CBF adia estreia do impedimento semiautomático no Brasileirão e explica os motivos
A tão aguardada tecnologia do impedimento semiautomático, que prometia revolucionar a arbitragem no Campeonato Brasileiro a partir de 2026, não vai estrear na data prevista. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que o sistema, que inicialmente começaria a funcionar já na primeira rodada do Brasileirão, marcada para 28 de janeiro, sofreu atrasos por conta de entraves logísticos e técnicos. O adiamento frustra torcedores e especialistas, mas a entidade garante que o projeto está em andamento e será implementado com segurança.
Quer entender o que está acontecendo nos bastidores e por que o Brasil não terá a novidade no início da próxima temporada? Continue a leitura e confira todos os detalhes sobre o adiamento, as etapas que ainda precisam ser concluídas e o impacto dessa tecnologia no futebol nacional.
Por que o impedimento semiautomático não estreia em 2026?
Em novembro do ano passado, a CBF anunciou um contrato com a empresa Genius Sports, a mesma que implementou a tecnologia na Premier League, para trazer o sistema de impedimento semiautomático ao Campeonato Brasileiro. A ideia era usar câmeras especiais para auxiliar os árbitros na marcação de impedimentos, tornando as decisões mais rápidas e precisas.
No entanto, desde a assinatura do contrato, a confederação enfrentou dificuldades para importar os equipamentos e adaptar a tecnologia às diferentes arenas dos 20 clubes da Série A. Cada estádio precisa receber entre 28 e 32 câmeras de alta precisão, que captam imagens capazes de criar uma réplica digital da partida. Isso permite acompanhar detalhadamente os movimentos dos jogadores e da bola, superando a qualidade do VAR tradicional.
Esses desafios técnicos e logísticos atrasaram o cronograma. Atualmente, o projeto está na fase de vistorias técnicas, que avaliam a infraestrutura dos estádios para suportar a instalação dos equipamentos necessários. Das quase 30 arenas que receberão jogos do Brasileirão, 16 já passaram pela inspeção, incluindo o Maracanã, Mineirão, Allianz Parque e Beira-Rio. As próximas visitas serão em estádios como a Arena Condá e o Baenão.
O que falta para o sistema entrar em funcionamento?
Apesar do atraso, a CBF mantém a expectativa de lançar o impedimento semiautomático em breve, mas ainda sem uma data definida. O presidente do grupo técnico de arbitragem da confederação, Netto Góes, ressaltou que o compromisso é com um projeto “sólido e seguro”, que atenda à grandeza do futebol brasileiro.
“Nossa expectativa é colocar o sistema em pleno funcionamento dentro de um modelo definitivo, após todos os testes necessários, em uma data que será anunciada em conjunto”, afirmou Góes.
O tempo curto entre a decisão de adotar a tecnologia, o contrato firmado e a implementação prática foi um dos principais motivos para o atraso. Para se ter uma ideia, na Premier League, que é referência no assunto, a implantação do sistema levou cerca de oito meses além do planejado. Lá, o uso efetivo só começou na 32ª rodada da temporada 2024/25, mesmo depois do anúncio inicial.
O que esperar do impedimento semiautomático no futebol brasileiro?
Quando finalmente estiver em operação, o sistema promete acelerar as decisões da arbitragem, diminuindo o tempo gasto para validar lances de impedimento. Na Inglaterra, a tecnologia reduziu em pelo menos 30% o tempo de análise dessas jogadas, o que traz mais fluidez ao jogo e menos interrupções.
O vice-presidente da Genius Sports na América Latina, Guilherme Buso, destacou a importância do projeto para a empresa e para o Brasil. Segundo ele, o país será o quarto do mundo a receber a tecnologia, que já opera na Inglaterra, Bélgica e a partir de janeiro de 2026, no México.
“O projeto com a CBF é a principal prioridade do ano e representa uma das maiores implantações individuais da empresa no mundo”, comentou Buso.
Para o futebol brasileiro, essa inovação pode representar um salto importante na modernização da arbitragem e na credibilidade das decisões dentro de campo, desde que o sistema seja implementado com o cuidado necessário.
O adiamento do impedimento semiautomático deixa claro que a tecnologia, apesar de promissora, exige um preparo minucioso para funcionar corretamente em um campeonato tão complexo e com tantas variáveis como o Brasileirão. A torcida agora precisa ter paciência, mas pode esperar por um futuro em que as polêmicas de impedimento sejam cada vez menos frequentes.
Perguntas Frequentes
Por que a CBF adiou a estreia do impedimento semiautomático?
O adiamento ocorreu devido a entraves logísticos e técnicos enfrentados na importação e instalação dos equipamentos.
O que é o sistema de impedimento semiautomático?
É uma tecnologia que utiliza câmeras especiais para auxiliar árbitros na marcação de impedimentos, tornando decisões mais rápidas.
Quando o sistema de impedimento semiautomático será implementado?
Ainda não há uma data definida, mas a CBF espera lançar o sistema em breve após a conclusão dos testes necessários.
Quantas câmeras são necessárias para o sistema funcionar?
Cada estádio precisa de entre 28 e 32 câmeras de alta precisão para capturar os movimentos dos jogadores e da bola.
Quais são os benefícios do impedimento semiautomático?
O sistema promete reduzir em 30% o tempo de análise de lances de impedimento, trazendo mais fluidez ao jogo.