Ministro Tomé Franca destaca avanços e desafios nos portos e aeroportos do Brasil
Tomé Franca destaca crescimento de 30% no número de passageiros e investimentos recordes em infraestrutura.
Recém-empossado no Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca faz um balanço positivo dos últimos três anos de gestão, ressaltando o crescimento expressivo do setor aéreo e portuário no Brasil. Em entrevista exclusiva, ele comenta as estratégias adotadas para enfrentar a crise internacional e os impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã, que influenciam diretamente no preço do combustível e, consequentemente, nas passagens aéreas.
Com dados que mostram um aumento de mais de 30% no número de passageiros nos últimos anos, o ministro também fala sobre os investimentos recordes realizados na infraestrutura e os próximos passos para manter o ritmo de expansão, além de detalhar os benefícios para Pernambuco e a expectativa para os leilões que movimentarão o setor em 2026.
Setor aéreo em alta: crescimento de passageiros e controle do impacto dos preços
Desde o início da gestão do presidente Lula, o transporte aéreo brasileiro tem apresentado um crescimento significativo. Em 2022, o país registrou 98 milhões de passageiros, número que subiu para 130 milhões no ano seguinte. Esse aumento, segundo Tomé Franca, reflete mais brasileiros voando e uma maior conectividade entre cidades.
O ministro esclarece que o governo não controla diretamente o preço das passagens, mas atua para garantir um ambiente regulatório que favoreça a competitividade. A desregulamentação do setor permitiu a entrada de novas companhias e a ampliação das rotas, o que ajudou a reduzir a tarifa média nos últimos três anos.
Para conter os efeitos da crise internacional, o Ministério de Portos e Aeroportos adotou medidas como a isenção dos impostos federais PIS e Cofins sobre o combustível de aviação, linhas de crédito para companhias aéreas e o adiamento do pagamento das taxas de navegação cobradas pela Força Aérea Brasileira. Essas ações visam minimizar o impacto do aumento do preço do petróleo no custo das passagens, beneficiando o consumidor final.
Investimentos recordes em infraestrutura portuária e aeroportuária
Tomé Franca destaca que, nos últimos três anos, os investimentos públicos e privados em portos e aeroportos bateram recordes históricos. Enquanto o governo anterior aplicou R$ 1,4 bilhão em infraestrutura portuária em quatro anos, o atual governo investiu R$ 3,1 bilhões em apenas três anos. No setor privado, os recursos saltaram de R$ 7,4 bilhões para quase R$ 40 bilhões.
Na área aeroportuária, o investimento público passou de R$ 600 milhões para mais de R$ 1 bilhão, e o privado avançou de R$ 4 bilhões para quase R$ 9 bilhões. O ministro atribui esse crescimento à confiança do setor privado no ambiente regulatório e à estabilidade institucional, que incentivam aportes financeiros expressivos.
Benefícios para Pernambuco
O estado de Pernambuco tem sido um dos grandes beneficiados com essa política de investimentos. O Aeroporto do Recife recebeu R$ 500 milhões para sua requalificação e ampliação, incluindo melhorias no terminal internacional e doméstico. Projetos imobiliários no entorno do aeroporto, avaliados em mais R$ 500 milhões, também foram anunciados recentemente.
Além disso, aeroportos regionais como os de Petrolina, Garanhuns, Serra Talhada e Araripina receberam aportes significativos para modernização, totalizando cerca de R$ 140 milhões. No setor portuário, o Porto de Suape contou com R$ 200 milhões para dragagem, enquanto o Porto do Recife teve ordem de serviço para mais R$ 115 milhões em obras de dragagem e defensas, garantindo maior segurança e eficiência nas operações.
Leilões movimentam o setor e prometem novidades em 2026
O calendário de leilões para 2026 está cheio de expectativas. Estão previstos entre 13 e 15 certames, incluindo o de maior destaque, o Tecon Santos 10. Pernambuco também terá seu terminal de passageiros no Porto do Recife colocado em leilão, com o objetivo de melhorar a estrutura para turistas que chegam via cruzeiros.
Outros leilões importantes incluem terminais portuários em Maceió, Fortaleza e São Sebastião, além do Aeroporto de Brasília, cuja licitação está prevista para o início de dezembro. O leilão do Galeão, no Rio de Janeiro, realizado recentemente, mostrou a força do setor, com um ágio de 210% sobre a proposta inicial e quase R$ 3 bilhões arrecadados.
O programa Ampliar, que prevê a concessão de aeroportos regionais, terá uma segunda rodada ainda este ano, com o objetivo de ampliar a qualidade e a eficiência dos serviços para os brasileiros.
O ministro Tomé Franca reforça que, apesar dos desafios internacionais, o Brasil vive um momento de crescimento e consolidação nas áreas de portos e aeroportos. As políticas adotadas buscam garantir que o setor continue avançando, com mais investimentos e melhor atendimento para a população.
Perguntas Frequentes
Quais foram os principais investimentos em infraestrutura portuária e aeroportuária?
Nos últimos três anos, o investimento público em infraestrutura portuária chegou a R$ 3,1 bilhões e em aeroportos a mais de R$ 1 bilhão.
Como o governo brasileiro está lidando com os altos preços das passagens aéreas?
O governo isentou impostos sobre o combustível de aviação e adotou linhas de crédito para companhias aéreas para minimizar os impactos.
Quais benefícios Pernambuco recebeu com os investimentos em infraestrutura?
Pernambuco recebeu R$ 500 milhões para requalificação do Aeroporto do Recife e investimentos em aeroportos regionais totalizando R$ 140 milhões.
Qual é a expectativa para os leilões de 2026 no setor de portos e aeroportos?
Estão previstos entre 13 e 15 leilões, incluindo o terminal de passageiros do Porto do Recife e terminais em Maceió e Brasília.
Qual foi o crescimento do setor aéreo brasileiro nos últimos anos?
O Brasil registrou um aumento de 30% no número de passageiros, passando de 98 milhões em 2022 para 130 milhões em 2023.