Athletico Paranaense retorna ao futebol feminino em 2026 com nova parceria
Depois de uma pausa forçada, o Athletico Paranaense vai voltar a ter um time feminino em 2026. A retomada não é apenas uma decisão do clube, mas uma exigência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que obriga os 20 times da Série A do Campeonato Brasileiro masculino a manter equipes femininas. O retorno acontece após o clube garantir seu lugar na elite do futebol nacional.
Com a reestruturação, o Athletico anunciou uma parceria com o Imperial Futebol Clube para disputar as competições femininas sob a marca do clube rubro-negro. A estratégia visa fortalecer o futebol feminino de forma sustentável e competitiva, garantindo presença na modalidade com um projeto sólido e de longo prazo.
Parceria com o Imperial: estratégia para fortalecer o futebol feminino
O Athletico Paranaense comunicou oficialmente que a equipe feminina para a temporada de 2026 será formada em parceria com o Imperial Futebol Clube. A decisão faz parte do planejamento estratégico do clube para retomar sua participação no futebol feminino após a desativação da categoria no fim de 2024, consequência do rebaixamento do time masculino para a Série B.
O Imperial é reconhecido por sua estrutura e seriedade no desenvolvimento do futebol feminino, o que torna a união uma aposta para melhorar o desempenho imediato da equipe. Além disso, o Athletico pretende usar essa parceria para construir as bases de um projeto próprio e definitivo no futebol feminino.
“O Athletico reafirma seu compromisso com o desenvolvimento do futebol feminino e com a construção de um modelo sólido, perene e alinhado às melhores práticas de gestão esportiva.”
Futebol feminino no Brasil: da proibição à obrigatoriedade
É importante lembrar que o futebol feminino no Brasil enfrentou um longo período de proibição. Em 1941, o governo de Getúlio Vargas proibiu a prática do esporte para mulheres, alegando incompatibilidade com suas “condições de natureza”. Essa restrição só foi revogada em 1979, após 38 anos de proibição.
Quase 50 anos depois, a CBF impôs uma nova regra que obriga os clubes da Série A masculina a manterem equipes femininas adultas e de base, sob pena de perderem o licenciamento para disputar o Campeonato Brasileiro. Essa medida visa fortalecer e ampliar o futebol feminino no país, garantindo maior visibilidade e investimento na modalidade.
Contexto regional: histórico do futebol feminino no Paraná
O Campeonato Paranaense Feminino é disputado oficialmente desde 1998, e o Athletico é um dos clubes de destaque na competição, com cinco títulos no currículo, ficando atrás apenas do Foz Cataratas, que lidera com oito conquistas. O Novo Mundo e o Coritiba também marcam presença na história do torneio, com quatro e um título, respectivamente.
Na esfera nacional, os clubes paranaenses ainda buscam maior destaque. Atualmente, apenas o Coritiba e o Toledo representam o estado nas divisões do Campeonato Brasileiro feminino, ambos na Série A3, a terceira divisão da modalidade. O retorno do Athletico ao futebol feminino promete movimentar o cenário estadual e trazer mais competitividade para o Paraná.
Com a retomada do projeto e a parceria com o Imperial, o Athletico Paranaense demonstra que está disposto a investir no futebol feminino de forma consistente. O desafio agora é manter a equipe competitiva e cumprir as exigências da CBF, contribuindo para o crescimento da modalidade no país.
Perguntas Frequentes
Quando o Athletico Paranaense voltará a ter time feminino?
O Athletico Paranaense retornará ao futebol feminino em 2026.
Com quem o Athletico Paranaense fará parceria para o time feminino?
O Athletico fará parceria com o Imperial Futebol Clube.
Por que o Athletico Paranaense está voltando ao futebol feminino?
A volta é uma exigência da CBF para os clubes da Série A manterem equipes femininas.
Qual é o histórico do futebol feminino no Paraná?
O Campeonato Paranaense Feminino existe desde 1998, com o Athletico sendo um dos clubes de destaque.
Qual o objetivo da parceria entre Athletico e Imperial?
O objetivo é fortalecer o futebol feminino de forma sustentável e competitiva.