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Parlamentares europeus cogitam boicote à Copa do Mundo de 2026 por crise diplomática

20. janeiro. 2026
3. Min. de leitura

Enquanto o mundo acompanha o Fórum Econômico Mundial em Davos, uma nova polêmica surge nos bastidores do futebol. Parlamentares de diversos países europeus começaram a discutir a possibilidade de boicotar a Copa do Mundo de 2026, que terá Estados Unidos, México e Canadá como sedes. A medida seria uma resposta direta às tensões geradas pela escalada diplomática envolvendo os Estados Unidos e a Groenlândia, território sob domínio dinamarquês.

O cenário político delicado tem ganhado espaço até nos gramados, com líderes europeus alertando para o risco de um evento com participação comprometida. Quer entender o que está por trás dessa movimentação? Continue a leitura para saber os detalhes dessa história que mistura futebol, geopolítica e interesses estratégicos.

O que motivou a ameaça de boicote à Copa do Mundo?

O estopim da crise é o interesse do governo americano em adquirir a Groenlândia, uma ilha no Ártico que pertence à Dinamarca. Apesar de já conhecido desde o primeiro mandato do ex-presidente Donald Trump, o tema voltou à tona com força nas últimas semanas devido à postura agressiva da Casa Branca. Além da proposta de compra, foi aventada até mesmo a possibilidade de uso da força militar para garantir o controle do território.

Essa movimentação gerou desconforto entre os líderes europeus, que enxergam a iniciativa como uma ameaça à soberania e à estabilidade da região. A discussão ganhou espaço no futebol após declarações do parlamentar alemão Jürgen Hardt, que sugeriu um boicote como forma de pressionar o governo americano a recuar.

Reação dos parlamentares europeus e da população

Na Alemanha, o debate tomou corpo rapidamente. Hardt afirmou que a Copa do Mundo é um evento importante para Trump, o que poderia tornar o boicote uma ferramenta eficaz para fazê-lo repensar suas ações. Uma pesquisa do instituto INSA reforça essa posição, apontando que quase metade dos alemães (47%) apoia a ideia de não participar do torneio como forma de protesto.

No Reino Unido, a movimentação também ganhou força. Parlamentares de diferentes partidos, como o conservador Simon Hoare e a trabalhista Kate Osbourne, defenderam o boicote como um sinal claro contra as intenções americanas na Groenlândia. Já o liberal-democrata Luke Taylor sugeriu até o cancelamento da visita do rei Charles III aos Estados Unidos, ampliando o pacote de medidas para pressionar o governo de Trump.

Posicionamento oficial e perspectivas para o futuro da Copa

Apesar do barulho político, nenhuma federação nacional deu sinais concretos de que vai retirar sua seleção da competição. A Alemanha, por exemplo, ressaltou que a decisão cabe à sua entidade esportiva e à FIFA, que organiza o Mundial. No Reino Unido, a ministra Yvette Cooper indicou que o diálogo diplomático seguirá ativo, destacando que o relacionamento entre o primeiro-ministro Keir Starmer e o presidente americano já resultou em investimentos bilionários em tecnologia.

Assim, a Copa do Mundo de 2026 segue no radar, mas com uma sombra política que pode influenciar o evento. O futebol, que sempre foi um espaço de união, agora reflete as tensões globais e mostra como o esporte está cada vez mais conectado aos rumos do mundo.

Fique atento às próximas movimentações, pois a combinação entre política e futebol promete agitar não só os gramados, mas também os corredores do poder.

Perguntas Frequentes

Qual é a principal razão para o boicote à Copa do Mundo de 2026?

O boicote é uma resposta às tensões geradas pela intenção dos EUA de adquirir a Groenlândia.

Como a população está reagindo ao possível boicote?

Uma pesquisa indica que 47% dos alemães apoiam a ideia de boicotar a Copa como forma de protesto.

Quais países estão envolvidos na discussão do boicote?

Parlamentares de diversos países europeus, especialmente da Alemanha e do Reino Unido, estão discutindo o boicote.

O que pensa a Alemanha sobre a participação na Copa do Mundo?

A Alemanha afirma que a decisão de participar cabe à sua entidade esportiva e à FIFA.

Qual é a perspectiva para a Copa do Mundo de 2026 diante dessa crise?

Apesar das tensões políticas, a Copa do Mundo de 2026 segue programada, mas com um cenário incerto.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

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