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Por que o futebol brasileiro ainda sofre com arbitragem parada e VAR exagerado?

17. fevereiro. 2026
4. Min. de leitura
Por que o futebol brasileiro ainda sofre com arbitragem parada e VAR exagerado?

Nos primeiros jogos da Série A 2026, um problema antigo voltou a evidenciar o futebol brasileiro: o tempo efetivo de bola rolando tem sido muito baixo, prejudicando o ritmo das partidas. Enquanto campeonatos internacionais exibem jogos dinâmicos e rápidos, aqui no Brasil a arbitragem insiste em muitas interrupções, tornando o espetáculo menos atraente para o torcedor.

Se você quer entender por que o futebol nacional ainda sofre com essas pausas constantes e como o VAR tem influenciado esse cenário, continue lendo. Vamos destrinchar os principais pontos que fazem a arbitragem brasileira parecer cada vez mais distante do futebol moderno.

Tempo de jogo reduzido e a postura conservadora dos árbitros

Nos confrontos iniciais da Série A 2026, a média de tempo com a bola em movimento ficou em torno de apenas 45 minutos, praticamente metade do tempo regulamentar. Em partidas como Athletico x Santos, com 30 faltas marcadas, e Fluminense x Botafogo, com 29 infrações, a interrupção constante é clara. Esse estilo de arbitragem, marcado por muitas paradas, facilita o trabalho dos árbitros, que conseguem acompanhar o jogo com menos pressão, mas prejudica o espetáculo.

O futebol moderno, que a gente acompanha em ligas europeias e competições internacionais, é veloz, com transições rápidas e pouca tolerância para interrupções desnecessárias. No Brasil, a insistência em marcar faltas até em disputas de bola que fazem parte do jogo cria um ritmo lento e pouco emocionante.

O impacto do VAR: mais paradas e menos jogo

Quando a tecnologia do VAR chegou ao futebol brasileiro, a expectativa era de que ajudasse a corrigir erros claros de arbitragem sem atrapalhar a fluidez das partidas. Mas o que se viu foi o contrário. O uso excessivo e, muitas vezes, desnecessário do vídeo para revisar jogadas tem prolongado as paralisações, deixando os jogos truncados.

Além disso, a arbitragem de vídeo seguiu a linha conservadora dos árbitros em campo, reforçando a marcação de faltas consideradas “leves” e ampliando o número de intervenções. Essa postura tem sido criticada por especialistas e torcedores que preferem um futebol mais natural e menos burocrático.

Faltinhas e a polêmica da interpretação das jogadas

Um exemplo recente foi o choque entre Vitão, do Flamengo, e Matheus Martins, do Botafogo, em lance onde a bola nem sequer havia sido dominada pelo atacante. Em outros países, esse tipo de disputa é encarado como parte do jogo, mas aqui virou falta. Essa diferença de interpretação é uma das razões pelas quais o futebol brasileiro parece preso a um modelo ultrapassado, onde a arbitragem interfere demais no andamento da partida.

Além disso, argumentos baseados em opiniões de ex-árbitros que sempre prezaram pela marcação rigorosa não ajudam a mudar essa cultura. A experiência deles é válida, mas não pode ser usada para justificar a insistência em um modelo que prejudica o espetáculo e a naturalidade do jogo.

O desafio de modernizar a arbitragem brasileira

O futebol brasileiro precisa urgentemente se adaptar às exigências do futebol contemporâneo. Isso envolve revisar a forma como árbitros e o VAR atuam, buscando menos interrupções e mais fluidez. A arbitragem não pode ser um empecilho para o jogo, mas sim um facilitador que permita que as equipes joguem com intensidade e velocidade.

É fundamental que as federações e responsáveis pela formação dos árbitros promovam uma atualização constante, focando em critérios mais modernos e coerentes com o que se vê nas principais ligas do mundo. O torcedor merece partidas emocionantes, com lances de perigo e ritmo acelerado, e não jogos truncados por marcações excessivas e longas revisões de vídeo.

Se queremos ver o futebol brasileiro brilhar novamente, o primeiro passo é libertar a partida da arbitragem excessivamente parada e do VAR intervencionista. Só assim poderemos resgatar a essência do futebol que tanto amamos.

O debate está aberto, e a mudança depende da coragem de quem comanda o esporte no país. O futebol merece mais bola rolando e menos apito parado.

Perguntas Frequentes

Por que o tempo de jogo é tão baixo no futebol brasileiro?

O tempo efetivo de bola rolando é reduzido devido a muitas interrupções e marcações de faltas que prejudicam o ritmo das partidas.

Como o VAR tem afetado os jogos no Brasil?

O uso excessivo do VAR tem prolongado as paralisações, tornando os jogos mais truncados e menos dinâmicos do que deveriam ser.

Qual é o impacto das faltas marcadas pelos árbitros?

A marcação excessiva de faltas, até em disputas normais, contribui para um ritmo lento e menos emocionante no futebol brasileiro.

Por que a arbitragem brasileira é considerada conservadora?

Os árbitros tendem a marcar faltas com rigor, seguindo uma postura que impede a fluidez do jogo e se distancia das práticas de ligas internacionais.

O que pode ser feito para melhorar a arbitragem no Brasil?

É necessário revisar os critérios de arbitragem e promover atualizações que permitam mais intensidade e menos interrupções nas partidas.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

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