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Futebol Feminino Brasileiro: Seleção em Alta e Clubes Ainda Lutam por Estrutura

09. fevereiro. 2026
4. Min. de leitura
Futebol Feminino Brasileiro: Seleção em Alta e Clubes Ainda Lutam por Estrutura

Faltando pouco menos de 500 dias para a Copa do Mundo Feminina de 2026, o futebol feminino no Brasil vive um momento de grandes contrastes. Enquanto a Seleção Brasileira mostra evolução constante, conquistando público e bons resultados, o cenário dos clubes ainda enfrenta desafios estruturais que limitam o crescimento uniforme da modalidade no país.

Quer entender por que o sucesso da seleção não reflete totalmente no futebol feminino nacional? Continue a leitura e descubra os principais pontos que marcam essa fase tão importante para o esporte.

Seleção Brasileira: Crescimento em Popularidade e Desempenho

O time nacional feminino vem conquistando espaço e reconhecimento, tanto dentro quanto fora de campo. Em 2025, os amistosos realizados no Brasil, como os jogos contra o Japão, atraíram públicos expressivos, mostrando que a torcida está cada vez mais conectada com a equipe. Um marco importante foi a final da Copa América Feminina, disputada entre Brasil e Colômbia no Equador.

A partida, transmitida em canal aberto pela TV Globo, atingiu mais de 33 milhões de telespectadores. A audiência média de 18 pontos e participação de 35% durante as quase três horas de jogo – que incluíram prorrogação e disputa de pênaltis – colocou o futebol feminino em destaque nacional, reacendendo o debate sobre seu espaço no esporte brasileiro.

No ranking da FIFA, a Seleção ocupa a sexta posição, consolidando-se entre as melhores do mundo. Atrás apenas de potências como Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Suécia, o Brasil mantém vantagem sobre seleções tradicionais como França, Japão e Canadá. Esse desempenho reforça a competitividade do time e alimenta as expectativas para a Copa do Mundo de 2026.

Clubes: Investimentos Pontuais e Desafios Estruturais

Apesar do avanço da seleção, a situação dos clubes brasileiros ainda revela fragilidades. Alguns times, como Corinthians e Palmeiras, têm investido em elencos competitivos e estruturas profissionais, mas esses casos ainda são exceções. Muitos clubes enfrentam dificuldades que vão desde desistências nas Séries A1 e A2 até problemas básicos, como estádios inadequados e horários pouco atrativos para partidas decisivas.

Além disso, a organização das competições sofre com mudanças de última hora, criando instabilidade para atletas e torcedores. Essa realidade dificulta a consolidação de um calendário sólido e a profissionalização do futebol feminino em todo o país.

Avanços no Calendário e no Desenvolvimento das Categorias de Base

Nos últimos anos, o futebol feminino brasileiro conquistou importantes avanços no calendário de competições. A retomada da Copa do Brasil Feminina, depois de quase uma década fora, trouxe visibilidade e um torneio eliminatório nacional para os clubes. A criação da Série A3 em 2022 também ampliou a pirâmide do Campeonato Brasileiro, facilitando o acesso de mais equipes ao cenário nacional.

O crescimento das competições de base, com torneios sub-20 e sub-17 mais frequentes, tem sido fundamental para formar novas atletas e garantir a sustentabilidade dos projetos no médio e longo prazo. Paralelamente, a CBF ampliou as cotas de participação e assegurou a transmissão ao vivo de todos os jogos das competições nacionais, dividindo os direitos entre canais como TV Globo, SporTV, ge, TV Brasil e Nsports.

Os valores distribuídos aos clubes também cresceram, com R$ 720 mil para cada equipe na primeira fase e premiações de até R$ 2 milhões para o campeão. Apesar desse avanço, o montante ainda não é suficiente para equiparar o nível de investimento entre todas as equipes, mantendo a desigualdade estrutural.

Outro ponto em debate é a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa por parte da CBF para garantir a sustentabilidade dos projetos. Desistências recentes de clubes como Fortaleza e Real Brasília, motivadas por dificuldades financeiras, evidenciam a fragilidade de iniciativas que não conseguem se manter no longo prazo, prejudicando a competição como um todo.

O desafio para o futebol feminino brasileiro é grande, mas o momento atual mostra que é possível avançar.

Com a Copa do Mundo se aproximando, a Seleção já acende os holofotes para o futebol feminino no país. Agora, o objetivo é transformar essa visibilidade em um legado duradouro, fortalecendo não só o time nacional, mas também o futebol praticado diariamente nos clubes e comunidades brasileiras.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais avanços do futebol feminino no Brasil?

O futebol feminino no Brasil avançou com a retomada da Copa do Brasil Feminina e a criação da Série A3, além de competições de base mais frequentes.

Como a Seleção Brasileira se destaca no cenário mundial?

A Seleção ocupa a sexta posição no ranking da FIFA, superando seleções tradicionais e conquistando uma audiência significativa em jogos.

Quais clubes estão investindo em futebol feminino no Brasil?

Clubes como Corinthians e Palmeiras têm feito investimentos em elencos e estruturas, mas ainda são exceções em um cenário com muitas dificuldades.

Qual a importância da Copa do Mundo de 2026 para o futebol feminino no Brasil?

A Copa do Mundo de 2026 é uma oportunidade para aumentar a visibilidade do futebol feminino e potencializar investimentos e desenvolvimento na modalidade.

Quais são os desafios enfrentados pelos clubes de futebol feminino?

Os clubes enfrentam desafios como desistências nas competições, estádios inadequados e falta de um calendário sólido, dificultando a profissionalização.

Rafael Dias

Rafael Dias

Rafael Dias é jornalista esportivo e apaixonado por futebol desde criança. Escreve no blog Futebol na Web, onde comenta jogos, analisa táticas e compartilha curiosidades do mundo da bola com linguagem leve e acessível. Com olhar crítico e bom humor, atrai leitores que buscam informação com personalidade.

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