencial.