Claire Rafferty e a revolução nas transferências do futebol feminino em 2026
Ex-jogadora do Chelsea e da seleção inglesa, Claire Rafferty agora atua nos bastidores do futebol feminino, liderando iniciativas que prometem transformar a forma como atletas são recrutadas e negociadas. Como Gerente de Sucesso do Cliente na TransferRoom, ela é uma das principais vozes por trás do Women’s Marketplace, plataforma inovadora que busca modernizar o scouting e as transferências no esporte.
Se você quer entender como o mercado do futebol feminino está mudando e quais são os impactos dessa nova era, continue a leitura para descobrir os detalhes dessa transformação e o papel do Brasil nesse cenário.
De improviso a inovação: o novo jeito de fazer scouting
Até pouco tempo, a busca por talentos no futebol feminino era feita no “escuro”. Claire Rafferty explica que o processo dependia muito de contatos pessoais, indicações e dados limitados, o que dificultava a avaliação precisa das atletas. A TransferRoom veio para mudar essa realidade, oferecendo um marketplace ao vivo onde clubes conseguem visualizar quem está disponível para contratação e negociar diretamente com os agentes autorizados.
Além de ser mais transparente, a plataforma leva em conta as particularidades do futebol feminino, como contratos curtos e o alto número de jogadoras livres no mercado. Um dos recursos de destaque é o Valor de Transferência Esperado (xTV), que ajuda clubes a entenderem melhor o valor real das atletas, evitando subavaliações e promovendo negociações mais justas.
“Não é apenas um banco de dados com estatísticas. É um ambiente onde clubes e agentes interagem em tempo real, facilitando negócios e fortalecendo o mercado feminino”, afirma Rafferty.
O Brasil no radar global e os desafios estruturais do futebol feminino
O crescimento do futebol feminino brasileiro não passou despercebido para Rafferty. Ela destaca o Corinthians como um exemplo claro dessa evolução, citando a participação do clube na final da Copa do Mundo de Clubes Feminina da FIFA como sinal de que o país está se firmando como destino atrativo para jogadoras e investimentos.
No entanto, apesar dos avanços dentro de campo e do aumento das cifras nas transferências — que já ultrapassam 1 milhão de libras em alguns casos —, o futebol feminino ainda enfrenta desafios fora das quatro linhas. A estrutura dos clubes, segundo Claire, está aquém do necessário para acompanhar o crescimento do mercado. Muitos times ainda operam com equipes reduzidas de scouting, pouca inteligência de mercado e uma visão de curto prazo.
Um dos principais entraves é a falta de transparência nos contratos. A ocultação da duração dos vínculos prejudica a mobilidade das atletas e dificulta a fluidez das negociações. Rafferty acredita que aproximar o futebol feminino do nível de transparência do masculino é fundamental para acelerar a profissionalização e o potencial comercial do esporte.
TransferRoom: uma aliada para clubes e atletas
A plataforma criada pela TransferRoom tem sido uma ferramenta essencial para democratizar o acesso ao mercado global. Rafferty destaca que clubes menores, de ligas periféricas, podem agora apresentar suas jogadoras diretamente a grandes clubes da Women’s Super League (WSL) ou da National Women’s Soccer League (NWSL), sem depender exclusivamente da presença de olheiros nos estádios.
Com filtros específicos e a utilização do xTV, os clubes conseguem otimizar recursos e evitar subvalorizações. Isso permite um modelo de negociação mais sustentável, com reinvestimento na base e melhor planejamento. Além disso, a verificação rigorosa dos agentes garante que os contatos sejam feitos apenas com representantes autorizados, eliminando incertezas e agilizando as tratativas.
Segundo Rafferty, a transparência é o alicerce de todo o projeto. Para clubes, significa menos tempo perdido e mais segurança. Para as jogadoras, clareza sobre seu valor e oportunidades reais. Para os agentes, confiança e vantagem competitiva.
Em 2026, o Women’s Marketplace já reúne clubes de mais de 45 ligas ao redor do mundo, incluindo potências da Europa e América do Norte, fortalecendo uma rede global que impulsiona a profissionalização e visibilidade do futebol feminino.
Por fim, Claire não esconde o entusiasmo com o momento atual do mercado. Com bom humor, admite que, se a plataforma existisse na época em que jogava, teria feito várias transferências internacionais e até cogita a ideia de voltar aos gramados.
O futuro do futebol feminino passa por inovação, transparência e oportunidades iguais para todas as atletas. E Claire Rafferty, junto com a TransferRoom, está no centro dessa revolução.
Perguntas Frequentes
Qual é o papel de Claire Rafferty na TransferRoom?
Claire Rafferty atua como Gerente de Sucesso do Cliente, liderando iniciativas que transformam o mercado de transferências.
O que é o Women's Marketplace?
É uma plataforma inovadora da TransferRoom que moderniza o scouting e as transferências no futebol feminino.
Como a TransferRoom melhora a transparência nas transferências?
A plataforma oferece um ambiente onde clubes e agentes interagem em tempo real, promovendo negociações mais justas.
Quais são os principais desafios do futebol feminino no Brasil?
Os desafios incluem a falta de estrutura adequada, pouca inteligência de mercado e a ausência de transparência nos contratos.
Como o xTV ajuda na avaliação de jogadoras?
O xTV ajuda clubes a entenderem o valor real das atletas, evitando subavaliações e promovendo negociações justas.