Francana é multada em R$ 8 mil por cantos homofóbicos na Copa São Paulo Júnior
O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol de São Paulo (TJDF-SP) aplicou uma multa de R$ 8 mil à Associação Atlética Francana por causa de cantos homofóbicos entoados por parte de sua torcida durante o jogo contra a Ponte Preta, válido pela quarta rodada da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A decisão foi divulgada na última segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, e reforça o combate a qualquer tipo de discriminação nos estádios.
O episódio aconteceu em um momento delicado para a equipe francana, que acabou eliminada da competição após perder nos pênaltis para a Ponte Preta. O caso chama atenção para a importância de manter o respeito e a ética no futebol, especialmente em torneios de base.
Denúncia e punição: o que diz o Código Brasileiro de Justiça Desportiva
A Francana foi denunciada com base no Artigo 243-G, §2º, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Esse artigo prevê punições para atos discriminatórios, desdenhosos ou ultrajantes motivados por preconceito relacionado a origem étnica, raça, sexo, cor, idade, entre outros. A denúncia destacou os cantos homofóbicos, que ferem o princípio do respeito no esporte.
A Comissão Disciplinar do TJDF-SP foi unânime na aplicação da multa, entendendo que o clube tem responsabilidade sobre o comportamento de sua torcida, mesmo que as manifestações tenham sido pontuais. A decisão reforça a necessidade de medidas firmes para coibir o preconceito nos estádios brasileiros.
O jogo que marcou a eliminação da Francana na Copinha
O confronto contra a Ponte Preta foi tenso e decidido nos detalhes. Após empate por 1 a 1 no tempo normal, a disputa foi para os pênaltis, onde a Francana acabou derrotada por 5 a 4, deixando a competição. O jogo ficou marcado não só pela eliminação, mas também pelos episódios de discriminação, que infelizmente ainda acontecem em eventos esportivos.
Apesar da derrota, o foco segue para a formação dos jovens atletas e a conscientização sobre o respeito dentro e fora de campo.
Posicionamento da Francana e o combate à discriminação no futebol paulista
A Francana não se manifestou oficialmente sobre a multa, mas sua assessoria reconheceu que houve cerca de duas manifestações homofóbicas durante a partida. De acordo com o clube, os cânticos foram rapidamente interrompidos após advertência via sistema de som do estádio, o que fez a torcida cessar as ofensas.
Mesmo assim, a arbitragem registrou o ocorrido na súmula do jogo, o que contribuiu para a denúncia e a consequente punição. A assessoria também ressaltou que a Federação Paulista de Futebol tem adotado postura rigorosa contra esses atos. Nesta edição da Copa São Paulo, pelo menos três clubes já foram punidos por episódios semelhantes, mostrando que o combate ao preconceito é prioridade.
O futebol é um espaço de inclusão e diversidade, e atitudes discriminatórias não têm lugar dentro das quatro linhas. A punição aplicada à Francana serve como alerta para todos os clubes e torcedores que desejam um esporte mais justo e respeitoso.
O episódio reforça a importância de manter a vigilância e o controle durante os jogos para que o futebol continue sendo uma paixão que une, e não que separa.
Perguntas Frequentes
Qual foi o valor da multa aplicada à Francana?
A multa aplicada à Francana foi de R$ 8 mil.
Qual foi o motivo da multa à Associação Atlética Francana?
A multa foi aplicada devido a cantos homofóbicos entoados pela torcida durante um jogo.
Que artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva foi invocado?
O artigo invocado foi o 243-G, §2º, que trata de atos discriminatórios.
Como a Francana se posicionou sobre os cantos homofóbicos?
A assessoria da Francana reconheceu que houve manifestações homofóbicas, mas destacou que foram rapidamente interrompidas.
Qual a importância da punição aplicada à Francana?
A punição serve como alerta para coibir atitudes discriminatórias e promover um ambiente respeitoso no futebol.