Reforma de São Januário segue travada por falta de terreno para potencial construtivo
A tão esperada reforma de São Januário ainda não tem data para começar. O motivo principal está ligado à venda do potencial construtivo do Vasco, que depende da negociação com a SOD Capital, principal interessada na maior parcela desse direito. No entanto, a empresa ainda não conseguiu garantir um terreno para aplicar o potencial, o que emperra toda a transação.
Se você quer entender por que a reforma do estádio do Vasco não sai do papel e o que está travando esse processo, continue a leitura. Vamos detalhar os principais pontos que envolvem essa negociação e o futuro do projeto.
O entrave da falta de terreno para aplicar o potencial construtivo
Para quem não está familiarizado, o potencial construtivo é um direito que permite construir acima do limite estabelecido em uma área. No caso do Vasco, ele está sendo vendido para financiar a reforma de São Januário. Só que esse direito só tem valor prático se a empresa que o compra tiver um terreno para usá-lo.
A SOD Capital, até o momento, não possui esse terreno. Um dos locais que interessa à empresa é a área do Marapendi, na Barra da Tijuca, com cerca de 220 mil metros quadrados. Internamente, no clube, acredita-se que a negociação da venda do potencial construtivo só vai avançar de forma rápida após a SOD conseguir a posse desse terreno.
Negociações paralelas e o risco de iniciar as obras com parcelas menores
Embora a SOD Capital seja vista como a principal parceira, ela não tem exclusividade na compra da maior parte do potencial construtivo. O Vasco, porém, não vê necessidade de acelerar negociações com outras empresas, já que não há outras interessadas na fatia principal.
Além disso, existem duas outras empresas que já acertaram a compra de parcelas menores, cada uma com 30 mil metros quadrados de potencial construtivo. Essas companhias já possuem terrenos próprios, o que pode facilitar o fechamento desses acordos.
Fontes internas indicam que a venda dessas duas parcelas menores seria suficiente para liberar o início das obras em São Januário. No entanto, o clube entende que essa estratégia envolve riscos, já que a maior parte do potencial construtivo, que garante a saúde financeira do projeto, ainda não foi vendida.
Previsão para o início das obras e próximos passos
Com essa situação, a tendência é que o Vasco aguarde uma definição da SOD Capital, o que empurra o começo das obras para além do primeiro semestre de 2026. O prazo inicial para a conclusão da compra pela SOD era 12 de dezembro, mas o clube optou por dar mais tempo, confiando que essa é a melhor oportunidade de venda.
Enquanto o impasse não se resolve, a reforma de São Januário segue parada, deixando torcedores na expectativa por melhorias no estádio. O futuro do projeto depende diretamente do desfecho dessa negociação entre Vasco e SOD Capital.
A situação mostra que, para projetos grandiosos no futebol, a burocracia e as negociações imobiliárias podem ser tão decisivas quanto o desempenho em campo.
Perguntas Frequentes
Qual é o principal motivo para a reforma de São Januário não ter começado?
O principal motivo é a falta de um terreno para aplicar o potencial construtivo, que depende da negociação com a SOD Capital.
O que é potencial construtivo?
Potencial construtivo é o direito de construir acima do limite estabelecido em uma área, essencial para financiar a reforma.
Qual o prazo estimado para o início das obras em São Januário?
As obras podem começar apenas após a definição da SOD Capital, o que pode empurrar o início para além de 2026.
O que pode liberar o início das obras rapidamente?
A venda de parcelas menores de potencial construtivo para empresas que já possuem terrenos pode liberar o início das obras.
Qual é a área de interesse da SOD Capital para o potencial construtivo?
A SOD Capital está interessada em uma área no Marapendi, na Barra da Tijuca, com cerca de 220 mil metros quadrados.