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Senado avança com projeto que pode acabar com patrocínio das casas de apostas no futebol

05. fevereiro. 2026
4. Min. de leitura
Senado avança com projeto que pode acabar com patrocínio das casas de apostas no futebol

O Senado Federal deu um passo importante nesta quarta-feira (4) ao aprovar na Comissão de Ciência, Tecnologia (CCT) o Projeto de Lei nº 3.563/24, que visa proibir propagandas das casas de apostas em diversos meios, incluindo jornais, revistas, internet, outdoors e televisão. Além disso, o texto também impede o patrocínio dessas empresas em eventos culturais, cívicos e, principalmente, em clubes esportivos de todo o país.

Essa medida pode mexer diretamente com o cenário do futebol brasileiro, que hoje depende, em grande parte, do investimento financeiro das chamadas “bets” para manter suas operações. Quer entender como essa mudança pode impactar o esporte? Continue a leitura para saber os detalhes dessa proposta e os debates que ela vem gerando.

O impacto da proibição das casas de apostas no futebol brasileiro

Se o projeto for aprovado na íntegra, os clubes de futebol do Brasil podem perder uma receita anual que ultrapassa R$ 1,1 bilhão proveniente dos patrocínios das casas de apostas. Atualmente, várias equipes da Série A do Campeonato Brasileiro têm essas empresas como patrocinadoras principais ou secundárias, o que reforça a dependência financeira desse setor.

O deputado Hugo Motta (Republicanos) destacou que, apesar de reconhecer os potenciais riscos, o futebol brasileiro ainda depende muito desse tipo de investimento. Ele argumenta que as apostas são uma atividade legalizada, que gera impostos e empregos, e que o problema talvez não esteja na publicidade em si, mas sim na necessidade de combater as operações ilegais de apostas.

“Talvez o remédio não seja a proibição total da publicidade das bets, até porque é uma atividade legalizada, assim como a bebida alcoólica e o fumo no Brasil. As bets são legais por lei e pagam impostos. O abuso talvez não esteja na publicidade, mas no combate ao ilegal, em uma construção mais razoável”, afirmou Motta.

Por outro lado, a senadora Damares Alves, relatora do projeto, defende que a iniciativa é uma resposta necessária para frear a influência das casas de apostas no esporte e na política, evitando que o ambiente eleitoral seja explorado comercialmente por essas empresas.

Debates e possíveis exceções para modalidades olímpicas

Durante a votação na CCT, o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) levantou a possibilidade de que modalidades esportivas olímpicas possam ter alguma exceção em relação à proibição do marketing das casas de apostas. Essa discussão mostra que o tema ainda é delicado e que o texto pode sofrer ajustes durante sua tramitação.

A proposta agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde será analisada em conjunto com outras iniciativas que tratam do mesmo assunto. O presidente da CCT, Flávio Arns (PSB-PR), ressaltou que já existe um acordo para que o tema seja debatido de forma aprofundada, com a criação de uma comissão especializada para promover audiências públicas e ouvir diferentes setores envolvidos.

Penalidades previstas e próximos passos da proposta

Se o projeto for sancionado, as penalidades para quem descumprir a nova legislação podem variar entre multas de R$ 5 mil a R$ 10 mil, considerando a frequência das infrações e a capacidade econômica dos infratores, que podem ser pessoas físicas ou jurídicas. Além disso, há a possibilidade de cassação ou suspensão da autorização para operar apostas de quota fixa.

O projeto segue agora para análise na CCJ, onde será apensado a outras propostas similares. A expectativa é que o debate seja aprofundado para que o texto final equilibre a necessidade de controlar a influência das casas de apostas com a realidade financeira dos clubes e a legalidade da atividade.

Fique de olho, porque essa discussão pode redefinir o futuro das parcerias comerciais no futebol brasileiro e impactar diretamente a forma como o esporte é financiado no país.

Perguntas Frequentes

Qual é o objetivo do Projeto de Lei nº 3.563/24?

O objetivo é proibir propagandas e patrocínios de casas de apostas em diversos meios, incluindo eventos esportivos.

Qual o impacto financeiro da proibição para os clubes de futebol?

Os clubes podem perder uma receita anual que ultrapassa R$ 1,1 bilhão proveniente dos patrocínios das casas de apostas.

Quem defende a proibição e por quê?

A senadora Damares Alves defende a proibição como uma forma de frear a influência das casas de apostas no esporte e na política.

Haverá exceções para modalidades esportivas olímpicas?

Sim, há discussões sobre possíveis exceções para modalidades olímpicas em relação à proibição do marketing das casas de apostas.

Quais são as penalidades para quem descumprir a nova legislação?

As penalidades podem variar entre multas de R$ 5 mil a R$ 10 mil e até cassação da autorização para operar apostas.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

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