Morenão pode voltar a receber jogos em 2026 após acordo de gestão com o governo
O Estádio Universitário Pedro Pedrossian, conhecido como Morenão, maior palco do futebol em Mato Grosso do Sul, está perto de reabrir suas portas para o futebol profissional. Após mais de três anos fechado para reformas, o estádio com capacidade para mais de 40 mil torcedores poderá voltar a sediar partidas nos próximos meses, trazendo esperança para clubes e torcedores da capital sul-mato-grossense.
O avanço surgiu com a finalização do contrato de concessão entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e o Governo do Estado, que deve ser oficializado até o fim de março. A notícia anima quem acompanha o futebol local, já que o Morenão é palco de grandes histórias e partidas históricas desde sua inauguração em 1971.
Plano de reabertura e primeiros passos para a retomada
Com o acordo firmado, o governo estadual assume a responsabilidade pela gestão do Morenão e já trabalha em um plano para recuperar a estrutura do estádio e viabilizar seu retorno ao calendário esportivo. Marcelo Miranda, secretário estadual de Turismo, Esporte e Cultura, afirmou que a intenção é iniciar a retomada assim que o acesso ao estádio for liberado.
“O governador Riedel quer começar esse processo com ações concretas que atendam rapidamente as expectativas dos clubes locais. Estamos empenhados há bastante tempo e, apesar das dificuldades, avançamos consideravelmente”, destacou Miranda.
Uma das primeiras intervenções planejadas é a troca do gramado, que será feita em parceria com a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul. A expectativa é que o estádio seja liberado de forma provisória entre junho e julho, ainda que algumas melhorias estruturais continuem em andamento para garantir a segurança necessária.
Mais de mil dias sem futebol profissional no Morenão
O Morenão não recebe partidas de futebol masculino profissional desde abril de 2022, quando o Operário-MS conquistou o título do Campeonato Sul-Mato-Grossense ao vencer o Dourados por 1 a 0. Desde então, o estádio está fechado para reformas nos banheiros e vestiários, o que obrigou os clubes locais a utilizarem o Estádio Jacques da Luz, com capacidade para cerca de 3,2 mil torcedores.
Essa limitação afeta não só o público, mas também a participação em competições nacionais, já que regulamentos como o da Copa do Brasil exigem estádios com maior capacidade e infraestrutura adequada. Atualmente, o Operário-MS segue na disputa da Copa do Brasil e enfrentará o Vila Nova na terceira fase. Caso avance, pode ser obrigado a mandar seus jogos fora do estado, com a Arena Pantanal, em Cuiabá, como uma das opções.
História e expectativa para o futuro do Morenão
Desde sua inauguração em 1971, o Morenão é referência no futebol local e um dos maiores estádios universitários da América Latina. Ao longo dos anos, recebeu jogos memoráveis, como a partida entre Santos, com Pelé, e Comercial em 1973, além de um confronto válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010 com a Seleção Brasileira.
Com o novo acordo entre o governo estadual e a UFMS, a expectativa é que o Morenão volte a ser um palco vibrante para o futebol sul-mato-grossense, recuperando seu protagonismo e apoiando o crescimento dos clubes da região.
O retorno do Morenão é aguardado com ansiedade por torcedores e dirigentes. A reabertura não apenas representará a volta de um símbolo esportivo, mas também poderá impulsionar o futebol local, trazendo mais visibilidade e condições adequadas para competições importantes.
Perguntas Frequentes
Quando o Morenão foi inaugurado?
O Morenão foi inaugurado em 1971.
Qual a capacidade do Morenão?
O Morenão tem capacidade para mais de 40 mil torcedores.
Por que o Morenão está fechado desde 2022?
O Morenão está fechado para reformas nos banheiros e vestiários desde abril de 2022.
Quais as primeiras intervenções planejadas para o Morenão?
A primeira intervenção planejada é a troca do gramado, em parceria com a Federação de Futebol de MS.
Qual o impacto do fechamento do Morenão para os clubes locais?
O fechamento limitou a capacidade dos clubes de participar de competições nacionais que exigem estádios maiores.