Suspeito de sequestro e estupro em Santos é solto após apresentar provas de inocência
Em um caso que chocou a cidade de Santos no final de 2025, Lucas Thiago Freitas dos Santos, acusado de envolvimento em um sequestro e estupro, foi liberado pela Justiça na última quinta-feira (15). A decisão da Vara Regional das Garantias da 7ª Região Administrativa Judiciária de Santos impôs medidas cautelares que restringem o contato do suspeito com as vítimas, garantindo a segurança delas enquanto o processo segue em segredo de Justiça.
O crime aconteceu em setembro de 2025, quando um casal foi rendido, sequestrado e mantido em cárcere privado por três criminosos, dois deles armados. A mulher, de 49 anos, sofreu abuso sexual durante o episódio que durou aproximadamente um dia. A investigação levou à prisão temporária de Lucas em novembro, mas sua defesa apresentou documentos que colocam em dúvida sua participação no crime.
Provas que mudaram o rumo do caso
O advogado de defesa, Mário Badures, destacou que a soltura de Lucas foi possível graças a um conjunto robusto de evidências que indicam que ele não estava presente no local dos fatos. Entre as provas apresentadas estão fotos, conversas de celular, registros de geolocalização, movimentações bancárias e depoimentos testemunhais.
“Esses elementos foram fundamentais para que a prisão temporária fosse revogada”, explicou Badures. Segundo ele, o material comprova que Lucas estava em outro município durante o crime, afastando-o do cenário do sequestro e estupro. Apesar disso, o suspeito permanece sob restrições judiciais para evitar qualquer contato com as vítimas.
Como ocorreu a prisão e o crime em Santos
Após o mandado de prisão ser emitido em novembro de 2025, Lucas ficou foragido até ser localizado pela Polícia Civil no início de março deste ano. A equipe de investigação recebeu informações de que ele estaria em uma marina no bairro Jardim Astúrias, em Guarujá. Os policiais fizeram uma abordagem discreta e, embora o suspeito tenha tentado fugir, foi detido e levado para a delegacia local.
O crime em questão aconteceu em 21 de setembro de 2025, quando o casal voltava de um dia na Praia de Itaquitanduva. Eles foram abordados por três homens e levados a uma trilha próxima, onde foram roubados e mantidos reféns. A mulher foi levada para a casa de um dos suspeitos e, segundo o boletim de ocorrência, foi vítima de estupro. O casal ficou amarrado e os criminosos reviraram a residência, roubando diversos objetos e até pedindo pizza durante o cárcere.
O andamento do processo e as medidas judiciais
O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o processo corre em segredo de Justiça, o que limita o acesso a detalhes específicos. A soltura de Lucas Thiago não encerra a investigação, que continua para esclarecer todos os fatos e responsabilidades. As medidas cautelares impostas visam garantir a proteção das vítimas e o bom andamento das apurações.
Enquanto isso, a sociedade acompanha atentamente o desenrolar do caso que envolve violência, roubo e abuso, temas que exigem rigor na apuração e respeito às vítimas. A decisão judicial mostra que o sistema busca equilibrar a garantia dos direitos do acusado com a segurança das pessoas envolvidas.
O episódio reforça a importância de uma investigação minuciosa e da apresentação de provas consistentes para a Justiça, evitando prisões indevidas e assegurando que a verdade prevaleça.
Perguntas Frequentes
Quais provas levaram à soltura de Lucas?
Provas como fotos, conversas de celular e registros de geolocalização comprovaram que ele não estava no local do crime.
O que aconteceu com as vítimas?
As vítimas continuam sob proteção judicial enquanto o processo está em segredo de Justiça.
Qual foi a reação da defesa após a soltura?
O advogado de defesa destacou a importância das evidências apresentadas que provaram a inocência de Lucas.
O que se sabe sobre o crime em si?
O crime envolveu sequestro e abuso sexual de um casal em setembro de 2025, quando foram rendidos por três criminosos.
Qual é o estado atual do processo judicial?
O processo ainda está em andamento, e a investigação continua para esclarecer todos os fatos.