Tragédia em Itumbiara: secretário mata filhos e se suicida após suspeita de traição
Um crime chocante abalou a cidade de Itumbiara, em Goiás, no último dia 12 de fevereiro. Thales Machado, secretário de Governo do município, assassinou os dois filhos enquanto eles dormiam e após isso tirou a própria vida. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) divulgou nesta sexta-feira (27) a conclusão do inquérito que revelou detalhes da trágica sequência de fatos.
O caso ganhou repercussão não só pela brutalidade, mas também pela ligação política da família, já que Thales era genro do prefeito local, Dione Araújo. A investigação trouxe à tona uma série de informações que ajudam a entender a dinâmica do crime e o estado emocional do secretário antes da tragédia.
Investigação detalha a dinâmica do crime e tensão entre o casal
Segundo o delegado Pedro Sala, responsável pela apuração, o duplo homicídio seguido de suicídio aconteceu dentro do apartamento da família, no Condomínio Paraíso, no sul de Goiás. Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo, de 8, foram mortos a tiros enquanto dormiam. A mãe das crianças estava em São Paulo a trabalho no momento do crime.
Antes da tragédia, Thales enviou uma foto dos filhos dormindo para a esposa, acompanhada de ameaças sobre o que faria com as crianças. O secretário vinha desconfiando da mulher e chegou a contratar um detetive para investigar sua suposta infidelidade durante a viagem a São Paulo. O investigador contratado conseguiu captar imagens da esposa com outro homem, informação que foi repassada a Thales no final da tarde daquele dia.
Entre as 19h e pouco antes da meia-noite, uma tensão crescente dominou as conversas entre o casal. Thales fez várias ligações, incluindo uma chamada de vídeo às 20h39, que foi a última vez que a esposa atendeu. A partir desse momento, as tentativas de contato foram ignoradas, e o secretário publicou uma carta de despedida nas redes sociais.
Crime ocorre em intervalo curto e sob a chegada do prefeito
O delegado Pedro Sala explicou que o crime aconteceu entre 23h39 e meia-noite. Nesse intervalo, o prefeito Dione Araújo, avô das crianças, chegou ao condomínio e encontrou a cena devastadora: os dois meninos feridos e Thales já sem vida.
Thales teria efetuado um disparo de arma de fogo em cada criança, na região da têmpora direita, e depois atirado contra a própria boca. As crianças foram encontradas na mesma posição em que receberam os tiros, indicando que o secretário agiu sozinho. A polícia descartou a participação de terceiros.
Apesar dos ferimentos graves, os meninos foram resgatados ainda com vida. Miguel não resistiu e faleceu no mesmo dia, pouco após dar entrada no hospital. Benício passou por cirurgia e ficou internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas também morreu no dia seguinte.
Arma registrada e despedida nas redes sociais
De acordo com a investigação, Thales usou uma pistola Glock G25 calibre .380, registrada em seu nome, para cometer o crime. A carta postada nas redes sociais pouco antes da tragédia revela o estado emocional do secretário e serve como um trágico desabafo.
Os corpos das crianças foram velados na casa do avô materno, que também é prefeito da cidade, cercados por familiares e moradores que ficaram consternados com o episódio.
Essa história triste reforça a importância de atenção aos sinais de desespero e conflitos familiares que, se não tratados, podem levar a consequências irreparáveis.
Perguntas Frequentes
Qual foi a motivação do crime em Itumbiara?
Thales Machado cometeu o crime após suspeitar de traição da esposa, levando a um estado emocional crítico.
Como as crianças foram mortas?
Os filhos de Thales foram assassinados a tiros enquanto dormiam em seu apartamento.
O que aconteceu com a mãe das crianças durante o crime?
A mãe estava em São Paulo a trabalho no momento em que o crime ocorreu.
Qual foi a reação do prefeito ao chegar no local?
O prefeito Dione Araújo encontrou a cena devastadora e os meninos feridos ao chegar ao condomínio.
Que tipo de arma foi utilizada no crime?
Thales usou uma pistola Glock G25 calibre .380, registrada em seu nome, para cometer o crime.