Campeonatos

Premier League e polícia intensificam combate ao racismo nas redes sociais

24. fevereiro. 2026
4. Min. de leitura
Premier League e polícia intensificam combate ao racismo nas redes sociais

Nos últimos dias, a luta contra o racismo voltou a ganhar força no futebol britânico. Durante a rodada do fim de semana, quatro jogadores foram vítimas de ataques raciais nas redes sociais, o que mobilizou a Premier League e a Polícia Britânica a agirem rapidamente. As ofensas partiram de perfis anônimos e direcionadas a atletas de times distintos, levantando um debate urgente sobre o papel das plataformas digitais no controle desse tipo de crime.

O cenário exige atenção redobrada e medidas eficazes para proteger os jogadores e garantir um ambiente mais justo dentro e fora dos gramados. Se você quer entender como as autoridades estão agindo e o impacto dessas ações no futebol, continue a leitura.

Jogadores alvo de ataques raciais durante o fim de semana

No sábado, Wesley Fofana, do Chelsea, e Hannibal Mejbri, do Burnley, foram os primeiros a sofrer com mensagens de cunho racial. Já no domingo, Tolu Arokodare, do Wolverhampton, e Romaine Mundle, do Sunderland, também receberam comentários ofensivos em suas redes sociais. Essas ações chamaram a atenção da Unidade de Policiamento do Futebol (UKFPU), que imediatamente abriu uma investigação em parceria com a Premier League.

O problema não ficou restrito à Inglaterra. Dois jogadores do Rangers, da Escócia, Djeidi Gassama e Emmanuel Fernandez, também foram alvos de ataques raciais em suas contas do Instagram após o empate contra o Livingstone, na segunda-feira. As ofensas foram oficialmente reportadas às autoridades e à empresa responsável pela rede social, que vem sendo pressionada a colaborar na identificação dos responsáveis.

Autoridades britânicas cobram ações e plataformas são pressionadas

O caso ganhou repercussão política, com o porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer cobrando publicamente uma postura mais firme da Meta, dona do Instagram. Mark Roberts, chefe da UKFPU, reforçou que “não há espaço para abuso racial, seja online ou presencialmente”, destacando que quem acredita que pode se esconder por trás da tela está enganado.

“A UKFPU condena esse comportamento abominável e garantiremos que, por meio de nossa equipe dedicada de agentes, faremos tudo o que for possível para identificar os responsáveis e levá-los à Justiça.”

Entidades como o movimento Kick It Out também se posicionaram, pedindo maior rigor das plataformas digitais para coibir esse tipo de comportamento. O governo britânico classificou os episódios como “abomináveis”, sinalizando que o combate ao racismo no futebol segue como prioridade máxima.

Parceria da Premier League reforça o combate à discriminação online

Desde fevereiro de 2026, a Premier League mantém uma aliança estratégica com a UKFPU e a Ofcom, agência reguladora de comunicação, para enfrentar abusos e discriminação na internet contra jogadores e profissionais do futebol. Essa união também envolve a Federação Inglesa, a English Football League, a WSL (liga feminina), a Associação de Jogadores Profissionais e o Kick It Out.

O trabalho conjunto permite o monitoramento constante de conteúdos preconceituosos, que são reportados às plataformas e às autoridades competentes. Além da investigação, as ações preventivas buscam empoderar os usuários e garantir o cumprimento da Lei de Segurança Online, que impõe regras mais rígidas para as redes sociais.

Essa estrutura de combate ganhou ainda mais destaque após o episódio envolvendo Vinícius Jr. na Champions League, quando o atacante brasileiro denunciou injúria racial durante a partida entre Real Madrid e Benfica. A denúncia desencadeou uma investigação da Uefa e reforçou a necessidade de protocolos claros para situações de racismo em campo e fora dele.

O cenário atual mostra que a Premier League e as autoridades britânicas estão unidas em uma causa que transcende o esporte. A busca por justiça e respeito é constante, e a pressão sobre as plataformas digitais cresce a cada novo caso, deixando claro que o futebol não aceita mais espaço para o racismo.

O combate ao racismo no futebol é uma batalha diária, e esses recentes episódios reforçam a importância de ações firmes e integradas para proteger os atletas e promover um ambiente verdadeiramente inclusivo.

Perguntas Frequentes

Quais jogadores foram atacados racialmente durante o fim de semana?

Wesley Fofana, Hannibal Mejbri, Tolu Arokodare e Romaine Mundle foram alvos de ataques raciais.

Como a polícia britânica está lidando com os ataques raciais?

A UKFPU abriu investigações em parceria com a Premier League para identificar os responsáveis pelos ataques.

Qual é a postura do governo britânico sobre o racismo no futebol?

O governo classifica os episódios como abomináveis e enfatiza que o combate ao racismo é prioridade máxima.

O que é a UKFPU?

A UKFPU é a Unidade de Policiamento do Futebol, responsável por investigar crimes relacionados ao futebol, incluindo racismo.

Quais são as ações preventivas da Premier League contra o racismo?

A Premier League, em parceria com a UKFPU e outras entidades, monitora conteúdos preconceituosos e busca empoderar os usuários.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

Ver mais posts de Lucas Tavares
Ofertas do Dia