Futebol feminino no Brasil ganha força com gestoras que transformam os bastidores
O futebol feminino brasileiro tem avançado muito além das jogadoras em campo. Nos bastidores, mulheres têm assumido papéis estratégicos que são fundamentais para o crescimento e profissionalização da modalidade. Essas gestoras comandam departamentos, estruturam projetos e desenvolvem as categorias de base, mostrando que o sucesso do futebol feminino também depende de uma gestão competente e dedicada.
Conheça as principais líderes que vêm moldando o futuro do futebol feminino em clubes de destaque, apostando em planejamento e inovação para fortalecer a modalidade no país. Continue a leitura e descubra como essas profissionais estão fazendo a diferença.
Gestoras que impulsionam o futebol feminino em clubes tradicionais
O protagonismo feminino no futebol brasileiro não está limitado às atletas. Profissionais como Babi Fonseca, Rafaela Esteves, Íris Sesso, Amanda Storck, Simone Lourenço, Luiza Parreiras e Nuéli Silveira têm papel decisivo na evolução da modalidade. Cada uma delas com um histórico sólido e experiência que agregam ao desenvolvimento do esporte.
Babi Fonseca e o desafio no Grêmio
Em 2026, Babi Fonseca assumiu o comando executivo do futebol feminino do Grêmio, trazendo na bagagem uma passagem marcante pelo Cruzeiro. Ela destaca a importância de alinhar as metas do departamento com a grandeza do clube gaúcho, focando na profissionalização e no crescimento competitivo das Mosqueteiras. Com seu olhar estratégico, Babi tem sido peça-chave na consolidação do futebol feminino dentro da estrutura gremista.
Rafaela Esteves e o pioneirismo no Mirassol
Rafaela Esteves lidera o início do futebol feminino no Mirassol, um momento histórico para o clube interiorano que, após mais de cem anos, estreia com uma equipe feminina. Com mais de dez anos de experiência em gestão esportiva, Rafa construiu carreira em clubes como Ferroviária e Corinthians. Seu foco está na supervisão do time profissional e na coordenação das categorias de base, criando uma estrutura sólida para o futebol feminino no interior paulista.
Experiência e inovação na gestão de grandes clubes
Além do Grêmio e Mirassol, outras gestoras vêm se destacando em clubes tradicionais, trazendo conhecimento e modernidade para o futebol feminino.
Íris Sesso no Corinthians
Íris Sesso assumiu a gestão do futebol feminino do Corinthians em um momento de transição, sucedendo Cris Gambaré, que marcou uma era vitoriosa para o clube. Formada em Administração com pós-graduação em liderança, Íris já fazia parte da diretoria desde 2020, o que facilitou sua adaptação e continuidade dos projetos.
Amanda Storck e o crescimento do Fluminense
Amanda Storck é responsável pela criação e estruturação do departamento feminino do Fluminense. Sob sua gestão, o Tricolor conquistou o acesso à elite do Campeonato Brasileiro Feminino A1 e venceu a Copinha Feminina em 2024. Além disso, Amanda também apoiou a Seleção Brasileira Feminina em amistosos e competições internacionais, mostrando sua versatilidade e comprometimento com a modalidade.
Profissionais que fortalecem a base e a governança do futebol feminino
O trabalho dentro dos clubes também envolve a formação de atletas e a governança dos departamentos, áreas em que outras gestoras se destacam.
Simone Lourenço e o Vasco da Gama
Coordenadora do projeto CF4, focado na formação de atletas, Simone Lourenço assumiu o futebol feminino do Vasco em 2025. Professora universitária e especialista em desenvolvimento esportivo, ela tem a missão de estruturar e fortalecer a modalidade dentro do clube, preparando as Meninas da Colina para os desafios futuros.
Luiza Parreiras no Cruzeiro
Com formação em Direito e especializações em direito desportivo e gestão esportiva, Luiza Parreiras integra o projeto das Cabulosas como gerente de futebol feminino. Com passagens por Internacional e América-MG, Luiza foca no planejamento e governança do departamento, especialmente em uma temporada que inclui a estreia do clube na Copa Libertadores Feminina.
Nuéli Silveira e a tradição da Ferroviária
Ex-jogadora multicampeã, Nuéli Silveira hoje coordena o futebol feminino da Ferroviária. Com uma trajetória marcada por títulos importantes, como a Libertadores de 2015 e o Brasileirão de 2019, ela agrega experiência dentro e fora das quatro linhas. Antes de retornar à Ferroviária, atuou na Federação Paulista de Futebol, ampliando seu conhecimento em gestão da modalidade.
Essas gestoras representam o novo momento do futebol feminino brasileiro, mostrando que o sucesso vem da combinação entre talento em campo e profissionalismo nos bastidores. O crescimento da modalidade passa, definitivamente, pela dedicação dessas mulheres que, com visão e estratégia, fazem o futebol feminino do Brasil avançar cada vez mais.
Perguntas Frequentes
Quais são os principais desafios enfrentados pelas gestoras no futebol feminino?
As gestoras enfrentam desafios como a profissionalização, a estruturação de projetos e a captação de recursos.
Quem é Babi Fonseca e qual seu papel no Grêmio?
Babi Fonseca é a executiva do futebol feminino do Grêmio, focando na profissionalização e crescimento das Mosqueteiras.
Como Rafaela Esteves contribuiu para o Mirassol?
Rafaela Esteves liderou a criação do futebol feminino no Mirassol, estabelecendo uma base sólida para a equipe.
Qual a importância de Amanda Storck no Fluminense?
Amanda Storck estruturou o departamento feminino do Fluminense, levando o clube ao acesso na elite do Campeonato Brasileiro.
De que forma Simone Lourenço está impactando o Vasco da Gama?
Simone Lourenço coordena o projeto CF4, focando na formação de atletas e no fortalecimento do futebol feminino no Vasco.