São Paulo

Tilápia em alta: produção em São Paulo cresce e impulsiona agronegócio em 2025

01. fevereiro. 2026
4. Min. de leitura
Tilápia em alta: produção em São Paulo cresce e impulsiona agronegócio em 2025

A piscicultura paulista segue firme como um dos setores mais dinâmicos do agronegócio estadual, com a tilápia ganhando destaque especial. Dados preliminares do Valor da Produção da Aquicultura Paulista para 2025 revelam que a produção deste peixe teve um aumento significativo, reforçando a importância econômica da espécie para o Estado.

Com um crescimento de 4% no volume em relação a 2024, a tilápia alcançou 54,17 mil toneladas produzidas. O faturamento também chamou atenção, chegando a R$ 494,11 milhões, segundo informações do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Esses números colocam o Estado na segunda posição nacional na produção da espécie, atrás apenas do Paraná.

Estrutura robusta e tecnologia impulsionam produção

São Paulo conta com uma estrutura sólida para o processamento da tilápia. São 21 frigoríficos responsáveis por 86% do abate estadual, embora parte da produção seja enviada para abatedouros em estados vizinhos, como Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Essa rede eficiente contribui para que o Estado mantenha sua posição de destaque no cenário nacional.

O uso da tecnologia em tanques-rede é um dos principais motores desse crescimento. Concentrados especialmente nos grandes reservatórios hidrelétricos do oeste paulista, esses tanques respondem por mais de 75% da produção estadual. Em 2024, o levantamento da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) e do IEA registrou mais de 12 mil unidades em operação, consolidando o método como padrão na piscicultura local.

Além disso, viveiros escavados continuam relevantes, principalmente nas regiões do planalto e da Mantiqueira. Nesses locais, a tilápia é produzida tanto para o mercado comercial quanto para o segmento de pesque-pague, que movimenta a economia local por meio do lazer.

Perspectivas otimistas e avanços científicos

O cenário para a tilápia em São Paulo é bastante positivo. Segundo artigo científico divulgado pelo IEA, espera-se que as condições climáticas favoráveis no segundo semestre, com temperatura e luminosidade adequadas, possam impulsionar ainda mais a produção, revertendo possíveis quedas no valor total. Isso reforça a confiança no crescimento sustentável do setor.

O pesquisador Eder Pinnati, do IEA, destaca o papel da pesquisa científica para superar desafios como a qualidade da água e a gestão da cadeia produtiva. “O acompanhamento contínuo e a divulgação de dados são fundamentais para elevar a produtividade e a qualidade dos peixes criados no Estado”, afirma.

Esse avanço também se reflete na inclusão da tilápia no Valor da Produção Agropecuária (VPA) de 2025, um indicador histórico e essencial para o planejamento do agronegócio paulista. A presença da espécie no ranking reforça sua importância econômica e sinaliza a intensificação da atividade.

Consumo em alta, mas ainda abaixo do ideal

A tilápia é o pescado favorito dos paulistas, superando salmão, pescada e atum. Mesmo assim, o consumo de peixes, crustáceos e moluscos na região ainda está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Enquanto a entidade sugere o consumo pelo menos duas vezes por semana, a média dos paulistas varia entre uma e três vezes por mês.

O Instituto de Oceanografia da USP, em parceria com o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo (IP-APTA), aponta que o alto custo da proteína é um dos principais entraves para ampliar o consumo. Ainda assim, o diretor da Divisão de Estatística, Economia e Políticas Públicas em Agricultura do IEA, Celso Vegro, acredita no crescimento da demanda. “A maior presença da tilápia na mesa dos brasileiros, especialmente no centro-sul, tem incentivado a estrutura produtiva a se expandir para atender essa procura”, explica.

O setor também vem atraindo investimentos, com aumento no número de criatórios cadastrados pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). A expectativa é que São Paulo amplie sua participação no abastecimento interno, reduzindo a dependência de outros estados e fortalecendo sua posição no mercado.

Com uma produção em crescimento, tecnologia avançada, suporte científico e potencial de consumo em alta, a tilápia segue consolidando seu papel como protagonista na piscicultura paulista e no agronegócio do Estado.

Perguntas Frequentes

Qual foi o aumento percentual da produção de tilápia em 2025?

A produção de tilápia cresceu 4% em relação a 2024.

Qual é a posição de São Paulo na produção de tilápia no Brasil?

São Paulo ocupa a segunda posição nacional na produção de tilápia, atrás apenas do Paraná.

Quantos frigoríficos estão envolvidos no abate de tilápia em São Paulo?

Existem 21 frigoríficos responsáveis por 86% do abate de tilápia no estado.

Como a tecnologia está impulsionando a produção de tilápia em São Paulo?

O uso de tanques-rede, que representam mais de 75% da produção, é um dos principais motores desse crescimento.

Qual é a média de consumo de peixes pelos paulistas?

A média de consumo varia entre uma e três vezes por mês, abaixo do recomendado pela OMS.

Rafael Dias

Rafael Dias

Rafael Dias é jornalista esportivo e apaixonado por futebol desde criança. Escreve no blog Futebol na Web, onde comenta jogos, analisa táticas e compartilha curiosidades do mundo da bola com linguagem leve e acessível. Com olhar crítico e bom humor, atrai leitores que buscam informação com personalidade.

Ver mais posts de Rafael Dias
Ofertas do Dia