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Parada pelo Clima no Paraense 2026: futebol e alerta contra as mudanças climáticas

20. fevereiro. 2026
4. Min. de leitura
Parada pelo Clima no Paraense 2026: futebol e alerta contra as mudanças climáticas

O Campeonato Paraense de 2026 ganhou um novo protagonista além das jogadas e gols: a Parada pelo Clima. A iniciativa, criada pela Federação Paraense de Futebol (FPF) em parceria com a campanha global Terra FC, aproveita as tradicionais pausas para hidratação durante as partidas para conscientizar sobre os efeitos das mudanças climáticas no futebol. Desde o dia 18 de janeiro, na partida entre Remo e Águia de Marabá pela Supercopa Grão-Pará, a ação chama a atenção dos torcedores para um tema urgente e que impacta diretamente o esporte.

O projeto não é apenas uma pausa no cronômetro. É uma estratégia que usa vídeos, mensagens nos telões, faixas em campo e inserções nas transmissões para mostrar como o clima está transformando o cenário do futebol no Pará e no Brasil. Quer saber como essa iniciativa funciona e quais os riscos que o futebol brasileiro enfrenta? Continue lendo e descubra os detalhes dessa campanha que une esporte e sustentabilidade.

Como funciona a Parada pelo Clima no Parazão 2026

A Parada pelo Clima acontece em todas as 10 rodadas do Campeonato Paraense de 2026, distribuídas entre as fases iniciais, quartas, semifinais e finais. A cada rodada, um tema diferente relacionado às mudanças climáticas é abordado para ampliar a conscientização dos torcedores e atletas. As interrupções ocorrem por volta dos 30 minutos de cada tempo, momento em que os jogadores normalmente fazem uma pausa para se hidratar.

Durante esses minutos, o público presente nos estádios e quem assiste pela televisão é impactado por conteúdos que destacam os riscos climáticos e as ações necessárias para mitigar esses efeitos. Na estreia, durante a vitória do Remo sobre o Águia de Marabá por 2 a 1, a campanha ganhou força ao celebrar o título da Supercopa Grão-Pará e reforçar a importância do compromisso ambiental dentro e fora das quatro linhas.

Riscos climáticos e o futuro do futebol brasileiro

Um estudo recente, realizado pela consultoria ERM a pedido do Terra FC, revelou dados preocupantes sobre a vulnerabilidade dos clubes brasileiros às mudanças climáticas. Dos 60 times que disputaram as Séries A, B e C em 2025, 47 estão localizados em cidades com alto risco de eventos climáticos severos nos próximos 25 anos. Isso significa que 78% dos clubes enfrentam ameaças como enchentes, incêndios e tempestades que podem causar desde danos a estádios até prejuízos financeiros bilionários.

No Pará, Remo e Paysandu são os mais expostos, com perdas estimadas entre 50 e 55 milhões de reais. As consequências não se limitam ao patrimônio físico: jogos adiados, condições adversas para os atletas e dificuldades logísticas já começam a afetar o calendário esportivo. O estudo também destaca que clubes tradicionais do Rio de Janeiro e Minas Gerais, como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco da Gama e Athletic Club, enfrentam riscos semelhantes.

Terra FC e o poder mobilizador do futebol para o clima

A campanha Terra FC é uma iniciativa global que usa o futebol como ferramenta para mobilizar torcedores, clubes e federações em torno da crise climática. A coalizão, apoiada pela rede internacional Count Us In, propõe cinco frentes principais: redução de emissões de carbono, adoção de práticas sustentáveis, engajamento comunitário, preparo para eventos extremos e construção de parcerias para soluções coletivas.

Laura Moraes, diretora do Terra FC, destaca que o futebol tem um papel único para gerar consciência e inspirar mudanças reais. Para a FPF, a Parada pelo Clima é uma forma de inovar no esporte, mostrando que responsabilidade ambiental deve estar presente dentro dos estádios e também na vida dos torcedores.

“Transformar a pausa técnica em um espaço de alerta climático é uma forma de usar o futebol como plataforma de diálogo com a sociedade. A Parada pelo Clima mostra que inovação no esporte também passa por reconhecer riscos reais e estimular responsabilidade dentro e fora dos estádios”, afirmou Ricardo Gluck-Paul, presidente da FPF e vice-presidente da CBF.

Essa iniciativa pioneira no Pará abre caminho para que outras regiões do país também adotem ações similares, reforçando o papel do futebol como agente de mudança em temas que ultrapassam o campo e impactam o futuro do planeta.

Perguntas Frequentes

Qual é o objetivo da Parada pelo Clima?

O objetivo é conscientizar torcedores e jogadores sobre os efeitos das mudanças climáticas no futebol.

Como a Parada pelo Clima é implementada durante os jogos?

Durante as pausas para hidratação, são exibidos vídeos e mensagens que abordam temas climáticos.

Quais os riscos climáticos enfrentados pelos clubes brasileiros?

Clubes enfrentam riscos como enchentes, incêndios e tempestades, que podem afetar suas operações.

Quem apoia a campanha Terra FC?

A campanha é apoiada pela rede internacional Count Us In e visa mobilizar a comunidade do futebol contra a crise climática.

Que impacto a Parada pelo Clima pode ter no futuro do futebol?

A iniciativa pode inspirar outras regiões a adotar ações similares, promovendo a responsabilidade ambiental no esporte.

Rafael Dias

Rafael Dias

Rafael Dias é jornalista esportivo e apaixonado por futebol desde criança. Escreve no blog Futebol na Web, onde comenta jogos, analisa táticas e compartilha curiosidades do mundo da bola com linguagem leve e acessível. Com olhar crítico e bom humor, atrai leitores que buscam informação com personalidade.

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