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Polaroids fazem sucesso entre foliões e movimentam blocos do Carnaval 2026 no Rio

17. fevereiro. 2026
3. Min. de leitura
Polaroids fazem sucesso entre foliões e movimentam blocos do Carnaval 2026 no Rio

O Carnaval 2026 no Rio de Janeiro trouxe uma novidade que tem conquistado foliões e turistas: a venda de fotos instantâneas em polaroid. Nas ruas do Aterro do Flamengo, palco do tradicional bloco Orquestra Voadora, a prática virou tendência e tem gerado boa movimentação para quem aposta nesse formato de registro. Com preços que variam entre R$ 15 e R$ 30, os vendedores chegam a comercializar cerca de 30 fotos por dia, garantindo uma renda extra durante a folia.

Além de ser uma lembrança física e imediata, a polaroid tem ganhado espaço justamente por fugir do uso tradicional dos celulares, que podem ser alvo fácil de furtos em meio à multidão. Abaixo, descubra o que motiva essa febre e quem são os protagonistas dessa nova mania que chegou para ficar no Carnaval carioca.

O charme da polaroid e a busca por memórias palpáveis

João Pedro Tome, professor e vendedor de polaroids, conta que a ideia de comercializar as fotos surgiu após uma viagem a Florianópolis, onde percebeu que a tendência ainda não havia chegado com força ao Rio de Janeiro. Ele começou a vender em praias e feiras, mas foi no Carnaval que o negócio ganhou tração.

“As pessoas procuram muito, principalmente no Carnaval, que é um momento em que estão felizes e querem guardar essas lembranças de forma concreta”, comenta João Pedro.

O antropólogo Romário, que também aderiu à moda, destaca o apelo estético e a materialidade da polaroid como principais motivos para preferir esse tipo de foto. Para ele, a possibilidade de ter a imagem na hora e poder exibi-la faz toda a diferença.

“Gosto muito da estética retrô da polaroid. A foto sai instantaneamente e você pode mostrar ou até mesmo colecionar”, explica Romário.

Quem são os vendedores e como a polaroid virou negócio no Carnaval

Brenda Pimenta, de 28 anos, conta que começou a tirar fotos em polaroid durante blocos a convite de um amigo. Para ela, a venda das imagens é uma oportunidade de ganhar dinheiro extra em um período agitado e cheio de movimento.

“Eu optei por fazer essas fotos para complementar minha renda. A demanda é grande mesmo com algumas reclamações sobre o preço. No fim das contas, o brasileiro sempre reclama, mas acaba levando a foto”, comenta Brenda.

Douglas Garcês, outro vendedor, revela que o objetivo inicial era financiar viagens internacionais com a namorada. Durante o Carnaval, ele chega a vender entre 15 e 20 fotos por dia, o que representa um faturamento aproximado de R$ 300.

“A maioria das vendas é para grupos ou casais. Fotos individuais são mais difíceis de vender”, afirma Douglas.

Por que a polaroid conquistou os foliões em 2026?

Além do apelo visual e da praticidade, a polaroid ganhou espaço em um cenário onde a segurança é uma preocupação constante. Muitos foliões preferem deixar o celular guardado para evitar roubos e furtos, o que torna as câmeras instantâneas uma alternativa segura e divertida para registrar os momentos de festa.

O uso das polaroids também está alinhado a uma busca por experiências mais autênticas e tangíveis. Em tempos digitais, ter uma foto física na mão representa um registro único, que conecta o momento vivido à sensação de nostalgia e exclusividade.

Essa tendência, que já vinha crescendo em outras cidades brasileiras, se consolidou no Carnaval carioca de 2026, mostrando que a combinação entre tradição e inovação pode dar muito certo na folia.

Assim, a polaroid não é apenas um produto à venda, mas um símbolo da valorização das memórias e da cultura do Carnaval, que segue se reinventando para encantar gerações.

Perguntas Frequentes

Por que as polaroids estão em alta no Carnaval?

Elas oferecem uma lembrança física imediata, além de serem uma alternativa segura ao uso de celulares.

Qual é o preço médio das fotos polaroid no Carnaval?

Os preços variam entre R$ 15 e R$ 30, dependendo do vendedor e do local.

Quem são os principais vendedores de polaroids no Carnaval?

Entre os vendedores estão João Pedro, Brenda e Douglas, que aproveitam a demanda durante a folia.

Como a polaroid se diferencia de fotos digitais?

A polaroid proporciona uma experiência tangível e imediata, além de um apelo estético retrô.

Qual é o impacto da venda de polaroids para os vendedores?

Os vendedores conseguem gerar uma renda extra significativa durante o Carnaval, com vendas diárias consideráveis.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

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