Super Bowl: A evolução épica dos shows do intervalo em 60 anos de história
Em 2026, o Super Bowl celebra sua 60ª edição, consolidando o show do intervalo como um dos eventos mais emblemáticos da cultura pop e do marketing esportivo mundial. Desde suas origens modestas com bandas marciais até as superproduções milionárias de hoje, esse espetáculo reflete mudanças sociais, tecnológicas e de consumo do público. Vamos relembrar os momentos mais marcantes das edições “redondas”, que mostram a transformação desse evento que conquista fãs dentro e fora dos estádios.
Se você curte futebol americano e quer entender como o show do intervalo do Super Bowl virou um fenômeno global, acompanhe essa viagem no tempo que revela a evolução das atrações e o impacto que elas tiveram no entretenimento.
Os primeiros passos: o Super Bowl I e X e a era das bandas marciais
No jogo inaugural de 1967, realizado no Los Angeles Memorial Coliseum, o show do intervalo ainda tinha uma pegada institucional e patriótica. As protagonistas foram as bandas de marcha da University of Arizona e da Grambling State University, acompanhadas pelo trompetista Al Hirt. A apresentação priorizava formações geométricas no gramado e momentos simples, como a soltura de balões, sem artistas pop ou performances grandiosas.
Avançando para 1976, no Super Bowl X, esse formato seguiu firme com o grupo Up with People, que trouxe um espetáculo temático em comemoração aos 200 anos dos Estados Unidos. O foco era no entretenimento familiar, com coreografias e músicas que exaltavam a história americana, mantendo o público animado entre os tempos da partida, mas ainda distante do conceito de show musical como conhecemos hoje.
Transição para o estrelato: Super Bowl XX e XXX
O Super Bowl XX, em 1986, marcou o fim da era Up with People, mantendo a tradição dos grandes corais e coreografias sincronizadas, mas já sinalizando a necessidade de inovação. A audiência durante o intervalo apresentava queda, o que levou a NFL a buscar mudanças para reverter esse cenário.
Essa transformação aconteceu de forma definitiva em 1996, no Super Bowl XXX. Inspirada pelo impacto do show de Michael Jackson em 1993, a liga apostou em Diana Ross para comandar o espetáculo. A cantora entregou um medley com seus maiores sucessos e finalizou sua apresentação de forma cinematográfica, saindo do gramado em um helicóptero, símbolo da nova era das superestrelas solo que dominariam os intervalos dali para frente.
Setlist memorável de Diana Ross:
- Stop in the Name of Love
- You Keep Me Hangin’ On
- Baby Love
- You Can’t Hurry Love
- Why Do Fools Fall in Love
- Chain Reaction
- Ain’t No Mountain High Enough
- I Will Survive
Rock, parcerias e superproduções: os shows do século XXI
Em 2006, no Super Bowl XL, a NFL optou por um perfil mais seguro após o polêmico episódio conhecido como “Nipplegate”. Os Rolling Stones foram os escolhidos para atuar em Detroit, apresentando um show focado nos clássicos do rock, sem grandes intervenções visuais ou participações especiais. O palco foi montado no formato da língua, símbolo da banda, e a performance agradou a diferentes gerações.
Dez anos depois, o Super Bowl L mostrou o poder das colaborações. O Coldplay liderou o espetáculo, mas dividiu o palco com Beyoncé e Bruno Mars, em uma produção vibrante e cheia de referências às edições anteriores. Com uma audiência que ultrapassou 115 milhões de telespectadores nos Estados Unidos, o show reforçou seu papel não só como entretenimento, mas também como um fenômeno cultural capaz de superar até mesmo o jogo em termos de público.
Setlist do Super Bowl L:
- Yellow / Viva la Vida / Paradise / Adventure of a Lifetime (Coldplay)
- Uptown Funk (Mark Ronson & Bruno Mars)
- Formation (Beyoncé)
- Fix You / Up&Up (os três juntos)
O show do intervalo do Super Bowl é uma vitrine que reflete toda a transformação da indústria do entretenimento e do esporte. De apresentações simples e patrióticas a megaeventos repletos de estrelas internacionais, ele se tornou um dos momentos mais aguardados da televisão mundial.
Com a chegada da 60ª edição, em 2026, a expectativa é que o espetáculo continue surpreendendo, unindo inovação, música de qualidade e tecnologia para manter o público vidrado no maior palco do futebol americano.
Perguntas Frequentes
Qual foi o primeiro show do intervalo do Super Bowl?
O primeiro show foi em 1967, com bandas marciais e um foco patriótico.
Quando o Super Bowl começou a investir em grandes estrelas?
A mudança ocorreu em 1996, com a apresentação de Diana Ross no Super Bowl XXX.
Qual foi um dos shows mais memoráveis do século XXI?
O Super Bowl L, em 2016, com Coldplay, Beyoncé e Bruno Mars, foi um grande destaque.
O que foi o 'Nipplegate' e como ele afetou os shows do intervalo?
O 'Nipplegate' ocorreu em 2004 e levou a NFL a optar por um perfil mais seguro nas apresentações seguintes.
Quais mudanças sociais influenciaram os shows do intervalo?
Os shows refletem mudanças na cultura pop e no consumo, adaptando-se às expectativas do público ao longo dos anos.