Internacional

Novo medicamento promete reduzir em 26% risco de AVC em pacientes que já sofreram o evento

05. fevereiro. 2026
3. Min. de leitura

Um estudo recente trouxe esperança para quem já enfrentou um acidente vascular cerebral (AVC). Um novo comprimido em desenvolvimento conseguiu diminuir em 26% a chance de um novo AVC em pacientes que já passaram pelo problema. A pesquisa, que envolveu milhares de voluntários ao redor do mundo, foi apresentada na International Stroke Conference, realizada em Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Se você quer entender como essa inovação pode impactar o tratamento e prevenção do AVC, continue lendo. Vamos explicar os detalhes do estudo, os resultados e o que ainda está por vir para esse medicamento promissor.

Detalhes do estudo e perfil dos participantes

O medicamento, desenvolvido pela Bayer, foi testado em um estudo clínico de fase 3 que envolveu 12 mil pacientes em 37 países, entre 2022 e 2025. Todos os participantes tinham histórico recente de AVC isquêmico não-cardioembólico, ou seja, um tipo de AVC causado por obstrução vascular sem relação com problemas cardíacos como arritmias.

Além disso, o estudo considerou pessoas que passaram por ataques isquêmicos transitórios (AIT), conhecidos como mini-AVCs, que não deixam sequelas permanentes, mas indicam alto risco de um AVC mais grave no futuro. A pesquisa comparou o uso do novo medicamento com placebo, buscando avaliar tanto a eficácia quanto a segurança do tratamento.

Resultados animadores sem aumento do risco de sangramentos

Um dos pontos mais animadores do estudo foi a redução significativa na ocorrência de novos AVCs. O medicamento apresentou uma diminuição de 26% no risco, um número bastante relevante para quem já enfrenta o medo de um novo episódio.

Outro destaque importante foi a segurança do tratamento. Diferentemente de outras terapias disponíveis, o novo comprimido não aumentou o risco de sangramentos intracranianos, um efeito colateral grave e preocupante em tratamentos anticoagulantes e antiplaquetários.

“Um AVC é um evento que muda a vida dos pacientes e um grande problema de saúde pública. Os resultados representam uma conquista notável da pesquisa, demonstrando uma redução substancial no risco de AVC com o uso de asundexian em comparação com o placebo, além de um efeito terapêutico sustentado e um perfil de segurança sem aumento observado de sangramentos graves”, afirmou Mike Sharma, investigador principal do estudo Oceanic-Stroke.

Próximos passos para a aprovação e chegada ao mercado

Apesar dos resultados promissores, o medicamento ainda não está disponível para uso clínico. A próxima fase envolve a submissão dos dados para avaliação das agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil e a Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos.

Esses órgãos vão analisar cuidadosamente os resultados para garantir que o medicamento seja eficaz e seguro para o público geral. Caso aprovado, ele poderá se tornar uma nova opção no arsenal contra o AVC, ajudando a reduzir o impacto desse problema que afeta milhões de pessoas no mundo.

Enquanto isso, os especialistas reforçam a importância da prevenção clássica, que inclui controle da pressão arterial, alimentação saudável, prática regular de exercícios e acompanhamento médico constante para quem já teve um AVC.

Esse avanço representa um passo importante na luta contra o AVC, com potencial para melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes. Fique atento às novidades sobre a aprovação e a chegada dessa nova terapia ao mercado.

Perguntas Frequentes

Qual é o nome do novo medicamento?

O medicamento em desenvolvimento é chamado asundexian.

Quem participou do estudo clínico?

O estudo envolveu 12 mil pacientes em 37 países com histórico de AVC isquêmico não-cardioembólico.

O medicamento aumentou o risco de sangramentos?

Não, o novo comprimido não aumentou o risco de sangramentos intracranianos.

Quando o medicamento estará disponível para uso clínico?

Ainda não há data definida; os dados serão submetidos às agências reguladoras para avaliação.

Quais são as recomendações para prevenção de AVC?

As recomendações incluem controle da pressão arterial, alimentação saudável, exercícios regulares e acompanhamento médico.

Rafael Dias

Rafael Dias

Rafael Dias é jornalista esportivo e apaixonado por futebol desde criança. Escreve no blog Futebol na Web, onde comenta jogos, analisa táticas e compartilha curiosidades do mundo da bola com linguagem leve e acessível. Com olhar crítico e bom humor, atrai leitores que buscam informação com personalidade.

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