Internacional

Vaticano Rejeita Conselho da Paz de Trump para Faixa de Gaza e Defende ONU

18. fevereiro. 2026
3. Min. de leitura
Vaticano Rejeita Conselho da Paz de Trump para Faixa de Gaza e Defende ONU

O Vaticano anunciou oficialmente que não fará parte do Conselho da Paz proposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar da crise na Faixa de Gaza. A decisão foi confirmada pelo cardeal Pietro Parolin, chefe da diplomacia da Santa Sé, que destacou a importância de uma abordagem multilateral para a resolução de conflitos internacionais.

O convite para integrar o conselho havia sido feito em janeiro, mas a Santa Sé optou por não aceitar, reforçando que questões delicadas como essa devem ser conduzidas por organismos internacionais reconhecidos, especialmente pela Organização das Nações Unidas. A seguir, entenda os detalhes dessa decisão e o panorama político em torno do Conselho da Paz.

Santa Sé e a postura diplomática frente ao Conselho da Paz

O cardeal Pietro Parolin explicou que a Santa Sé não participa do Conselho da Paz por considerar que sua natureza não se encaixa no formato proposto. Segundo ele, a Santa Sé atua de forma diferente de Estados tradicionais e busca sempre apoiar soluções que envolvam o máximo de diálogo internacional possível.

Além disso, Parolin reforçou que a responsabilidade pela gestão de crises internacionais deve estar nas mãos da ONU, entidade que possui legitimidade e mecanismos para mediar conflitos complexos. A decisão do Vaticano reflete uma preocupação com a eficácia e legitimidade do conselho liderado pelos EUA.

Contexto da proposta e adesões internacionais

A ideia do Conselho da Paz foi apresentada por Donald Trump durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em janeiro. Na ocasião, Trump criticou abertamente a atuação da ONU e sugeriu que o conselho poderia ser um modelo inovador para a manutenção da paz global, começando pela Faixa de Gaza.

Apesar do entusiasmo inicial, a resposta de potências internacionais foi tímida. Reino Unido, França e Alemanha decidiram não participar, enquanto Itália e União Europeia optaram por acompanhar como observadores. Entre os países que aceitaram integrar o conselho estão Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos.

O Brasil também recusou o convite. Em uma conversa recente com Trump, o presidente Lula defendeu que o foco do conselho fosse restrito à Faixa de Gaza e que a Palestina tivesse assento garantido no grupo, uma proposta que ainda não foi incorporada oficialmente na estrutura do conselho.

Primeira reunião e os desafios pela frente

A primeira reunião do Conselho da Paz está marcada para uma quinta-feira de 2026, em Washington. Com a ausência de grandes potências europeias e o veto do Vaticano, o conselho enfrenta desafios para ganhar legitimidade e influência nas negociações envolvendo o conflito na Faixa de Gaza.

Especialistas apontam que a exclusão de atores tradicionais e a falta de participação da ONU podem limitar o impacto das decisões do conselho, especialmente em uma região tão sensível quanto o Oriente Médio. A postura do Vaticano reforça a necessidade de respeito às instituições multilaterais, que historicamente têm papel fundamental na mediação de conflitos.

Enquanto isso, o mundo observa atento as movimentações políticas em torno da Faixa de Gaza, esperando que as iniciativas promovam uma solução duradoura para um dos conflitos mais antigos da atualidade.

O posicionamento do Vaticano demonstra que, mesmo em tempos de mudanças, a busca por diálogo amplo, respeito às instituições e a defesa da paz permanecem como pilares essenciais para a diplomacia internacional.

Perguntas Frequentes

Qual foi a decisão do Vaticano em relação ao Conselho da Paz?

O Vaticano decidiu não participar do Conselho da Paz proposto por Trump, priorizando uma abordagem multilateral.

Quem confirmou a decisão do Vaticano?

A decisão foi confirmada pelo cardeal Pietro Parolin, chefe da diplomacia da Santa Sé.

Qual a importância da ONU segundo o Vaticano?

O Vaticano defende que a ONU deve ser a entidade responsável pela mediação de crises internacionais.

Quais países se juntaram ao Conselho da Paz?

Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos aceitaram integrar o conselho proposto por Trump.

Quando está marcada a primeira reunião do Conselho da Paz?

A primeira reunião do Conselho da Paz está marcada para uma quinta-feira de 2026, em Washington.

Lucas Tavares

Lucas Tavares

Lucas Tavares é colunista do Futebol na Web e escreve com a emoção de quem cresceu entre arquibancadas e transmissões no rádio. Especialista em comentar o que acontece dentro e fora das quatro linhas, ele une paixão, informação e um toque de humor em cada texto.

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