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John Textor é afastado da Eagle Football Holdings, mas segue no comando do Botafogo

28. janeiro. 2026
3. Min. de leitura
John Textor é afastado da Eagle Football Holdings, mas segue no comando do Botafogo

O empresário John Textor, figura central no futebol internacional, sofreu um baque nesta quarta-feira. Ele foi oficialmente afastado do cargo de diretor da Eagle Football Holdings pela investidora Ares. Apesar da mudança drástica na Eagle, Textor mantém sua posição no Botafogo graças a uma decisão judicial favorável do Rio de Janeiro, decretada em outubro de 2025.

Essa reviravolta ocorre em um momento delicado para o empresário, que vem enfrentando forte resistência dentro de seus negócios futebolísticos. Se você quer entender o que motivou essa decisão e quais os impactos para o futuro do Botafogo e da Eagle, continue lendo.

Crise interna na Eagle Football Holdings e o papel da Ares

A queda de Textor no comando da Eagle foi precedida por uma série de movimentações turbulentas. Na última segunda-feira, o empresário americano demitiu dois diretores importantes da holding, Stephen Welch e Hemen Tseayo. Essa atitude não foi bem recebida pela Ares, principal investidora do grupo, que rapidamente reagiu enviando uma carta formal exigindo o desligamento imediato de Textor.

Vale destacar que a investidora Ares já havia afastado Textor do controle operacional do Lyon, clube francês sob a gestão da Eagle, em junho de 2025. A postura da Ares indica uma insatisfação crescente com a gestão do empresário, que, segundo fontes próximas, teria deixado dívidas e conflitos internos complicados.

Textor mantém o comando do Botafogo graças a liminar judicial

Mesmo afastado da Eagle, John Textor segue firme no Botafogo. Em outubro de 2025, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar que garante ao empresário o controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube carioca. Essa medida provisória impede que a investidora Ares retire Textor do comando do time neste momento.

Em entrevista concedida ao portal FogãoNet, Textor classificou a decisão da Ares como “absurda” e afirmou estar avaliando, junto com sua equipe jurídica, os próximos passos para preservar sua posição no futebol brasileiro. O empresário reforçou que continuará trabalhando pelo crescimento do Botafogo, apesar da turbulência nos bastidores.

O impacto financeiro e os desafios à frente

O imbróglio envolvendo Textor e a Ares tem raízes financeiras profundas. Em 2022, a investidora emprestou cerca de 450 milhões de dólares – aproximadamente R$ 2,3 bilhões – para a compra do Lyon e o fortalecimento da Eagle Football Holdings. Contudo, parte desse valor nunca foi repassada integralmente pelo empresário, agravando o clima de desconfiança.

Essa dívida não quitada e a gestão conturbada têm colocado em xeque o futuro dos projetos de Textor no futebol. A situação no Botafogo, mesmo com o respaldo judicial, pode sofrer alterações caso o cenário se complique ainda mais. O empresário precisa agora equilibrar as demandas financeiras e manter a estabilidade do clube, que tem uma torcida apaixonada e alta expectativa para 2026.

John Textor vive um momento decisivo na sua trajetória no futebol global. Enquanto luta para se manter no comando do Botafogo, ele também tenta reverter o afastamento na Eagle, que pode impactar diretamente seus negócios e a gestão dos clubes sob seu guarda-chuva. O desfecho dessa novela promete mexer com o mercado e com as estratégias de investimento no esporte nos próximos meses.

Perguntas Frequentes

Por que John Textor foi afastado da Eagle Football Holdings?

Ele foi afastado pela investidora Ares devido a insatisfações com sua gestão e dívidas não quitadas.

O que garantiu a permanência de Textor no Botafogo?

Uma liminar judicial concedida em outubro de 2025 garante a ele o controle da Sociedade Anônima do Futebol do Botafogo.

Qual foi a reação da Ares ao afastamento de Textor?

A Ares enviou uma carta formal exigindo o desligamento imediato de Textor após demissões de diretores importantes.

Qual o impacto financeiro da situação de Textor?

Textor enfrenta desafios financeiros devido a uma dívida de 450 milhões de dólares não quitada, impactando sua gestão.

Como Textor se posiciona diante da situação?

Ele classificou a decisão da Ares como 'absurda' e está avaliando seus próximos passos com sua equipe jurídica.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

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