Botafogo encara desafio para liberar transfer ban e registrar reforços
O Botafogo vive um momento complicado fora de campo. Desde o fim de 2025, o clube carioca está impedido de registrar novos jogadores por conta de um transfer ban imposto pela Fifa. A dívida milionária com o Atlanta United, dos Estados Unidos, relacionada à contratação do meia Thiago Almada, trava as negociações e deixa a diretoria em busca de soluções.
Na última terça-feira (20), o diretor de gestão Alessandro Brito falou abertamente sobre a situação em coletiva de imprensa, detalhando os obstáculos enfrentados para derrubar a punição e garantir reforços para a temporada. Se você quer entender como o Botafogo está tentando reverter esse cenário, continue a leitura.
Transfer ban: entenda a origem do problema e o impacto no Botafogo
O transfer ban foi imposto em 31 de dezembro de 2025, após a Fifa condenar o Botafogo a pagar 21 milhões de dólares (aproximadamente R$ 114 milhões) ao Atlanta United. O valor corresponde à contratação de Thiago Almada, meia argentino que chegou ao clube carioca em 2024, mas que ainda gera polêmica devido a questões contratuais entre os clubes.
Além da penalização, o Botafogo enfrenta outra dor de cabeça na Justiça, desta vez com o Vélez Sarsfield, da Argentina, por conta da contratação do volante Álvaro Montoro. Enquanto isso, o clube não pode registrar novas contratações, o que limita o planejamento para a Série A e demais competições.
Negociações travadas: os desafios para acertar com a MLS
Desde outubro de 2025, a diretoria vem tentando negociar com a Major League Soccer (MLS) e o Atlanta United uma forma de quitar a dívida sem comprometer o equilíbrio financeiro do clube. Alessandro Brito reconheceu que o processo é complexo e envolve trâmites jurídicos internacionais e garantias financeiras.
“Estamos trabalhando de forma incansável para encontrar uma solução. Não é simples, pois envolve a MLS, termos jurídicos e garantias. Queremos que o clube fique estável para os próximos meses e as futuras contratações”, explicou o diretor.
O Botafogo propôs o pagamento parcelado da dívida, mas a MLS rejeitou o modelo. A liga americana apresentou duas opções: o pagamento integral à vista ou o pagamento de metade do valor de entrada e o restante em até um ano. Até o momento, as conversas continuam, mas sem um acordo fechado.
O que está em jogo para o futuro do Botafogo
O transfer ban representa um obstáculo direto no planejamento do Botafogo para 2026. Sem poder registrar reforços, o time corre o risco de perder competitividade em um ano que promete ser disputado. A diretoria sabe que a solução passa por um acordo rápido, mas que também preserve a saúde financeira do clube.
Enquanto isso, a torcida acompanha de perto e espera que a situação seja resolvida sem maiores prejuízos. O Botafogo precisa mostrar que está preparado para superar desafios dentro e fora de campo para manter sua tradição e ambição no futebol brasileiro.
O desfecho dessa novela ainda está por vir, mas o clube sabe que o tempo não está ao seu lado. Resta torcer para que as negociações avancem e o transfer ban seja suspenso em breve, permitindo a chegada de reforços e a retomada do crescimento alvinegro.
Perguntas Frequentes
O que é um transfer ban?
Um transfer ban é uma punição que impede um clube de registrar novos jogadores devido a dívidas ou violações de regras.
Qual é a dívida do Botafogo com o Atlanta United?
O Botafogo deve 21 milhões de dólares ao Atlanta United, referentes à contratação do meia Thiago Almada.
Como o Botafogo está tentando resolver a situação?
O clube está negociando com a MLS e o Atlanta United para quitar a dívida sem comprometer suas finanças.
Quais são as opções apresentadas pela MLS?
A MLS ofereceu o pagamento integral à vista ou metade do valor de entrada e o restante em até um ano.
Qual o impacto do transfer ban no Botafogo?
O transfer ban limita a capacidade do Botafogo de registrar reforços, afetando seu planejamento para a temporada.