Trump cria Conselho de Paz e convida Vaticano e Brasil para integrar grupo polêmico
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o cenário diplomático ao anunciar a criação do Conselho de Paz, um novo órgão internacional com a missão de promover a estabilidade e a reconstrução de áreas em conflito, especialmente na Faixa de Gaza. Entre os convidados para fazer parte do grupo estão o Vaticano e cerca de 60 países, incluindo o Brasil, gerando debates acalorados sobre os rumos dessa iniciativa.
O Vaticano, por meio do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, confirmou o recebimento do convite e revelou que o papa está analisando a proposta com cuidado, dada a importância e as possíveis consequências diplomáticas envolvidas. Já o Brasil ainda não se posicionou oficialmente sobre a participação no conselho.
O que é o Conselho de Paz e quais seus objetivos?
O Conselho de Paz surge como um organismo consultivo criado para assessorar o comitê que administra provisoriamente a Faixa de Gaza e coordena esforços de reconstrução na região. A iniciativa, liderada por Trump, pretende apoiar a governança eficaz e a oferta de serviços essenciais para garantir a paz, estabilidade e prosperidade da população local.
Segundo informações da Casa Branca, o conselho terá um papel fundamental na promoção da estabilidade global. Contudo, a proposta enfrenta resistência de diplomatas e analistas que temem o enfraquecimento do papel das Nações Unidas no cenário internacional.
- O comitê responsável pela Faixa de Gaza já está em funcionamento no Cairo, sob liderança do ex-vice-ministro palestino Ali Shaath.
- Além de Gaza, o conselho poderá atuar em outras áreas de conflito no mundo.
- A participação exige uma contribuição bilionária, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade para alguns países.
Vaticano e Brasil: entre convites e decisões cautelosas
O cardeal Pietro Parolin esclareceu que a Santa Sé encara o convite com seriedade e está avaliando os detalhes da proposta. Ele ressaltou que o Vaticano não participa de questões econômicas e que qualquer decisão levará em conta a singularidade da atuação diplomática da Igreja.
“Recebemos o convite e estamos nos aprofundando no assunto. A Santa Sé avalia uma proposta que pode mudar o equilíbrio da diplomacia internacional”, afirmou Parolin.
Já o Brasil mantém silêncio até o momento, o que alimenta especulações quanto à sua adesão. O peso político e financeiro do conselho tem sido ponto central para países que ainda ponderam aceitar ou recusar o convite.
Polêmicas e tensões internacionais envolvendo o Conselho
O Conselho de Paz não está livre de controvérsias. A liderança direta de Trump, que terá poderes para convidar ou afastar membros, e a presença de figuras como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o genro do presidente Jared Kushner, provocam críticas quanto à concentração de poder e à transparência do órgão.
Alguns países já confirmaram presença, como Egito, Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Israel, Argentina, Azerbaijão, Hungria e Armênia. Outros, como França, Alemanha e Ucrânia, recusaram o convite. A recusa francesa, por exemplo, gerou uma ameaça de Trump de impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses.
Até mesmo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky manifestou dúvidas, destacando a dificuldade de participar ao lado da Rússia, que também está no radar do conselho.
Especialistas apontam que o Conselho de Paz pode impactar significativamente a diplomacia global, especialmente se as tensões entre potências se agravarem. A iniciativa ainda está no começo, mas já movimenta a geopolítica mundial.
O convite ao Vaticano e a países como o Brasil mostra a ambição dos Estados Unidos em liderar um novo capítulo nas relações internacionais, mas também evidencia os desafios de construir consensos em um cenário cada vez mais polarizado.
Perguntas Frequentes
Qual é a missão do Conselho de Paz?
A missão do Conselho de Paz é promover a estabilidade e a reconstrução de áreas em conflito, especialmente na Faixa de Gaza.
Quem está analisando o convite para o Conselho de Paz?
O Vaticano, através do cardeal Pietro Parolin, confirmou que está analisando o convite com seriedade.
Quais países já confirmaram presença no Conselho de Paz?
Países como Egito, Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Israel, Argentina, Azerbaijão, Hungria e Armênia já confirmaram presença.
Quais são as preocupações em relação ao Conselho de Paz?
Existem preocupações sobre a concentração de poder nas mãos de Trump e a possível diminuição do papel das Nações Unidas.
Qual é a posição do Brasil em relação ao convite?
O Brasil ainda não se posicionou oficialmente sobre a participação no Conselho de Paz.