Santos avalia proposta bilionária de fundo americano para assumir controle da SAF
O Santos Futebol Clube está diante de uma proposta inédita que pode transformar o futuro do clube. Um fundo de investimento privado dos Estados Unidos, com capital da influente família colombiana Santo Domingo, apresentou uma oferta de R$ 2 bilhões para adquirir a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Peixe. A negociação envolve um aporte direto de R$ 1 bilhão e a assunção de cerca de R$ 1 bilhão em dívidas, o que pode dar uma nova cara para a gestão e as finanças santistas.
Apesar do valor expressivo, a diretoria do clube mantém cautela e ainda analisa a proposta, que está em fase não vinculante. O presidente Marcelo Teixeira lidera o processo, que depende de mudanças estatutárias e da aprovação dos sócios para avançar. Quer entender todos os detalhes dessa possível revolução no futebol paulista? Continue a leitura e saiba como essa negociação pode impactar o Santos nas próximas temporadas.
Estrutura da proposta e o papel da família Santo Domingo
A operação financeira por trás da oferta é bastante sofisticada. O capital não aparece diretamente ligado à família Santo Domingo, uma das mais ricas do mundo, mas sim por meio do fundo Saint Dominic Capital, que atua como gestor dos investimentos. Essa estratégia protege os investidores, mantendo uma blindagem institucional comum em negócios internacionais de grande porte, especialmente em esportes profissionais com alta volatilidade.
Embora os nomes da família tenham sido inicialmente negados como protagonistas da negociação, o mercado financeiro entende que o Grupo Valorem, do qual fazem parte, está por trás do movimento. O fundo tem experiência em investimentos globais, incluindo participações na NFL, e já estudou os balanços do Santos desde 2025 para formular uma oferta que mantém o clube como sócio minoritário, preservando parte da representação do time na associação civil.
Investimentos, quitação de dívidas e preservação da identidade
O aporte de R$ 1 bilhão será direcionado para reforçar o elenco, modernizar os centros de treinamento e fortalecer as categorias de base. Além disso, a assunção da dívida histórica de aproximadamente R$ 1 bilhão é vista como um ponto-chave para garantir a saúde financeira do clube. Isso permitirá que o Santos opere sem a pressão de débitos antigos, abrindo espaço para investimentos contínuos.
Um ponto fundamental para os investidores é a preservação da identidade do clube. A proposta inclui cláusulas rigorosas que impedem qualquer alteração no nome oficial, nas cores tradicionais branco e preto, no hino e na sede administrativa. Qualquer mudança nesses elementos exigirá aprovação unânime dos sócios, garantindo que o Santos continue fiel à sua história e tradição, valorizando a marca reconhecida mundialmente.
- Manutenção do nome Santos Futebol Clube em todas as competições;
- Veto absoluto à mudança das cores oficiais;
- Garantia de que o clube permanecerá sediado em Santos;
- Respeito integral ao hino e escudos tradicionais.
Processo de aprovação e mudanças na gestão
Para que o negócio seja fechado, o Santos precisa alterar seu estatuto, que atualmente impede a venda majoritária sem a aprovação dos órgãos deliberativos. O presidente Marcelo Teixeira pretende apresentar a proposta aos conselheiros para acelerar essa reforma, defendendo que a profissionalização via SAF é fundamental para competir com clubes-empresa que dominam o mercado.
Após o aval do Conselho Deliberativo, a palavra final será dos sócios-torcedores, que votarão em assembleia geral extraordinária. Caso aprovado, o fundo americano terá exclusividade para realizar a diligência final, revisando contratos e ativos do clube antes de firmar o compromisso definitivo.
Na gestão esportiva, espera-se uma reformulação completa, com a contratação de executivos experientes e adoção de um modelo baseado em metas e análise de dados, semelhante ao utilizado em grandes ligas internacionais. A ideia é criar um conselho técnico independente, afastando o clube das turbulências políticas internas e garantindo foco no desempenho a longo prazo.
Nos próximos meses, investidores devem visitar a Vila Belmiro e centros de treinamento para avaliar in loco as necessidades e projetos de modernização, incluindo a possível reforma do estádio, que pode aumentar significativamente a receita em dias de jogos.
Essa negociação representa um marco para o futebol brasileiro, tanto pelo volume financeiro quanto pela origem do capital. Se concretizada, o Santos dará um passo decisivo rumo à profissionalização total, com potencial para se destacar nacional e internacionalmente nas próximas décadas.
O futuro do Peixe pode estar prestes a mudar radicalmente, e os torcedores acompanham de perto cada movimento dessa negociação que promete ser histórica.
Perguntas Frequentes
Qual é o valor da proposta recebida pelo Santos?
A proposta é de R$ 2 bilhões, incluindo um aporte de R$ 1 bilhão e a assunção de dívidas.
Quem está por trás do fundo que apresentou a proposta?
O fundo é gerido pela família colombiana Santo Domingo, através do Saint Dominic Capital.
O que a proposta garante em relação à identidade do Santos?
A proposta inclui cláusulas que preservam o nome, cores, hino e sede do clube, exigindo aprovação unânime para qualquer mudança.
Quais são os próximos passos para a aprovação da proposta?
A proposta precisa passar pela aprovação do Conselho Deliberativo e dos sócios-torcedores em assembleia.
Como a proposta pode impactar a gestão do Santos?
A proposta prevê uma reformulação na gestão, com contratação de executivos experientes e adoção de um modelo baseado em metas.