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Lesões no futebol: como a ciência e a nutrição estão mudando o jogo em 2026

25. fevereiro. 2026
4. Min. de leitura
Lesões no futebol: como a ciência e a nutrição estão mudando o jogo em 2026

O futebol em 2026 enfrenta um desafio que vem se agravando: o aumento das lesões entre jogadores. Atletas decisivos que ficam fora de jogos importantes, ou até de toda a temporada, representam um prejuízo que vai além do campo, afetando finanças e estratégias dos clubes. O desgaste físico constante, provocado por calendários apertados e viagens frequentes, virou rotina e obriga times a repensarem a gestão do elenco.

Se antes as lesões eram encaradas como eventos isolados, hoje elas aparecem como um problema crônico, que exige uma abordagem preventiva e multidisciplinar. Para entender melhor essa transformação, conversamos com a biomédica Úrsula Coelho, CEO da healthtech brasileira EON 2Life, que atua no monitoramento fisiológico e personalização da saúde dos atletas.

O novo olhar para a performance: prevenção no centro das atenções

Úrsula destaca que o modelo tradicional do futebol ainda é muito reativo, ou seja, trata as lesões quando já estão instaladas. A proposta que ela defende é mudar essa lógica, colocando a prevenção como prioridade máxima. “O esporte de alto rendimento estressa demais o corpo. Para garantir longevidade, é preciso começar pelo básico: sono, nutrição e rotina”, explica.

Essa visão amplia o conceito de alta performance para além do treino e da competição. Monitorar sinais fisiológicos, ajustar alimentação e garantir descanso adequado são passos essenciais para evitar o desgaste acumulado que prejudica o rendimento e aumenta o risco de lesões.

  • Sono: fundamental para recuperação muscular e equilíbrio hormonal.
  • Nutrição: ainda subestimada, mas vital para manter a energia e a imunidade em alta.
  • Monitoramento constante: uso de tecnologia para identificar sinais de fadiga e prevenir problemas.

Segundo a especialista, a saúde do atleta deve ser encarada como uma bateria que precisa ser recarregada diariamente para manter o desempenho. Essa mudança cultural, que prioriza o cuidado contínuo, pode ser decisiva para que os clubes cheguem ao fim das temporadas com o elenco completo e pronto para os jogos mais importantes.

Nutrição e saúde intestinal: aspectos ainda pouco explorados no futebol

Apesar dos avanços na preparação física e fisioterapia, a nutrição segue em segundo plano em muitas equipes. Pequenas falhas na alimentação e recuperação podem gerar inflamações, queda da imunidade e fadiga crônica, que passam despercebidas, mas impactam diretamente o rendimento.

Além disso, a saúde intestinal, apesar de sua importância, é um tema pouco discutido. O funcionamento do intestino influencia a absorção de nutrientes, a resposta imunológica e até o humor do atleta. Problemas intestinais são mais comuns do que se imagina, como mostram casos recentes de jogadores que precisaram sair de campo por desconfortos estomacais.

Úrsula reforça que a falta de acompanhamento detalhado nessa área pode aumentar a vulnerabilidade dos atletas a infecções e indisposições, comprometendo a performance ao longo da temporada.

Desafios nas categorias de base e no futebol feminino

A preocupação com a prevenção não pode ficar restrita ao futebol profissional. Nas categorias de base, jovens em fase de crescimento são mais suscetíveis a deficiências nutricionais que podem comprometer o desenvolvimento físico e a recuperação de lesões. Muitas vezes, lesões na vida adulta são resultado de falhas acumuladas durante a formação.

No futebol feminino, o desafio é ainda maior. A maior parte dos estudos sobre nutrição esportiva é baseada no organismo masculino, o que dificulta a criação de protocolos adequados para as atletas. As oscilações hormonais naturais influenciam o metabolismo e a recuperação, tornando essencial um acompanhamento personalizado para melhorar a performance.

Essa individualização do cuidado é caminho para reduzir variações de rendimento e potencializar o desempenho, respeitando as particularidades de cada atleta.

O futebol moderno exige que a preparação vá além das quatro linhas. A gestão da saúde, da alimentação e do descanso se tornou peça-chave para manter o elenco saudável e competitivo durante toda a temporada. Com o uso da tecnologia e uma abordagem preventiva, clubes podem transformar a longevidade dos jogadores em vantagem estratégica.

Assim, a ciência e a nutrição estão jogando um papel decisivo no futuro do futebol, garantindo que o talento dos atletas seja preservado e potencializado a cada temporada.

Perguntas Frequentes

Como a nutrição impacta a performance dos atletas?

A nutrição é vital para manter a energia, imunidade e prevenir inflamações que afetam o rendimento.

Quais são os principais fatores para a prevenção de lesões no futebol?

Sono adequado, nutrição balanceada e monitoramento constante são essenciais para a prevenção de lesões.

Por que a saúde intestinal é importante para os atletas?

A saúde intestinal influencia a absorção de nutrientes e a resposta imunológica, impactando diretamente a performance.

Qual é o desafio da nutrição no futebol feminino?

A falta de estudos específicos para o organismo feminino dificulta a criação de protocolos nutricionais adequados.

Como a tecnologia pode ajudar na prevenção de lesões?

A tecnologia permite monitorar sinais fisiológicos, identificando fadiga e prevenindo problemas antes que se tornem lesões.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

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