Filme sobre Jair Bolsonaro gera polêmica em gravações e atrai atenção internacional
O longa-metragem “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, está no centro de uma controvérsia. O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP) enviou delegados ao set de filmagens após receber reclamações sobre as condições de trabalho de atores e figurantes. A situação, que envolve denúncias de tratamento inadequado, foi levantada na última sexta-feira e gerou preocupação entre os envolvidos na produção.
O Sated-SP afirmou que os delegados foram ao local das gravações para dialogar com a equipe e a produção, buscando garantir que as regulamentações trabalhistas sejam respeitadas. “Recebemos relatos de diversas situações preocupantes, e estamos aqui para garantir que os artistas sejam tratados de acordo com as normas do sindicato”, declarou a associação. A produção, que tem estreia prevista para 2026, ainda não se manifestou oficialmente sobre as reclamações.
Expectativas e Narrativa do Filme
“Dark Horse” promete uma narrativa heroica, apresentando Bolsonaro como um “improvável vencedor” das eleições. O filme também explorará seu passado militar e seu ativismo contra o tráfico de drogas. O personagem de Adélio Bispo, responsável pela facada que Bolsonaro sofreu em 2018, será retratado sob um nome fictício, o que levanta questões sobre a representação de eventos recentes da história política brasileira.
A produção busca atingir um público internacional, reconstituindo a trajetória política do ex-presidente, que atualmente enfrenta uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão, imposta pelo STF, por tentativa de golpe de Estado. Com imagens vazadas das gravações, o ator americano Jim Caviezel, conhecido por seu papel em “A Paixão de Cristo”, será o responsável por interpretar Bolsonaro em uma cena emblemática que retrata o atentado de Juiz de Fora (MG).
Elenco e Direção
O elenco de “Dark Horse” não se limita a atores brasileiros. Além de Caviezel, a produção conta com a participação de Lynn Collins, famosa por “John Carter – Entre Dois Mundos”, e Esai Morales, conhecido por “Missão: Impossível – O Acerto Final”. O brasileiro Felipe Folgosi também está no elenco, interpretando um policial federal, o que adiciona uma camada de autenticidade à narrativa.
Sob a direção de Cyrus Nowrasteh, um cineasta com vasta experiência em filmes de temática religiosa, “Dark Horse” promete trazer uma visão controversa e impactante da política brasileira. Nowrasteh é conhecido por obras como “O Apedrejamento de Soraya M.” e “O Jovem Messias”, o que sugere que ele trará uma abordagem dramática e envolvente para a história de Bolsonaro.
A expectativa em torno do filme é grande, especialmente considerando o contexto político atual e as reações que a obra pode gerar. Além das preocupações com as condições de trabalho no set, o filme também suscita debates sobre a representação de figuras políticas em produções cinematográficas.
A produção segue em andamento, e a comunidade artística aguarda ansiosamente por mais informações sobre como as reclamações do Sated-SP serão tratadas. Com a estreia prevista para 2026, “Dark Horse” promete ser um dos filmes mais comentados dos próximos anos, tanto pela sua temática quanto pelo envolvimento de nomes de peso da indústria cinematográfica.
Perguntas Frequentes
Quais são as preocupações levantadas sobre as condições de trabalho no set de filmagens de 'Dark Horse'?
O Sated-SP recebeu reclamações sobre tratamento inadequado de atores e figurantes.
Quem está no elenco do filme 'Dark Horse'?
Além de atores brasileiros, a produção conta com Jim Caviezel, Lynn Collins e Esai Morales.
Quem é o diretor de 'Dark Horse'?
O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, conhecido por obras de temática religiosa.
Qual é a previsão de estreia de 'Dark Horse'?
A estreia está prevista para 2026.
Quais são as expectativas em torno do filme 'Dark Horse'?
O longa promete uma narrativa heroica sobre Bolsonaro e levanta debates sobre a representação de figuras políticas.