Copa do Mundo 2026: Quem vai lucrar e quem pode perder no varejo brasileiro
A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, já está no radar de brasileiros e empresas, especialmente do setor varejista. A expectativa é alta para aproveitar o entusiasmo do público com os jogos, mas também existe um certo receio sobre a possível queda no movimento em lojas físicas durante as partidas da Seleção Brasileira.
Um estudo recente do Santander Brasil trouxe um panorama detalhado sobre quais segmentos do varejo devem sair ganhando e quais enfrentam maiores desafios durante o torneio. Quer entender quem vai se beneficiar com o evento e quem pode sentir o baque? Continue a leitura para descobrir.
Setores que vão surfar na onda da Copa do Mundo
O relatório do Santander destaca que o formato ampliado da Copa, com 48 seleções e mais jogos, deve aumentar os impactos econômicos do evento. Além disso, o fuso horário entre Brasil e países-sede fará com que a maioria das partidas aconteça no início da noite, um horário que pode influenciar o comportamento do consumidor.
Entre os grandes beneficiados, o Grupo SBF, dono da Centauro, aparece em destaque. Isso se deve à forte demanda por camisas da Seleção e artigos esportivos, que costumam bombar em anos de Copa. O Mercado Livre também deve aproveitar o momento, atuando tanto na venda desses produtos quanto em eletrônicos e eletrodomésticos, como televisores, que são essenciais para quem não quer perder nenhum lance.
- Eletrônicos e bens duráveis: Casas Bahia e Magazine Luiza devem sentir o aumento na procura, impulsionados pelo desejo dos consumidores de garantir uma TV nova para assistir aos jogos.
- Equipamentos esportivos: A Vulcabras, com a marca Mizuno, pode registrar crescimento nas vendas de chuteiras e tênis, aproveitando a popularidade do futebol.
- Alimentação e lazer: A Arcos Dourados, que administra o McDonald’s no Brasil, costuma lançar promoções temáticas durante a Copa, atraindo clientes interessados em experiências ligadas ao evento.
- Turismo: A CVC deve ganhar com o aumento na procura por pacotes de viagem para os países-sede, já que muitos torcedores querem acompanhar os jogos de perto.
Quem deve enfrentar dificuldades durante o Mundial
Apesar do otimismo em alguns setores, o Santander alerta que a Copa do Mundo pode prejudicar as vendas totais do varejo, especialmente entre julho e setembro de 2026. A principal razão é a redução do fluxo de consumidores nas lojas físicas nos dias de partidas, um problema que deve atingir particularmente o segmento de moda.
Redes como Renner, C&A e Guararapes estão na lista das mais impactadas negativamente, pois enfrentam queda na frequência dos clientes durante os jogos. Já marcas de luxo, como a Vivara, podem sofrer menos, graças ao perfil diferenciado do público que consome seus produtos.
Outros segmentos, como farmácias, devem sentir um impacto menor. A RD Saúde e a Pague Menos, por exemplo, podem compensar a menor circulação com a venda de produtos farmacêuticos não essenciais.
Por outro lado, varejistas de alimentos e bebidas, como Assaí, Grupo Mateus e Pão de Açúcar, podem equilibrar a balança. A demanda por itens para churrasco, cervejas e petiscos tende a crescer, compensando a queda no movimento geral.
O histórico das Copas e o impacto no varejo
O Santander também analisou os efeitos das últimas cinco Copas do Mundo no varejo brasileiro. A conclusão é clara: nos meses em que os jogos acontecem, o crescimento anual das vendas costuma ser mais fraco do que no restante do ano.
“Consideramos esse padrão como evidência de que a Copa do Mundo tende a impactar negativamente o desempenho geral das vendas no varejo”,
afirmam os analistas.
Isso reforça a ideia de que, apesar do aumento em setores específicos, o evento pode causar uma retração no consumo em muitas categorias, especialmente nas lojas físicas. Por isso, as empresas precisam estar preparadas para aproveitar as oportunidades e minimizar os riscos.
A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar muito o varejo brasileiro, mas com ganhos e desafios bem distribuídos. A chave para o sucesso está em entender o comportamento do consumidor durante o torneio e ajustar as estratégias para surfar essa onda da melhor forma possível.
Perguntas Frequentes
Quais setores do varejo devem se beneficiar durante a Copa do Mundo de 2026?
Setores como eletrônicos, equipamentos esportivos, alimentação e turismo devem se beneficiar com o evento.
Quem são os principais varejistas que vão lucrar com a Copa do Mundo?
Grupo SBF, Mercado Livre, Casas Bahia, Magazine Luiza e Arcos Dourados são alguns dos principais beneficiados.
Quais setores enfrentarão dificuldades durante a Copa do Mundo?
Segmentos como moda e marcas de luxo podem enfrentar dificuldades devido à queda no fluxo de consumidores.
Como a Copa do Mundo impacta o comportamento do consumidor?
O horário das partidas pode reduzir a frequência de consumidores nas lojas físicas, afetando as vendas.
Qual é a conclusão sobre o impacto das Copas anteriores no varejo?
Historicamente, o crescimento das vendas durante as Copas é mais fraco do que em outros períodos do ano.